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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

A doutrina da morte






“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12).

A morte não é um fenômeno natural na vida humana. Ela é a maldição divina contra o pecado e só Jesus foi capaz de cravar essa maldição no lenho de Sua cruz no Calvário.
Salmos 39.4-7; 90.4-6,10,12.

Salmos 39
4 - Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil.
5 - Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade.
6 - Na verdade, todo homem anda como uma sombra; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas e não sabem quem as levará.
7 - Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.

Salmos 90
4 - Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como vigília da noite.
5 - Tu os levas como corrente de água; são como um sono; são como a erva que cresce de madrugada;
6 - de madrugada, cresce e floresce; à tarde, corta-se e 
10 - A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos.
12 - Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio

A doutrina da morte é estudada a partir do dilema existencial humano considerando as correntes filosóficas, passando pela definição bíblica e os tipos de morte segundo as Sagradas Escrituras. Esta lição objetiva mostrar que a morte significa para o crente uma vitória, baseada na obra vicária de Cristo no Calvário.

introdução

A morte é um assunto que evitamos falar e comentar. Entretanto, o viver humano encontra em sua jornada a ameaça da morte. Nesta lição estudaremos a questão da morte sob a perspectiva da Bíblia, pois nela, a realidade da morte e o seu impacto na vida humana são tratados com clareza e fé.


I. O DILEMA EXISTENCIAL HUMANO

Toda criatura humana enfrenta esse dilema. Não foi sua escolha vir ao mundo, mas não consegue fugir à realidade do fim de sua existência. O dilema existencial resulta da realidade da morte que tem que ser enfrentada. Em Eclesiastes, o pregador diz: “Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó voltarão”, Ec 3.20,21. São palavras da Bíblia e não de nenhum materialista contemporâneo. Quanto à realidade da vida e da morte, o homem é, dentro da criação, o único que sabe que vai morrer. Analisemos alguns sistemas filosóficos os quais discutem esse assunto.


1. Existencialismo. Seu interesse é, essencialmente, com as questões inevitáveis de vida e morte. Preocupa-se com a vida, mas reconhecem a presença da morte constante na existência humana. Os seus filósofos vêem a morte como o fim de uma viagem ou como um perpétuo acompanhante do ser humano desde o berço até a sepultura. Para eles, a morte é um elemento natural da vida.

Ora, essas idéias são refutadas pela Bíblia Sagrada. A morte nada tem de natural. É algo inatural, impróprio e hostil à natureza humana. Deus não criou o ser humano para a morte, mas ela foi manifestada como juízo divino contra o pecado (Rm 1.32). Foi introduzida no mundo como castigo positivo de Deus contra o pecado (Gn 2.17; 3.19; Rm 5.12,17; Rm 6.23; 1 Co 15.21; Tg 1.15).

2. Materialismo. Não admite as coisas espirituais. Do ponto de vista dos materialistas, tudo é matéria. Entendem que a matéria é incriada e indestrutível substância da qual todas as coisas se compõem e à qual todas se reduzem. Afirmam ainda que, a geração e a corrupção das coisas obedecem a uma necessidade natural, não sobrenatural, nem ao destino, mas às leis físicas. Portanto, o sentido espiritual da morte não é aceita pelos materialistas.

O cristão verdadeiro não foge à realidade da morte, mas a enfrenta com confiança no fato de que Cristo conquistou para Ele a vida após a morte — a vida eterna (Jo 11.25).

3. Estoicismo. Os estóicos seguem a idéia fatalista que ensina que a morte é algo natural e devemos admiti-la sem temê-la, uma vez que o homem não consegue fugir do seu destino.

4. Platonismo. O filósofo grego Platão ensinava que a matéria é má e desprezível, só o espírito é que importa. Porém, não é assim que a Bíblia ensina. O corpo do cristão, a despeito de ser uma casa material, temporária e provisória, é templo do Espírito Santo (1 Co 3.16,17). Somos ensinados a proteger o corpo para a manifestação do Espírito de Deus.


II. DEFINIÇÃO BÍBLICA PARA A MORTE

1. O sentido literal e metafórico da palavra morte.

a) Separação. No grego a palavra morte é thanatos que quer dizer separação. A morte separa as partes materiais e imateriais do ser humano. A matéria volta ao pó e a parte imaterial separa-se e vai ao mundo dos mortos, o Sheol-Hades, onde jaz no estado intermediário entre a morte e a ressurreição (Mt 10.28; Lc 12.4; Ec 12.7; Gn 2.7).
b) Saída ou partida. A morte física é como a saída de um lugar para outro (Lc 9.31; 2 Pe 1.14-16).
c) Cessação. Cessa a existência da vida animal, física (Mt 2.20).
d) Rompimento. Ela rompe as relações naturais da vida material. Não há como relacionar-se com as pessoas depois que morrem. A idéia de comunicação com pessoas que já morreram é uma fraude diabólica.
e) Distinção. Ela distingue o temporal do eterno na vida humana. Toda criatura humana não pode fugir do seu destino eterno: salvação ou perdição (Mt 10.28).

