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terça-feira, 12 de março de 2019

O que talismãs e bolas de cristal não conseguem fazer

Lothar Gassmann
Deixe seus astrólogos se apresentarem, aqueles fitadores de estrelas que fazem predições de mês a mês, que eles a salvem daquilo que está vindo sobre você; sem dúvida eles são como restolho; o fogo os consumirá. Eles não podem nem mesmo salvar-se do poder das chamas. Aqui não existem brasas para aquecer ninguém; não há fogueira para a gente sentar-se ao lado.” (Isaías 47.13-14)
Muitas pessoas gostariam de olhar para o futuro. Elas vão ao adivinho ou vidente e pedem para que leiam suas mãos ou perguntem às estrelas. Isso as deixa mais felizes? Não seria algo extremamente difícil se, por exemplo, eu fosse informado de uma data para um – possível – acidente, enfermidade ou até da minha morte? Quão inseguros ficam os que seguem por esse caminho errado! Como fica aprisionada a alma que confia em coisas fabricadas (estrelas, talismãs, amuletos, pêndulos, varas, bolas de cristal etc.) ao invés de confiar em Deus, o Criador! Com que rapidez ela cai nas garras de Satanás e de seus demônios!
Devemos nos manter longe disso! Só Deus conhece o futuro. Em todos problemas e dificuldades devemos buscar refúgio junto dele em sincera e constante oração! Ele tem a melhor das intenções conosco. Ele nos acolhe em seus braços como um pai ou uma mãe fazem com o filho.
Jesus Cristo tem futuro. Cante louvores ao Senhor!
A todos que nele creem, ele dá vida e esperança.
Jesus Cristo tem futuro, não os ídolos de pedra,
não a estrela, nem o talismã. Só Jesus Cristo é Senhor.
Jesus Cristo tem futuro. Este mundo passará.
Mas em meio à guerra e dor, segurança ele dá.
Jesus Cristo tem futuro. Dê-lhe todo o seu tempo!
Esteja pronto, o dia do Senhor talvez em breve virá.
A noite não continua sendo noite, nem a dor continuará.
O medo não continua sendo medo, nem a morte continuará.
A luz irrompe clara, já hoje brilhando está.
Quando ele aparecer, que grande alegria será!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

O Deus que conhece o nosso coração

“... o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.” (1Samuel 16.7)
O que temos diante dos nossos olhos? A aparência exterior: a face, beleza ou feiura, a força e a estatura. Aos olhos de Deus, porém, até mesmo características como inteligência, oratória, formação e títulos acadêmicos representam aspectos exteriores. O aspecto interior, por outro lado, é o coração. O que é o coração? Aqui ele não representa o órgão encarregado de bombear sangue através do nosso corpo. Aqui ele representa o ser interior da pessoa: seu relacionamento com Deus, com o próximo e consigo mesmo. É o que caracteriza o cerne de cada um.
O versículo acima foi proferido numa situação bem específica: Deus havia rejeitado o exteriormente grande e imponente rei Saul. Ele encarregou o seu profeta Samuel de ungir um novo rei para Israel. Samuel foi a Belém. Na casa de Jessé ele encontrou sete belos filhos desse homem. Samuel também ficou impressionado com eles, mas “o Senhor não escolheu nenhum destes”. O escolhido foi o oitavo: o jovem e discreto Davi, que estava cuidando das ovelhas. Deus observou o seu coração e o escolheu como o novo rei.
E nós, o que fazemos? Observamos o exterior, o primeiro plano das pessoas que encontramos? Ou pedimos que Deus aprofunde nosso olhar e que ele nos revele o coração das pessoas desconhecidas? Pela graça de Deus, nunca seremos capazes de olhar profundamente o coração dos outros – nem mesmo o nosso. Certamente ficaríamos assustados. Mas Deus nos conhece. Ele sonda nossos corações e pode transformá-los por meio do seu Espírito. Ele pode converter nossos corações orgulhosos e duros em utensílios humildes, amorosos e dispostos a servir.
Uma história nos foi transmitida desde a Idade Média: um rei chegou ao portão do mosteiro e pediu entrada com as seguintes palavras: “Abram, aqui está o vosso rei! Deixem-me entrar!”. O valente porteiro, atrás do portão trancado, respondeu: “Não conhecemos outro rei além de Deus”. O rei retrucou: “Abram, eu sou o vosso senhor!”. A resposta veio imediatamente: “Somente Deus é o nosso Senhor”. Então o rei caiu em si, refletiu e disse: “Aqui está um pobre pecador que seria bem-aventurado pela misericórdia”. “Esse nós conhecemos. Entre!” Oremos:

