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domingo, 27 de novembro de 2011

Quando Deus não responde

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Isaías 54:7 diz:


“Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias te recolherei.”
A primeira revelação desta passagem nos trás a natureza do versículo 7 de Isaías que nos mostra com clareza e propriedade como Deus decide trabalhar com seus atributos e qualidades humanas. Isso é muito claro. O Deus que servimos trabalha de forma de lenta. Tem o propósito de trabalhar quando o circo está pegando fogo. Mas nunca chega atrasado. O Senhor faz tudo de acordo com a Sua soberana vontade e no tempo certo, no tempo perfeito.
“Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite. Salmos 90:4
“Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.” II Pedro 3:8
Isaías era chamado o profeta messiânico e o profeta maior. Foi um dos 4 grandes sucessivos profetas. Ele foi profundo nas revelações que Deus lhe deu. Setencentos anos antes da manifestação do Messias, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, ele conseguiu ver como o mestre poderia ser usado e Seu ministério de dons espirituais aqui nesta terra. Sempre há o certo momento de Deus agir. Nesta passagem escrita pelo profeta, há uma forma de Deus falar com Seu povo que era tratado com a menina de Seus olhos.
A segunda revelação deste versículo se aplica ao filho de Deus e não para a nação de Israel. Ele se aplica ao pé da letra a Jesus. Mas a parte “mas com grandes misericórdias te recolherei” se aplica a cada um de nós. Ninguém gosta de ser deixado pela família. Todos nós sabemos que existem muitos demônios nas regiões celestiais e se Deus por um momento virasse as costas para a humanidade, levando consigo Sua misericórdia a proteção que recaem sobre nós, talvez a raça humana pudesse ser extinta. Os espíritos malignos aproveitariam este tempo para vir com grande fúria contra cada ser humano procurando o destruir por completo.
“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” I Pedro 5:8
Mas Deus é fiel e não sofre limitações como nós! Seus olhos estão como chamas de fogo. Ele é sabedor de todas as coisas até o que não aconteceu ele já sabe.
E o que mais chama a atenção: Em que ponto Jesus teria sido deixado pelo Pai, nosso soberano Deus?
João 17 diz que:
5 “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”
Jesus ao fazer um pedido ao Pai deixa escapar sobre o amor que Deus tinha desde antes da fundação do mundo. Era um amor muito forte. O livro de Cantares capítulo 8 diz que:
7 “As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo...”
Um amor muito grande e extremo! Que momento seria este que Deus teria deixado Jesus apesar de tanto amor?
A resposta é: na Cruz do Calvário! Vejamos:
“E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mateus 27:46
Naquele instante o Pai virou seu rosto ou as costas para Seu filho. E isso aconteceu porque todos os pecados do mundo estavam sendo lançados sobre Ele:
“Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.” Isaías 53:5,6
A única coisa que entristece o Senhor nosso Deus é o PECADO. Somente por causa do pecado do homem o Senhor se separa de nós. Jesus naquele momento sentiu a separação de Deus, mas o Pai fez uma segunda promessa: - Não se desespere com grande misericórdia te recolherei!
No capítulo 53 diz que o trabalho de sua alma Ele verá e ficará satisfeito:
10 “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão.
11 Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si.”
Irmão, ainda que Deus te deixe por um momento, Ele vai usar de misericórdia. Se você tem provado do silêncio de Deus na sua vida, não ficará esquecido por muito tempo. Ás vezes você tem clamado e parece que Ele não ouve e então se pergunta: - Deus onde está minha providência? Ele te diz hoje: Não esqueci de você meu filho, sei que fostes pisoteado, humilhado e parecia que estavas esquecido...”Mas com grande misericórdia te recolherei!.”Deus jamais esqueceu de você, nunca estivestes abandonado!

Porque Deus deixa Sua criação por um momento?