2. O sentido bíblico e doutrinário da morte.

a) A morte como o salário do pecado (Rm 6.23). O pecado, no contexto desse versículo, é representado pela figura de um cruel feitor de escravos que dá a morte como pagamento. O salário requerido pelo pecado é merecidamente a morte. Como pagamento, a morte não aniquila o pecador. A verdade que a Bíblia nos comunica é que a morte não é a simples cessação da existência física, mas é uma conseqüência dolorosa pela prática do pecado, seu pagamento, a sua justa retribuição. Quando morre, o pecador está ceifando na forma de corrupção aquilo que plantou na forma de pecado (Gl 6.7,8; 2 Co 5.10). Portanto, a morte física é o primeiro efeito externo e visível da ação do pecado (Gn 2.17; 1 Co 15.21; Tg 1.15).

b) A morte é sinal e fruto do pecado. O homem vive inevitavelmente dentro da esfera da morte e não pode fugir da condenação. Somente quem tem a Cristo e o aceitou está fora dessa esfera. Só em Cristo o homem consegue salvar-se do poder da morte eterna. Tiago mostra-nos uma relação entre o pecado e a morte, quando diz: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”, Tg 1.14,15. O pecado, portanto, frutifica e gera a morte.

c) A morte foi vencida por Cristo no Calvário. A resposta única, clara, evidente e independente de quaisquer idéias filosóficas a respeito da morte é a Palavra de Deus revelada e pronunciada através de Cristo Jesus no Calvário (Hb 1.1). Cristo é a última palavra e a única solução para o problema do pecado e a crueldade da morte (Rm 5.17).

III. TIPOS DISTINTOS DE MORTE

A Bíblia fala de três tipos distintos de mortes: física, espiritual e eterna.
1. Morte física. O texto que melhor elucida esta morte é 2 Sm 14.14, que diz: “Porque certamente morreremos e seremos como águas derramadas na terra, que não se ajuntam mais”. O que acontece com o corpo morto quando é sepultado? Depois de alguns dias, terá se desfeito e esvaído como águas derramadas na terra. E isso que a morte física acarreta literalmente.
2. Morte espiritual. Este tipo tem dois sentidos na perspectiva bíblica: negativo e positivo. No sentido negativo, a morte pode ser identificada pela expressão bíblica “morte no pecado”. E um estado de separação da comunhão com Deus. Significa estar debaixo do pecado, sob o seu domínio (Ef 2.1,5). O seu efeito é presente e futuro. No presente, refere-se a uma condição temporal de quem está separado da vida de Deus (Ef 4.18). No futuro, refere-se ao estado de eterna separação de Deus, o que acontecerá no Juízo Final (Mt 25.46).

No sentido positivo é a morte espiritual experimentada pelo crente em relação ao mundo. Isto é: a sua pena do pecado foi cancelada e, agora vive livre do domínio do pecado (Rm 6.14). Quanto ao futuro, o cristão autêntico terá a vida eterna. Ou seja: a redenção do corpo do pecado (Ap 21.27; 22.15).

3. Morte eterna. É chamada a segunda morte, porque a primeira é física (Ap 2.11). Identificada como punição do pecado (Rm 6.23). Também denominada castigo eterno. E a eterna separação da presença de Deus — a impossibilidade de arrependimento e perdão (Mt 25.46). Os ímpios, depois de julgados, receberão a punição da rejeição que fizeram à graça de Deus e, serão lançados noGeena (Lago de Fogo) (Ap 20.14,15; Mt 5.22,29,30; 23.14,15,33). Restringe-se apenas aos ímpios (At 24.15). Esse tipo de morte tem sido alvo de falsas teorias que rejeitam o ensino real da Bíblia.

CONCLUSÃO

A morte é a prova máxima da fé cristã, que produz nos crentes uma consciência de vitória (1 Pe 4.12,13). Os sofrimentos e aflições dessa vida são temporais, e aperfeiçoam nossa esperança para enfrentar a morte física, que se constitui num trampolim para a vida eterna. Ela se torna a porta que se abre para o céu de glória. Quando um cristão morre, ele descansa, dorme (2 Ts 1.7). Ao invés de derrota, a morte significa vitória, ganho (Fp 1.21). A Bíblia consola o cristão acerca dos mortos em Cristo quando declara que a morte do crente “é agradável aos olhos do Senhor”, Sl 116.15. Diz também, que morrer em Cristo é estar “presente com o Senhor”, 2 Co 5.8.