Quanto vale uma vida?

Daniel Lima
Na semana passada, a câmara dos deputados do estado norte-americano de Nova York aprovou uma lei que afirma: “Todo indivíduo que engravide tem o direito fundamental de escolher levar esta gravidez a termo ou realizar um aborto...”. Apresentada assim, a lei deixa claro o que eles entendem como direito básico. Um pouco adiante o texto acrescenta que o aborto pode ser realizado se “a gravidez estiver dentro de 24 semanas, ou houver uma ausência de viabilidade do feto, ou se o aborto for necessário para proteger a vida e saúde do paciente”. Quando se aceita o limite de 24 semanas, parece uma lei que garante direitos básicos à mulher. No entanto, na legislação norte-americana há outra decisão (esta da Suprema Corte) afirmando que “todos os fatores – físicos, emocionais, psicológicos, familiares e a idade da mulher – são relevantes ao bem-estar da paciente. Todos estes fatores estão relacionados à saúde”.
Assim, ao ler com um pouco mais de profundidade, percebe-se que quase qualquer argumento pode ser usado como razão para proteger a saúde da mulher e, portanto, ser justificativa para o aborto. Comentaristas jurídicos e políticos norte-americanos (tanto favoráveis como contrários a essa lei) concordam que com ela uma mulher pode legalmente realizar um aborto até o nono mês de gravidez. A lei foi imediatamente assinada pelo governador Andrew Cuomo, que sempre se apresentou como um forte defensor do direito de abortar.
Nestes últimos dias tenho lido também um relato mais antigo, mas tão atual quanto essa nova lei aprovada. É um livro descrevendo o processo de extermínio realizado pela Alemanha sob o regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Extermínios e “limpezas étnicas” são tristemente comuns. Há inclusive evidências de que o extermínio por motivos políticos ou étnicos realizados pela União Soviética no mesmo período foi ainda pior. Os relatos da época documentam a firme convicção dos líderes nazistas de que estas raças eram realmente “sub-humanas” e, portanto, esta solução era um favor prestado ao mundo. Antes de descartarmos estas justificativas como absurdas, devemos lembrar que aquilo que o regime nazista (ou soviético) fez foi definir uma categoria de pessoas como não humanas. Uma vez dado este passo, sua eliminação é uma mera questão de eficiência ou saúde pública, assim como eliminar uma infestação de ratos ou escorpiões.
A questão fundamental então é: toda vez que uma sociedade define que um momento gestacional, uma condição ou um grupo étnico ou político tornam alguém menos do que um ser humano, sua eliminação torna-se uma questão de conveniência. É revelador que esta lei passada em Nova York descriminaliza o aborto, esclarecendo em sua definição de assassinato que o termo “pessoa” (vítima) se refere apenas a “um ser humano que nasceu e está vivo”. Partindo deste pressuposto, um bebê em seu nono mês de gestação não é uma pessoa e, portanto, pode ser descartado. Importa afirmar que o mesmo raciocínio pode e tem sido aplicado historicamente a pacientes em estado vegetativo, indivíduos privados de capacidades mentais ou, dependendo da ideologia, a algumas etnias ou opções sexuais. Em resumo, uma vez que uma sociedade decide que pode definir alguém como não humano, sub-humano ou algo menos que humano com base em ideologia, a única pergunta que resta é qual o critério para ser incluído nesta lista.
O testemunho bíblico mostra como Deus afirma conhecer o indivíduo desde as primeiras fases na gestação.
O argumento mais frequentemente levantado por aqueles que defendem a descriminalização do aborto são as condições atrozes em que clínicas clandestinas funcionam. Clamam que vidas estariam sendo salvas com a legalização do aborto. As alegações são verdadeiras e os relatos de soluções “caseiras” para abortar são ainda mais terríveis. Infelizmente, estes problemas não são solucionados com a eliminação de outra vida. Precisamos como sociedade trabalhar na solução do dilema da mulher (e lembremos também do homem) que se encontra diante de uma gravidez indesejada. A solução “fácil” da eliminação do feto significa o extermínio do vulnerável. Gostaria de tratar deste argumento em outro artigo.
Filosoficamente, acredito que em situações difíceis não se deve abrir mão de princípios, pois esses são nossos melhores guias em momentos escuros. Gostaria então de apresentar dois destes princípios dos quais não podemos abrir mão: (1) a vida começa na concepção e (2) toda vida humana é preciosa.