Primeiro: Porque o pecado causa divisão/ separação entre você e Deus.
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Romanos 3:23
“Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” Isaías 59:2
Segundo: Mas e quando você não peca e está sofrendo?
Deus decide deixar os que são corretos? Sim, isso acontece com Jó (vide livro de Jó). E quais os motivos?
1. Provação: Você precisa amadurecer, estar preparado para o bom combate e isso significa com outras palavras ter as costas largas! Deus só usa para grandes feitos pessoas maduras, ou seja, as que suportam o “rojão”. Quando Deus quer usar uma palavra mais dura você agüenta! Assim, quando você se depara com uma bomba que estoura diante de seus olhos você pensa: - Nada disso me abala! Com Cristo sou mais que vencedor! Deus a qualquer momento pode mudar isso. Eu estou de pé!
Este tipo de pessoa não sai/se afasta da igreja por qualquer coisa, ela diz: - Da minha posição eu não saio!
2. Deus tem um propósito maior: Quando Deus está preparando você para algo maior, quer que você permaneça firme diante de tudo que virá e então você estará preparado também para sua grande benção! Quando você permanece inabalável o nome de Deus é exaltado nesta terra! Aleluias!
Deus te abençoe!

terça-feira, 11 de outubro de 2011


A Importância de Congregar e o Movimento dos Sem-Igreja


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Este é um estudo para reflexão, encorajamento e admoestação fundamentado na Palavra de Deus.
“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.”
Salmos 122:1
Poucos compreendem a importância deste versículo, mas a profundidade espiritual dele é magnífica. Geralmente as pessoas que não freqüentam uma igreja cristã, têm sua posição baseada na falta de ânimo - disfarçado nas decepções - ou em palavras falaciosas de que não deve compactuar com erros, expondo isso algumas vezes num certo tom de rebeldia. Na maioria das vezes, sua possível decepção, não lhe dá motivos para não freqüentar mais uma igreja, mas sua preguiça ou falta de perseverança sim.
O desânimo é uma potente arma de destruição de Satanás na vida de um servo de Deus. Com isso, fica evidente que uma pessoa não fica alegre quando o chamam para ir ao culto de domingo, por exemplo. Do contrário, profusas palavras de explicação e negação, são neste caso doadas ao que semeou o convite. Isso quando não ocorre o silêncio indiferente. Mas, as pessoas que congregam e lutam por sua igreja, são movidos por intensa felicidade quando são convidados a estarem unidos entre irmãos. E as palavras do salmista corroboram com isso:
“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.”
Salmos 133: 1-3
O ato de abandonar uma igreja é uma questão que vem desde o nascedouro da igreja cristã. A idéia de deixar o convívio, parte do material humano defeituoso com que Deus mesmo de trabalhar!

A igreja


Não existe uma denominação que possa requerer ser para si a única e exclusiva Igreja de Cristo. Antes, deve ter apenas seu alicerce fundamentado na Palavra de Deus, a sã doutrina. É importante ressaltar que a igreja não é um lugar físico e sim o conjunto de cristãos. Uma igreja se configura como corpo de Cristo, sendo membros uns dos outros.
Desta maneira, qualquer grupo que não congrega e diz ter uma espiritualidade, sem necessidade de uma instituição, está correto. Porém, é necessário perguntá-los: É possível ter um relacionamento com Deus sem o Corpo de Cristo? Não.
Realmente, podemos adorar a Deus em qualquer lugar, pois o crente é a habitação do Espírito Santo (I Coríntios 6:19), porém não podemos esquecer de que a igreja é o “Santuário de Deus”(I Coríntios 3: 16, 17). Algumas pessoas poderão ainda sim dizer: Mas continuar dentro destas igrejas com falhas, não faz de você uma pessoa conivente com os erros? A solução sensata na verdade é que todo aquele que não se converte em seus caminhos, deve ser com longanimidade e paciência advertido, e se caso isso for recorrente começando a trazer problemas para a obra de Deus, o mesmo deve ser expulso para que não corrompa todo o restante, como diz em I Coríntios 5:13:
“Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo.”
Já aquele que critica a instituição, se julga superior aos que são criticados. Na Bíblia vemos, por exemplo, Pedro sendo repreendido por Paulo, o caçula da fé cristã, entre os apóstolos:
Gálatas 2: 11-14
“E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível.
Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão.
E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação.
Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?”