A vida começa na concepção

O testemunho bíblico parece unânime de que a alma do indivíduo tem início no momento da fecundação. Em outro artigo eu estudei o texto de Êxodo 21.21-25 . Além desse, Jó 10.8-12, Salmo 139.13-16, Jeremias 1.5 e Lucas 1.39-44, entre outros, mostram como Deus afirma conhecer o indivíduo desde as primeiras fases na gestação.
Muito embora, entre judeus e cristãos, a prática do aborto era tida como algo tão reprovável que provavelmente a advertência “não matarás” servia claramente como confrontação, o testemunho da história cristã é quase unânime contra o aborto. Um exemplo desta posição está no documento mais antigo que conhecemos da igreja e que era usado para a instrução de novos cristãos na igreja primitiva, o Didaquê. Em sua primeira parte (“Os Dois Caminhos”), ele afirma: “Não mate a criança no seio (ventre) de sua mãe, nem depois que ela tenha nascido”. Os Pais da Igreja também se mostravam claramente contra o aborto. Clemente de Alexandria (150-215 d.C.) escreve: “A fim de ocultar sua imoralidade, usam drogas abortivas que expulsam a matéria completamente morta, abortando também seus sentimentos humanos”. Tertuliano (160-240 d.C.) ensina ainda mais claramente: “Nós não podemos nem destruir o feto no ventre”. A mesma posição é defendida praticamente de forma unânime por homens como Atenágoras, Hipólito, Basílio de Cesareia, Ambrósio, Jerônimo, João Crisóstomo e Agostinho, entre outros.
Também é fundamental reconhecer que não há nenhum fato científico que demonstre que um zigoto não é vida. Tudo depende de definições mais baseadas em posturas ideológicas do que rigorosamente científicas. Em todo o processo gestacional, o fato novo e único, que dá ao menos possibilidade a um novo ser, é a concepção. Ou seja, antes não havia nem sequer um ser em potencial; a partir da fecundação, um ser em formação surge.
Os Pais da Igreja também se mostravam claramente contra o aborto.
O movimento pró-aborto procura minimizar a importância deste momento, mas não consegue apontar um outro momento tão significativo onde a vida começa. Com isso, se a vida não começa na concepção, pode-se escolher quase qualquer outro momento.