Rebeldia


Você pode fazer como Jonas e tentar ir para um lugar onde Deus não quer que você esteja. Porém, Deus nos criou para sermos membros uns dos outros, nos suportando em amor, crescendo juntos, edificando uns aos outros, amparando os fracos, consolando os desanimados, admoestando os insubmissos, e sendo longânimes para com todos.
Não existe a possibilidade de um cristianismo solitário. Jesus em momento algum disse que você poderia ficar apenas no secreto do seu quarto, mas mandou que fosse como LUZ e SAL e que fossem UM.
O cristianismo é sempre coletivo. Não porque Deus não seja adorado no individual e seja apenas no coletivo, mas porque o cristão nunca pensa apenas em si mesmo, mas nos outros.
Não podemos ser solitários, mas devemos caminhar juntos com um único propósito fundamentado no evangelho deixado por Cristo. A igreja primitiva era assim, Paulo e Pedro eram assim e grandes avivamentos só acontecem na união.
Se você está insatisfeito com a sua Instituição Evangélica, saiba que agora vivendo os últimos tempos, muitos de nós estamos. A igreja na verdade, desde o princípio sofria com lobos misturados aos cordeiros dentro da igreja (E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões, Mateus 21:13). A Palavra de Deus profetizou que o amor de muitos esfriaria, mas quem é bíblico persevera na doutrina cristã.
Existe mais de uma instituição religiosa para você buscar a Deus e ainda hoje por autoridade da Palavra que sai dos lábios de Deus muitas estão de pé e vivas, como verdadeiros barquinhos que não naufragam no meio da tempestade. Deus quis assim e Ele tem sustentado cada Pastor com suas ovelhas, separados do pecado o qual vemos inundando vários navios.

Congregar


Congregando, ajudamos os fracos na fé, nos tornamos exemplos, damos testemunho de nossa vida, consolamos os desanimados, ajudamos os pobres, nos alimentamos da fonte espiritual que não cessa. Somos, portanto como o Monte de Sião que não se abala e permanece firme até o fim dos tempos. (Salmos 125). Este Salmo ao ser analisado também nos mostra outro fato interessante. No segundo versículo, para os que assim permanecem fortes: O Senhor fica acampado ao redor desde agora e para todo sempre. Aleluias!
Além do mais, Jesus deixou exemplo pra nós, o Mestre tinha o costume de freqüentar as sinagogas, nelas pregar, e também certamente orar, veja:
Lucas 4: 14-17
“Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galiléia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.
E ENSINAVA NAS SINAGOGAS, e por todos era louvado.
E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, SEGUNDO O SEU COSTUME, na sinagoga, e levantou-se para ler.
E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito...”
E é também Jesus que desde sempre sustenta a Igreja e os cristãos que são chamados para edificar sobre este alicerce, veja:
I Coríntios 3: 9-13
“Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.
Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.
Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.
E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,
A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.”
A igreja é o meio pelo qual os frutos (as obras) são provadas, demonstrando quem somos. É um estilo de vida interessado em promover a glória do Senhor, veja:
I Coríntios 10:31;32
“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.
Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus.”

Mensagem


Se sua revolta é maior que sua vontade em buscar uma igreja que você se identifique, tem algo errado. Se arrependa do tempo que perdeu longe dos caminhos do Senhor e volte pra Ele! A sua fraqueza tem uma explicação e está baseada numa doutrina NOVAERISTA, ou seja, proveniente do Movimento Nova Era. Todo aquele que se distancia dos caminhos do Pai, se torna extremamente fraco, pois ninguém se alimenta sozinho. E o que ocorre com um graveto fora da foqueira? Logo no início ele tem fogo, mas com o passar do tempo, em razão das condições climáticas ao seu redor (vento, chuva, etc) ele vai esfriando e o seu fogo inexoravelmente se apaga.
Assim é o cristão fora da igreja. Logo que sai, ele está ardendo em fé, mas com o tempo, com os problemas da vida, sem estar se alimentando/compartilhando junto com os demais irmãos sobre a Palavra e ação de Deus, ele começa a fraquejar na fé até que esta se esfria totalmente. Muitos na época de Jesus também tomavam tal rumo, mas veja o que a Bíblia diz:
Hebreus 10:24-25
“E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, 
NÃO DEIXANDO A NOSSA CONGREGAÇÃO, COMO É COSTUME DE ALGUNS, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.”
Se apaixone por Cristo voltando ao primeiro amor e fite seus olhos no Senhor, não em homens ou instituições, mas na doutrina libertadora da Palavra!
“Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te bem depressa;
Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.
E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.”
I Timóteo 3:14,16
Deus te abençoe...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A ESCOLA DO DESERTO


A escola do deserto

Deus treina seus líderes mais importantes na escola do deserto. Moisés, Elias e Paulo foram treinados por Deus no deserto. O próprio Jesus antes de iniciar o seu ministério passou quarenta dias no deserto. O deserto não é um acidente de percurso, mas uma agenda de Deus, a escola de Deus. É o próprio Deus quem nos matricula na escola do deserto.

O deserto é a escola superior do Espírito Santo, onde Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós. Deus nos leva para essa escola não para nos exaltar, mas para nos humilhar.

Essa é a escola do quebrantamento, onde todos os holofotes da fama se apagam e passamos a depender total e exclusivamente da graça de Deus e da provisão de Deus e não dos nossos próprios recursos.

Destacaremos, aqui, três verdades importantes:

1. Na escola do deserto aprendemos que Deus está mais interessado em quem somos do que naquilo que fazemos

Deus nos leva para o deserto para falar-nos ao coração.

No deserto ele nos humilha não para nos destruir, mas para nos restaurar.

No deserto, Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós, provando que ele está mais interessado em nossa vida do que em nosso trabalho.

Vida com Deus precede trabalho para Deus. Motivação é mais importante do que realização. Nossa maior prioridade não é fazer a obra de Deus, mas ter intimidade com o Deus da obra. O Deus da obra é mais importante do que a obra de Deus.

Quando Jesus chamou os doze apóstolos, designou-os para estarem com ele; só então, os enviou a pregar.

2. Na escola do deserto aprendemos a depender mais do provedor do que da provisão

Quando o profeta Elias foi arrancado do palácio do rei e enviado para o deserto, ele deveria beber da fonte de Querite e ser alimentado pelos corvos.

Naquele esconderijo no deserto, o profeta deveria depender do provedor mais do que da provisão. Deus o sustentaria ou ele pereceria.

Deus nos leva para o deserto para nos mostrar que dependemos mais dos seus recursos do que dos nossos próprios recursos. É fácil depender da provisão quando nós a temos e a administramos. Mas na escola do deserto aprendemos que nosso sustento vem do provedor e não da provisão.

Quando nossa provisão acaba, Deus sabe onde estamos, para onde devemos ir e o que devemos fazer. A nossa fonte pode secar, mas o manancial de Deus jamais deixa de jorrar. Os nossos recursos podem escassear, mas os celeiros de Deus continuam abarrotados. Nessas horas precisamos aprender a depender do provedor mais do que da provisão.

3. Na escola do deserto aprendemos que o treinamento de Deus tem o propósito de nos capacitar para uma grande obra

Todas as pessoas que foram treinadas por Deus no deserto foram grandemente usadas por Deus. Quanto mais intenso é o treinamento, mais podemos ser instrumentalizados pelo Altíssimo.

Porque Moisés foi treinado por Deus quarenta anos no deserto, pôde libertar Israel da escravidão e guiar esse povo rumo à terra prometida.

Porque Elias foi graduado na escola do deserto pôde enfrentar, com galhardia, a fúria do ímpio rei Acabe e trazer de volta a nação apóstata para a presença de Deus.

Porque Paulo passou três anos no deserto da Arábia, ele foi preparado por Deus para ser o maior líder do Cristianismo.

Quando Deus nos leva para o deserto é para nos equipar e depois nos usar com graça e poder em sua obra.

Deus não desperdiça sofrimento na vida dos seus filhos. Ele os treina na escola do deserto e depois os usa com grande poder na sua obra.

Não precisamos ter medo do deserto, se aquele que nos leva para essa escola está no comando desse treinamento.