Toda vida humana é preciosa

A convicção cristã de que fomos feitos à imagem de Deus torna o cristianismo diferente da grande maioria das ideologias correntes. Primeiro, pois nossa dignidade é fundamentada em um ser absoluto em santidade e poder que transcende nossa realidade imediata. Somos desta forma também transcendentes! Segundo, pois esta crença nos atribui propósito e dignidade diante da própria criação. Mesmo a convicção da Queda e da ruptura de nossa relação com Deus não nos rouba desta dupla dignidade. Somos imagem de Deus, ainda que distorcida e corrompida.
O testemunho bíblico também é unânime em defender a preciosidade da vida humana. Apesar dos relatos das matanças nas guerras de Israel, além do preceito de “não matarás” há uma passagem em Êxodo 22 que dá destaque a este princípio.
2Se o ladrão que for pego arrombando for ferido e morrer, quem o feriu não será culpado de homicídio, 3mas, se isso acontecer depois do nascer do sol, será culpado de homicídio.
A lei descrita parece reconhecer que há situações onde, ao se defender, um homem pode chegar a matar outro. No entanto, a justificativa não é uma liberação para matar o outro ser humano. Se o confronto ocorrer durante o dia, o assassinato deve ser evitado; caso contrário, mesmo em defesa de seu patrimônio, quem matar será culpado. O valor da vida, no entanto, não se refere meramente a uma existência terrena, mas ao caráter único de uma vida. Cada indivíduo é tido como precioso por quem é (Salmo 139).
Minha oração é que você – que, como eu, é discípulo de Jesus – reflita sobre este tema delicado e se torne mais uma voz, não impondo nossa fé mas defendendo milhões de seres humanos que serão, conforme avança este entendimento pró-aborto, mortos no paradoxal altar dos “direitos humanos”. Direitos estes que são arbitrariamente negados àqueles que pagarão a maior pena por esta decisão.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

🔥 Como Será a Vida no Inferno
"Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrem-lhe as mãos e os pés, e lancem-no para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes’. (Mateus 22:13)
Como cristão, nossa maior curiosidade é saber como será o céu, pois certamente estamos ansiosos para subir e ver o Senhor.
👉Porém, estudar sobre o inferno é muito edificante, pois nos deixa cada vez mais sóbrios, lúcidos, vigilantes e até fervorosos! E isso ainda nos ajuda a evangelizar. Vejamos uma descrição do inferno:
Jesus é quem mais fala sobre o inferno, então ficaremos com suas palavras. No texto lido, Ele diz: Lancem-no para fora, nas trevas!
 E trevas quer dizer um lugar tão escuro que não se pode ver nada. E se o inferno é escuridão total, significa que não será possível ver outras pessoas por lá. Será a sensação de estar sozinho!
📌 E o contexto do mesmo versículo confirma esse pensamento de que não será possível ver outras pessoas. Porque diz:
Haverá choro e ranger de dentes! Tanto choro, como dentes rangendo, são coisas para se ouvir. Isso explica porque o rico (Lc 16:23) parecia estar sozinho ali nas chamas.
Então a vida no inferno é solitária, não pense que você irá encontrar os amigos no inferno. Pois isso lhe daria algum momento de prazer, e prazer NENHUM haverá lá.
👂 O inferno esta cheio de pessoas, porém, ninguém consegue ver nada, apenas ouvir vozes de gritos, choros, lamentações etc.
👉 E sendo o inferno escuridão total, significa que o fogo de lá não é igual o fogo daqui da terra.
E nem poderia, pois o fogo da terra precisa dos elementos daqui para se manter.
O inferno não fica na terra, portanto o fogo do inferno certamente é diferente, começando pelo fato de que: O fogo da terra ilumina, serve de luz, mas o fogo do inferno não ilumina nada, apenas queima e arde.
👉 Jesus também disse o seguinte: "Ali haverá choro e ranger de dentes, quando vocês virem Abraão, Isaque e Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, mas vocês excluídos. (Lc 13:28)
Como é possível do inferno ver o céu
E por qual motivo as pessoas no inferno iriam ver o céu
 E o próprio Jesus afirma novamente que do inferno é possível ver o céu, quando fala do Rico e Lázaro. (Lc 16:23). O rico olhou para cima e viu Abraão e viu também a Lázaro no seu seio.
Mas o texto não diz que Lázaro viu o rico, porque a vida de Lázaro agora é só alegria, não lhe é permitido nada que possa causar algum sofrimento, mesmo que seja sentimento de pena do rico. (Ap 21:4).
📌 É possível ver o céu estando no inferno, para que não aja dúvidas de que existia outra opção!
Pois ao passar a eternidade no inferno, você poderá pensar que o inferno é a única coisa que existe, e pensar que todos sem exceção vão para o inferno, e dessa forma, você iria se consolar com esse pensamento achando que todos estão passando o mesmo sofrimento que você.
👉 Por isso, é importante que você veja o céu, para que não aja possibilidade de pensar que todos estão no inferno, para que não aja chance alguma de você se consolar com essa ideia, para que seu sofrimento seja evidenciado pelo fato de que: O céu existe! E você NÃO ESTA LÁ!
Por isso Jesus diz: Quando virdes Abraão, Isaque e Jacó e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora! (Lc 13:28).
E certamente que Jesus esta falando do céu e do inferno nesse versículo, pois ele começa dizendo: Ali haverá choro e ranger de dentes. E essa expressão é usada somente para o inferno. (Mt 8:12. 13:42,50. 24:51).
Então a vida no inferno será solitária, sofrida, você não terá nenhum momento de prazer, nenhum segundo de alegria. Nem mesmo um pensamento alegre será possível.
👉 Conforme Lucas 16:24. No inferno você irá querer orar mais que tudo, porém não será atendido em nada. O mínimo pedido de uma gota de água, será negado! O homem rico não pediu para sair do inferno, parece que os que vão para lá, são conformados a ficar por lá, pela eternidade.
👉 Conforme Lucas 16:27,28. Você entenderá a importância de pregar a palavra para as pessoas, de evangelizar, de falar das boas novas de salvação e ficará torcendo para que os da sua família que ainda estão vivos, não morram sem Cristo!
 A bíblia diz mais sobre o inferno: 
É um lugar onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga. (Mc 9:44).
Um lugar onde a fumaça do tormento das pessoas sobe pelo século dos séculos. (Ap 14:11).
E que os santos no céu louvam ao Senhor pelo juízo aplicado aos inimigos de Deus. (Tg 4:4. Ap 19:3. Is 34:10).
Acordemos e despertemos, pois é tempo de evangelizar, de pregar a palavra, de parar de brincar e se converter!