O programa do deserto é intenso. O curso é muito puxado. Mas, aqueles que se graduam nessa escola são instrumentalizados e grandemente usados por Deus!

Pr. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 12 de agosto de 2011


O Que a Bíblia Ensina Que Vai Acontecer no Futuro?

O que é o arrebatamento?

A doutrina do arrebatamento pré-tribulacional é um ensinamento bíblico importante não só porque dá percepção quanto ao futuro, mas porque dá aos crentes uma motivação importante para uma vida contemporânea piedosa. O pré-tribulacionismo ensina que antes da tribulação, todos os membros do corpo de Cristo (vivos e mortos) serão levados nos ares para encontrar a Cristo e depois subirem ao céu.[1] O ensino sobre o arrebatamento é apresentado mais claramente em 1 Tessalonicenses 4.13-18. Nessa passagem Paulo informa aos seus leitores que os crentes vivos na época do arrebatamento se reunirão com os que morreram em Cristo antes deles. “Depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (versículo 17). A palavra “arrebatados” traduz o verbo grego harpázo, que significa “tirar com força” ou “arrancar.” As traduções em latim do Novo Testamento usavam a palavra raptare, que significa “arrebatar”, “arrastar”, e é a origem da palavra portuguesa “raptar”. Outras passagens que ensinam o arrebatamento usando termos diferentes incluem: João 14.3; 1 Coríntios 15.51,52; 1 Tessalonicenses 1.10; 2 Tessalonicenses 2.1; Tito 2.13; Tiago 5.7,8; e 1 Pedro 1.13.

Quando acontecerá o arrebatamento?

Acreditamos que o arrebatamento pode acontecer a qualquer momento. Trata-se de um evento sem sinais e não precisa acontecer nada na história antes dele. O arrebatamento poderia ter acontecido a qualquer hora desde o primeiro século e sua ausência na história durante os últimos 2000 anos certamente nos aproxima mais dele.

O que é a doutrina da iminência?

Acreditamos que o arrebatamento pode acontecer a qualquer momento. Trata-se de um evento sem sinais e não precisa acontecer nada na história antes dele.
A doutrina da iminência é o ensinamento de que Jesus Cristo pode voltar e arrebatar a Igreja a qualquer momento, sem sinais ou aviso prévio. O Dr. Renald Showers define e descreve iminência da seguinte forma:
  1. Um evento iminente é aquele que “ameaça acontecer breve; que está sobranceiro; que está em via de efetivação imediata; impendente.” Então, iminência tem o sentido de que algo pode acontecer a qualquer momento. Outras coisas podem acontecer antes do evento iminente, mas nada mais precisa acontecer antes dele. Se alguma outra coisa precisa acontecer antes que um evento possa acontecer, este evento não é iminente. Em outras palavras, a necessidade de outra coisa acontecer primeiro destrói o conceito de iminência.
  2. Já que não se sabe exatamente quando um evento iminente acontecerá, não se pode esperar que um determinado espaço de tempo passe antes do evento iminente acontecer. Logo, devemos estar sempre preparados para que ele aconteça a qualquer momento.
  3. Não se pode marcar ou implicar legitimamente uma data para seu acontecimento. Logo que alguém marca a data para um evento iminente ele destrói seu conceito de iminência, porque assim está dizendo que um determinado espaço de tempo deve transcorrer para que este evento aconteça. Marcar uma data específica para um evento é contrário ao conceito de que ele pode acontecer a qualquer momento.
  4. Não se pode dizer legitimamente que um evento iminente acontecerá em breve. A expressão “em breve” implica que um evento tem que acontecer “dentro de curto tempo (após um determinado período de tempo especificado ou sugerido).” Em comparação, um evento iminente pode acontecer em breve, mas não tem que acontecer para ser iminente. Espero que entendam agora que “iminente” não é o mesmo que “em breve.”[2]
Várias passagens do Novo Testamento ensinam a iminência. Entre as mais citadas estão : 1 Coríntios 1.7; 16.22; Tito 2.13; Hebreus 9.28; Tiago 5.7-9; Judas 21; Apocalipse 3.11; 22.7,12,17,20.