sábado, 5 de janeiro de 2019

Beba a água da vida!

Algumas pessoas se chateiam quando a Palavra de Deus vai direto em suas feridas.

A Palavra de Deus nos conforta, anima, fortalece. Mas também nos confronta para que haja mudança de caráter, de vida. Para que haja salvação!

Jesus se colocou como a água da vida para a mulher samaritana. Mas no diálogo com ela, Ele a confrontou. O pecado escondido dela era viver com um homem comprometido com outra mulher.

"Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade."João 4:16-18

Muitos querem beber a Água da Vida que jorra do trono de Deus mas logo quando são confrontados pelo Espírito Santo desistem. Preferem continuar vivendo uma vida de acordo com o curso da carne e do mundo em detrimento da vida de dignidade que Deus tem para dar!

O confronto de Jesus não é no sentido de humilhação, mas no sentido de correção, de caminhar de acordo com a vontade de Deus.

Se ao meditar neste texto você percebe o Espírito Santo te confrontando em algo, saiba: é a água da vida chegando a você, para que suas feridas espirituais sejam curadas e para que você, de fato, ande em espírito e em verdade como diz a Palavra:

"... os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em VERDADE..." João 4:23

Beba da Água que flui do trono de Deus.

"Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna." João 4:14

Vos revistais do novo homem!

Nestes instantes iniciais de 2019, procure fazer um voto, uma aliança de viver de agora em diante sob os preceitos da Palavra de Deus, de abandonar tudo aquilo que está errado perante os olhos do Altíssimo. E se você já vive sob a presença do Altíssimo, renove-se nesta fé de corpo, alma e mente.

Medite nisso:

"E vos revistais do NOVO HOMEM, que segundo Deus é criado em verdadeira JUSTIÇA e SANTIDADE." Efésios 4:24.

Somente na presença dEle encontramos forças para vencer as dificuldades e ultrapassar barreiras. Somente na presença dEle crescemos intelectualmente, moralmente e sobretudo espiritualmente. Viva de acordo com os propósitos do Senhor! É desejo de Deus que vivamos uma vida plena em temor, reverência, obediência e santidade ao Seu Nome.

Não tenha receio de dar um passo em direção a Cristo. Vá pela fé. Coloque seus pés, Ele colocará o chão. Ele prometeu estar conosco todos os dias:

"E eis que eu estou convosco TODOS os dias, até a consumação dos séculos." Mateus 28:20.

Que o ano de 2019 seja um ano de vitórias e superações, com Aquele que venceu até a morte: Jesus! Alie-se a Ele! A porta é estreita mas você só tem a ganhar e vencer! Aqui e principalmente no porvir (MT 6:33) ...

Deus te abençoe sobremodo!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

O normal é crescer!

Daniel Lima
Se o projeto de Deus é nossa transformação à imagem de Cristo, por que tantos cristãos ficam estagnados em seu crescimento? Quais são os passos do crescimento cristão?
Após um início de juventude buscando paz em muitos lugares, esta jovem finalmente se encontrou com Cristo. Seus primeiros meses de caminhada com ele foram de puro entusiasmo. Ela se envolvia em quase qualquer atividade na igreja. Lia muito, buscava ativamente orientações de sua discipuladora e falava constantemente de Jesus. Esse ímpeto ficou evidente e seu compromisso com Jesus era demonstrado em decisões acertadas mesmo diante de situações muito difíceis. Em dado momento, ela começou a exercer liderança em um ministério evangelístico. No entanto, ao tentar recrutar a ajuda de um membro da igreja com muitos anos de caminhada e na terceira geração de cristãos da família, ela ouviu, juntamente com uma recusa, o seguinte: “Não se preocupe, agora você está entusiasmada, mas dentro de algum tempo você estará como todos nós...”.
George Barna, conhecido pesquisador norte-americano, afirma que um cristão norte-americano para de crescer em sua vida espiritual em média após 7 anos. Muito embora esta seja um fato de difícil avaliação, a realidade é que tanto no exemplo da jovem acima, que continuou em seu crescimento, como diante do dado apresentado acima, qualquer observador cuidadoso vai concordar que grande parte dos cristãos não continua crescendo em sua vida cristã de forma perceptível.
É verdade que crescimento na fé é um tema no mínimo delicado. Muitas tentativas de medir crescimento realmente se tornaram meras listas comportamentais, promovendo mais o legalismo do que um incentivo a um crescimento saudável. Diante disso, será legítimo esperar crescimento de cristãos? Esse deveria ser um alvo para todos os cristãos, ou será que crescimento é apenas para os cristãos excepcionais? E, caso a expectativa de crescimento seja algo legítimo e desejável, de que modo a Bíblia nos instrui a esse respeito?
Paulo trata do tema com bastante clareza ao afirmar: “Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8.29). Ao tratar novamente do tema da nova aliança, Paulo afirma ainda: “E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito” (2Coríntios 3.18). Pelo menos duas realidades são muito evidentes: (1) uma vez salvos, o propósito de Deus para nós é um processo de transformação à semelhança de Cristo; e (2) este processo é contínuo durante toda a vida do cristão nesta terra.
Se o propósito de Deus é nosso crescimento rumo à imagem de Cristo, por que tantos “param de crescer”? O que nos faz estacionar? Como me avaliar e saber se estou crescendo ou estagnado? Existe um padrão de crescimento pelo qual devo ou posso acompanhar meu desenvolvimento espiritual? É legítimo pensar em algo assim?
É na primeira carta do apóstolo João que encontramos um trecho que pode nos servir de orientação para o crescimento. Em 1João 2.12-14 lemos:
12Filhinhos, eu escrevo a vocês porque os seus pecados foram perdoados, graças ao nome de Jesus. 13Pais, eu escrevo a vocês porque conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu escrevo a vocês porque venceram o Maligno. 14Filhinhos, eu escrevi a vocês porque conhecem o Pai. Pais, eu escrevi a vocês porque conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu escrevi a vocês, porque são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece, e vocês venceram o Maligno.
Há uma unanimidade entre estudiosos que essa lista não se refere a idades cronológicas, mas sim a etapas ou estágios de crescimento. Neste artigo, quero tratar com mais cuidado do primeiro estágio, dos filhinhos. Nos próximos trataremos dos jovense pais.
Para os filhinhos, aqueles que estão começando sua caminhada cristã, João tem 3 recomendações: (1) seus pecados foram perdoados; (2) conhecem o Pai; e (3) vocês fazem parte de uma família.