O que acontecerá depois do arrebatamento?

Depois que Jesus Cristo arrebatar a Igreja, haverá aqui na terra um período de sete anos conhecido como tribulação. É durante este período que o anticristo surgirá. Será possível marcar datas neste período de tempo futuro porque a Bíblia dá indicações de tempo precisas em termos de anos, meses, e dias. Isso não tem nada a ver com a atual era da Igreja. No fim dos sete anos, Jesus Cristo voltará à terra e estabelecerá o reino de 1000 anos (o reino milenar), a partir da Sua capital Jerusalém. No fim deste período haverá um julgamento final, seguido do estado eterno.[3]

O que é a tribulação?

Como foi dito antes, a tribulação é o período de sete anos que segue o arrebatamento.
Depois que Jesus Cristo arrebatar a Igreja, haverá aqui na terra um período de sete anos conhecido como tribulação.
As “70 semanas” de Daniel, profetizadas em Daniel 9.24-27, são o referencial em que a tribulação ou a septuagésima semana acontece.[4] A “semana” a respeito da qual Daniel escreve é interpretada pela maioria dos estudiosos de profecia como sendo uma “semana de anos”, ou seja, sete anos. Estes anos seguem o intervalo das “sete semanas e sessenta e duas semanas” de Daniel 9.25. A septuagésima semana de Daniel indica um intervalo de tempo ao qual está relacionada uma série de frases descritivas. Alguns destes termos bíblicos incluem: tribulação, grande tribulação, dia do Senhor, dia da ira, dia da aflição, dia da angústia, dia da angústia de Jacó, dia de escuridão e tristeza, e ira do Cordeiro.
A tribulação é dividida em dois segmentos de três anos e meio e o principal propósito de Deus para ela é que seja um tempo de juízo. Ao mesmo tempo, a graça do evangelho será proclamada e finalmente seguida pelo reinado de 1000 anos de Cristo.

O que é a segunda vinda?

A segunda vinda de Cristo segue o arrebatamento e a tribulação. É o retorno de Cristo que encerra a tribulação. Quando Cristo voltar, o anticristo e seus exércitos serão destruídos e haverá um período de julgamento (Apocalipse 19.20,21). A segunda vinda precede imediatamente a prisão de Satanás (Apocalipse 20.1-3) e a inauguração do reino milenar. A segunda vinda é ensinada por toda a Bíblia. Entre as passagens mais importantes estão Mateus 24.27-30 e Apocalipse 19.11-16.

Qual a diferença entre a segunda vinda e o arrebatamento?

O arrebatamento e a segunda vinda são dois eventos distintos e separados pela tribulação. Um fator importante é entender o ensino do Novo Testamento de que o arrebatamento pré-tribulacional se baseia no fato de que duas vindas futuras de Cristo são apresentadas. A primeira vinda é o arrebatamento da Igreja entre as nuvens antes da tribulação, ao passo que a segunda vinda acontece no final da tribulação quando Cristo voltar à terra para começar Seu reinado de 1000 anos. Quem quiser entender o ensino bíblico do arrebatamento e da segunda vinda deve estudar e decidir se as Escrituras falam sobre um ou dois eventos futuros. Nós acreditamos que uma consideração sistemática de todas as passagens bíblicas revela que as Escrituras ensinam duas vindas futuras.
O arrebatamento é apresentado claramente em 1 Tessalonicenses 4.13-18. Ele é caracterizado na Bíblia como uma “vinda acompanhada de um traslado” (1 Coríntios 15.51,52; 1 Tessalonicenses 4.15-17) em que Cristo vem para Sua Igreja. A segunda vinda é Cristo voltando com os Seus santos, descendo do céu para estabelecer Seu reino terreno (Zacarias 14.4,5; Mateus 24.27-31).
As diferenças entre os dois eventos são harmonizadas naturalmente pela posição pré-tribulacionista, enquanto outras posições não conseguem explicar adequadamente essas diferenças.[5]

O que são o milênio e o estado eterno?