Seus pecados foram perdoados...

Essa parece uma verdade muito simples para aqueles que caminham com Cristo e talvez tenham crescido em famílias cristãs, mas, na verdade, é uma afirmação complexa e que embasa o próprio evangelho. Em primeiro lugar, temos o fato do pecado. O ser humano sempre procurou se afastar da questão do pecado. Ao mesmo tempo, praticamente toda cultura tem rituais ou mecanismos de “pagar pelo pecado”. Pecado significa não atender a determinado padrão ou referência. Isso pressupõe que exista uma referência externa ao homem, um padrão ou critério contra o qual o homem se mede e determina que não atingiu o esperado.
Nossa relação com Deus depende de assumirmos que um padrão absoluto existe e que eu não atinjo esse padrão.
Contra esta noção de que há um padrão absoluto já se ergueram muitos pensadores e filósofos. Desde a clássica frase de Protágoras – “O homem é a medida de todas as coisas...” – até o conceito de verdade fluída contemporânea, o homem tem lutado pela afirmação de que não há uma verdade absoluta, especialmente no campo da moral. No entanto, toda sociedade, quando levada ao extremo do relativismo, volta a afirmar que, na prática, há um padrão externo absoluto. O dilema é que, para afirmar que meus pecados foram perdoados, eu primeiro preciso reconhecer que tenho pecados e para isso preciso admitir que há um padrão ou princípios diante dos quais eu não atingi ou me submeti.
Esse é um passo fundamental para que alguém seja cristão, pois nossa relação com Deus depende de assumirmos que um padrão absoluto existe e que eu não atinjo esse padrão. Uma atitude assim deveria levar todo cristão ao quebrantamento como estilo de vida. Isso destoa enormemente da postura tantas vezes arrogante de cristãos que se apresentam como tendo “tudo resolvido” em suas vidas. O efeito de uma postura de quebrantamento contrasta tanto com a hipocrisia dos religiosos como com a arrogância do homem moderno, que afirma não ter pecado.
O primeiro passo não é meramente admitir pecados, mas afirmar que seus pecados foram perdoados. Essa frase introduz um conceito novamente radical: o perdão. O conceito de pecado ao longo da história da humanidade, definido de muitas formas diferentes, não é raro ou estranho, embora sempre resistido. O conceito de perdão, por sua vez, é algo inexistente fora da fé judaico-cristã. Diante dos deuses gregos o homem poderia reconhecer seu pecado e tentar de alguma forma pagar por eles, assumir suas consequências ou ser punido pelos deuses. Caso não houvesse punição, não era devido ao perdão por parte da divindade, mas era por esta ter ignorado a falta ou não ter percebido ela.
O conceito de perdão inclui necessariamente o conceito de relacionamento, mais uma ideia extremamente rara nas muitas expressões teológicas pagãs. Na teologia pagã nórdica, por exemplo, os deuses não querem um relacionamento com as pessoas, eles querem ser honrados e servidos ou então querem se divertir com os humanos, mas não um relacionamento. Perdão, por outro lado, significa uma possibilidade de retomar um relacionamento. No perdão, o ofendido abandona seu direito de revidar a ofensa e abre a possibilidade de retomar o relacionamento. Por isso a conhecida frase: “Eu te perdoo, mas não quero mais te ver...” soa tão falsa. Enquanto não houver uma abertura para o voltar a relacionar-se, não houve perdão, houve ruptura.
Em contrapartida, uma vez compreendido a verdade de que nossos pecados existem e são ofensas contra um Deus perfeito e amoroso, mas podem ser perdoados, podemos viver em completa liberdade. Ao invés da tendência humana de diminuir, esconder ou relativizar pecados, posso livremente admiti-los, pois estes foram perdoados; não apenas ocultos, mas plenamente reconhecidos e perdoados. Essa experiência elimina por um lado a hipocrisia de ocultar pecados como também o desespero e a vergonha de ter de viver com eles.