O milênio é a doutrina bíblica e o conceito teológico do reinado de 1000 anos de Jesus Cristo na terra. O reino milenar será um reino terreno em que Cristo reinará a partir de Jerusalém e em que todos os detalhes da “promessa da terra” feita a Abraão (Gênesis 12.7) serão cumpridos (Ezequiel 47-48). O fato do reino ser terreno pode ser visto em passagens tais como Isaías 11 e Zacarias 14.9-21. Outras passagens detalhadas incluem: Salmo 2.6-9; Isaías 65.18-23; Jeremias 31.12-14, 31-37; Ezequiel 34.25-29; 37.1-6; 40-48; Daniel 2.35; 7.13,14; Joel 2.21-27; Amós 9.13,14; Miquéias 4.1-7; e Sofonias 3.9-20. O Novo Testamento também dá testemunho importante deste reino futuro na medida em que dá continuidade à visão vétero-testamentária de um reino milenar futuro. É o reino milenar de que Jesus falou durante a ceia de páscoa antes de ser traído e crucificado:
“A seguir tomou o cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai” (Mateus 26.27-29; veja também Marcos 14.25; Lucas 22.18).
O reino milenar será um reino terreno em que Cristo reinará a partir de Jerusalém e em que todos os detalhes da “promessa da terra” feita a Abraão serão cumpridos.
A passagem mais extensa do Novo Testamento relativa ao milênio é Apocalipse 20, em que João descreve uma seqüência cronológica: a prisão, a rebelião, e o julgamento de Satanás no milênio. Em Apocalipse 20.2-7 aparece seis vezes o número 1000, enfatizando a duração do reinado terreno de Cristo. Apesar de Apocalipse 20 ser o único lugar na Bíblia onde a duração exata do reinado de Cristo é mencionada, o reino em si é mencionado e descrito dezenas de vezes em toda a Bíblia (por exemplo, Isaías 60; 62; 65.17-66.24; Jeremias 31; Ezequiel 40-48; Daniel 2.44,45; 7.27; 12.1,2; Zacarias 14.8-21).
O reino futuro de Deus terá duas fases diferentes, o milênio e o estado eterno. Mas a grande ênfase da Bíblia está no reinado de 1000 anos de Cristo no Seu governo futuro conhecido como milênio. O milênio é uma realidade bíblica que ainda será concretizada.
No fim do milênio haverá um julgamento final, conhecido como o “julgamento do grande trono branco”, dos descrentes mortos que ressuscitarão naquela ocasião (Apocalipse 20.11-15). Os descrentes serão lançados no lago de fogo e os crentes entrarão para o estado eterno descrito em Apocalipse 21-22.

Como os eventos atuais se relacionam com a profecia?