Conhecem o Pai...

A segunda expressão é mais um conceito fundamentalmente judaico-cristão. O conceito de Deus como Pai, e não apenas Criador, não é apenas desconhecido como também revolucionário. Na maciça maioria das expressões culturais, deus é visto como distante e perigoso. Nas culturas em que se concebia paternidade divina, esta era reservada a reis e sacerdotes. O conceito de ser aceito e adotado pelo Deus do universo ultrapassa em muito a compreensão humana comum.
O texto bíblico que talvez melhor represente esse conceito de paternidade é a famosa parábola do filho perdido, ou filho pródigo (Lucas 15). No caso, um homem tinha dois filhos. Um se rebela e, tomando sua herança, se distancia e gasta tudo. Em sua situação de miséria, ele se dá conta de que estaria muito melhor como servo do pai do que na presente realidade. Ao retornar, na esperança de ser admitido como servo, ele é abraçado e colocado mais uma vez na condição de filho. Ao perceber isso, o filho mais velho se revolta e expressa em suas palavras como também não se percebia como filho: “... todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço...” (Lucas 15.29). Este filho se via e vivia como escravo, ainda que na casa do pai.
O conceito de ser aceito e adotado pelo Deus do universo ultrapassa em muito a compreensão humana comum.
Com frequência vemos cristãos que vivem em um destes dois desvios: ou se rebelam e rompem com os padrões do Pai ou se comportam como escravos debaixo de um senhor cruel e exigente. Os primeiros vivem de modo desregrado, sofrendo e causando dores a todos ao seu redor e a Deus. Os segundos vivem de modo sofrido, sem usufruir da relação que têm com o Pai. É somente quando aprendemos a ver Deus como Pai é que podemos viver a vida cristã com liberdade, leveza e prazer.

Vocês fazem parte de uma família

Embora esse conceito não esteja expresso diretamente, ninguém pode negar que as palavras usadas e o contexto apontam para uma nova realidade relacional. O cristão é agora membro da família de Deus (Efésios 2.19). Não só o apóstolo João usa termos familiares (filhinhos, jovens e pais), mas a ênfase no relacionamento com o Pai destaca essa imagem de família. Esse conceito é de novo radicalmente diferente da maioria das religiões pagãs e infelizmente não tão divulgado e compreendido na própria cristandade. Nossas igrejas com frequência se parecem mais com instituições do que com famílias. Existe mais uma sensação de controle do que de pertencimento.
Por isso, talvez, existam tantos hoje no Brasil que se apresentam como ex-evangélicos, ou evangélicos não praticantes. São pessoas que talvez ainda mantenham uma fé cristã, talvez ainda afirmem serem perdoados e que Deus é seu Pai, mas não se conectam com um grupo local de cristãos. Muitos destes foram feridos, outros tantos se recusam a prestar contas, mas o resultado final é que são cristãos (quando o são) que deixam de crescer em sua jornada de fé. Ao se desvincularem com um grupo comprometido, esses cristãos se tornam estagnados em seu crescimento e, com muita probabilidade, reverterão a costumes não cristãos.

Conclusão

Nesta primeira etapa da caminhada cristã, os 3 passos são: primeiro, compreender e tomar posse do perdão de seus pecados. Segundo, compreender e experimentar a realidade de ser filho de Deus; entrar em um relacionamento seguro de filho amado do Pai. Terceiro, assumir que, uma vez cristão, eu faço parte de uma família e é essencial para meu crescimento que eu participe ativamente dela.
Minha oração é que cada cristão faça uma revisão desses passos. Com frequência encontro cristão com anos de caminhada, mas que ainda não aprenderam esses primeiros passos. O resultado nesses casos é a eventual estagnação. Oro para que tanto você como eu possamos aprender as verdades fundamentais dessa etapa, para podermos avançar em tudo aquilo que Deus tem para nós.

Postagem

  Qual o seu ponto de vista? Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos. - 2 Coríntios 5:7 Qual é o seu ponto de vista diante das situações...