Hoje, o mundo é um cenário sendo montado para a apresentação de um grande drama. Quais preparativos já foram feitos? O Dr. John Walvoord descreve e resume a atual situação da montagem do cenário:
Todos os eventos históricos necessários já aconteceram. A tendência a um governo mundial, iniciada com as Nações Unidas em 1946, está preparando o caminho para o governo do fim dos tempos. O movimento da igreja mundial, formalizado em 1948, está preparando o caminho para uma super-igreja que dominará o cenário religioso depois que a verdadeira Igreja for arrebatada. O espiritismo, o ocultismo, e a crença em demônios continuará a se espalhar. O comunismo, apesar de sua filosofia ateísta,... [preparou] o mundo para uma forma final de religião mundial que exige a adoração de um ditador totalitário.
Israel e as nações do mundo estão sendo preparadas para o drama final. Mais importante ainda é que Israel está de volta à sua terra, organizado como um Estado político, e ansioso em realizar seu papel nos eventos do fim dos tempos...
A Rússia está preparada ao norte da Terra Santa para entrar no conflito do fim dos tempos. O Egito e outros países africanos não abandonaram seu desejo de atacar Israel a partir do sul. A China Vermelha no leste já possui hoje um poder militar forte o suficiente para enviar um exército tão grande quanto o descrito no livro de Apocalipse. Todas as nações estão preparadas para desempenhar o seu papel nas horas finais da história.
Nosso mundo atual está bem preparado para o começo do último ato profético que levará ao Armagedom. Uma vez que o cenário está montado para este clímax dramático dos tempos, a vinda de Cristo para os Seus deve estar muito próxima. Se já houve uma hora em que os homens deveriam considerar seu relacionamento pessoal com Jesus Cristo, este momento é hoje. Deus está dizendo a esta geração: Preparem-se para a vinda do Senhor.”[6]
Nosso mundo atual está bem preparado para o começo do último ato profético que levará ao Armagedom.
Lembre-se de que apesar do cenário estar montado e continuar pronto para o acontecimento dos eventos da tribulação, não há nada que precise acontecer antes do arrebatamento da Igreja. Apesar do arrebatamento não ter sinais e poder acontecer a qualquer momento, os vários eventos da tribulação devem acontecer antes que a segunda vinda de Cristo ao planeta Terra possa ocorrer. Quando examinamos os eventos mundiais e a história recente, vemos muitas indicações de que as coisas estão chegando a uma conclusão. O Dr. Charles Dyer observa:
A cortina ainda não se abriu para o último ato do drama divino para a era atual. As luzes do teatro estão baixas, mas ainda assim podemos perceber movimentos atrás da cortina. Deus está colocando o cenário no seu lugar e deixando que os atores tomem as suas posições no palco mundial. Quando tudo estiver pronto, Deus permitirá a abertura da cortina.
Ao avaliarmos eventos mundiais contemporâneos, queremos entender que papel eles podem ter na montagem do cenário para os eventos profetizados na Bíblia. Ao mesmo tempo devemos lembrar que, enquanto o mundo continua a mudar, só Deus conhece o futuro. Devemos avaliar eventos atuais à luz da Bíblia, e não ao contrário. Precisamos conhecer e compreender as profecias da Bíblia para discernir melhor o papel dos atuais eventos mundiais.[7]
Entender os eventos mundiais e as profecias bíblicas corretamente significa equilibrar a tensão entre os dois em nossas vidas diárias. O Dr. Ed Hindson escreve sobre essa tensão:
Cada um de nós planeja sua vida como se ainda fosse viver muitos anos. Temos responsabilidades com nossas famílias, com nossos filhos e netos, e com outras pessoas à nossa volta. Mas também devemos viver como se Jesus viesse a qualquer momento. É difícil para os descrentes entender a abordagem equilibrada que devemos ter do futuro. Nós crentes não tememos o futuro porque acreditamos que Deus o controla. Mas ao mesmo tempo, não o vemos com otimismo desenfreado.[8]
Devemos estar sempre preparados para o amanhã, reconhecendo que, em última análise, é Deus, e não indivíduos, quem controla o futuro.
Temos responsabilidades com nossas famílias, com nossos filhos e netos, e com outras pessoas à nossa volta. Mas também devemos viver como se Jesus viesse a qualquer momento.

Existem salvaguardas contra a marcação de datas?

Talvez a maneira mais simples é lembrar o slogan que dizemos à nossa sociedade sobre abuso de drogas: “Simplesmente diga não!” As palavras de Jesus são claras; marcar datas não é parte do estudo da profecia. A melhor maneira de evitarmos isso em nossos estudos é através de um método de interpretação gramatical, histórica e contextual coerente, conhecido como interpretação literal. Já que o texto das Escrituras proíbe marcar datas, e sabemos que não há significados ocultos a serem descobertos através de uma abordagem interpretativa esotérica, concluímos que à medida em que estudarmos as Escrituras não encontraremos uma abordagem que nos leve a marcar datas.
Devemos sempre observar os eventos atuais (e todos os aspectos das nossas vidas) através das lentes das Escrituras. A Bíblia interpreta as notícias; as notícias não interpretam a Bíblia. A volta de Jesus Cristo é nossa esperança – não a hora da Sua volta. Não devemos ser como a criança numa viagem de carro que fica perguntando a seu pai a toda hora, “Está perto, pai?” Ou, “Falta muito?” Como o pai dirigindo o carro, sabemos que estamos nos aproximando, mas não podemos dizer com certeza quão perto estamos. (Thomas Ice e Timothy Demy -

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