Podemos apresentar quatro razões bíblicas para a morte:
1. Necrológica. A palavra nekros (no grego) quer dizer “morto” e refere-se àquilo que não tem vida, seja um cadáver ou matéria inanimada. Essa palavra tem na sua raiz nek o sentido de “calamidade”, “infortúnio”, e passou a fazer parte do vocabulário médico para indicar o estado de morte de uma pessoa, ou então, para significar o processo de morte dalguma parte do corpo, devido a alguma doença. Do ponto de vista da Bíblia, necrológico indica a parte física do homem, seu corpo (soma). A Carta aos Hebreus fala da separação que a morte faz entre o corpo e a parte espiritual do homem, quando diz: “E como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso o juízo” (Hb 9.27). Esse texto indica que há algo que sobrevive no homem após a morte, ou seja, após a necrose do seu corpo.
2. Antropológica. Vem de antropos (no grego) que quer dizer “homem”, para fazer diferença com os animais irracionais. E o homem criado por Deus com a capacidade de pensar, sentir e realizar (Gn 1.26,27; 2.7). Na antropologia bíblica o corpo humano é visto como uma dádiva de Deus ao homem e, por isso, o corpo tem a sua própria dignidade. Do ponto de vista bíblico é dignificado pela sua razão de ser, como instrumento de serviço e glorificação do Criador. Por isso, é o templo do Espírito de Deus (1 Co 3.16; 6.19). Portanto, a razão antropológica nesse sentido refere-se ao que o homem é, o que pensa acerca da morte, como ele a enfrenta e o que sobrevive dele depois da morte.
3. Pneumatológica. Essa é a parte espiritual do homem. A palavra pneuma refere-se ao espírito. Em primeiro lugar, valorizamos o corpo físico e a sua dignidade na existência humana; em segundo, tratamos do homem como ser racional; em terceiro lugar, preocupamo-nos em revelar o milagre da transformação do corpo físico do crente em corpo espiritual. Nossos corpos materiais e mortais serão ressuscitados em “soma pneumatikon”, isto é, “corpo espiritual” (1 Co 15.54). A nossa esperança é que Cristo ressuscitou primeiro e definitivamente e, assim. Ele é o “primogênito dentre os mortos” (Cl 1.18; Ap 1.5). Ele ganhou a vitória final sobre a morte, o túmulo e o Diabo (At 2.24).
4. Escatológica. Nesse ponto reside a preocupação com a esperança. Qual é a esperança cristã? E a ressurreição de nossos corpos na vinda do Senhor, a transformação dos mesmos se estivermos vivos no arrebatamento da Igreja. (Ver 1 Co 15.54.)


As falsas teorias que rejeitam o ensino real da Bíblia sobre a morte eterna para os ímpios:
A teoria universalista ensina que Deus é bom demais para excluir alguém. Jesus morreu por todos, por isso, todos serão salvos. A teoria restauracionista ensina que Deus, ao final de todas as coisas, restaurará todas as coisas e todos, enfim, serão salvos. A teoria do purgatório ensina que, quando uma pessoa morre neste mundo, tem a oportunidade de recuperação num período probatório. Nesse período, a culpa dos pecados cometidos poderá ser aliviada enquanto aquele pecador paga por seus pecados, tendo, ainda, a ajuda das orações pelos mortos da parte dos amigos e parentes. Outra teoria é a da aniquilação. Seus adeptos tomam por base 2 Ts 1.8,9. Destacam a expressão “eterna perdição” e a traduzem por eterna extinção. A palavra “extinguir” no lugar de “aniquilar” dá uma idéia que contraria a doutrina do castigo eterno como ensinada na Bíblia. De fato, o sentido real da expressão é de banimento da presença de Deus, e não de extinção, como a folha de papel se extingue no fogo.

CUIDADO COM A LINGUA

TESTEMUNHO

Certo homem de DEUS teve uma revelação, que nos leva a refletir como estou usando minha língua?!
Sobre a revelação ele pregava:
 “Venho por meio desta mensagem, advertir muitos cristãos a modificarem o seu modo de vida, porque através do ESPÍRITO SANTO de DEUS! Numa visão (revelação divina) contemplei! Muitos cristãos com a bíblia na mão caminhando para o fogo do inferno, o abismo sem retorno, por causa do mau uso da língua. Eu me preocupei em avisar os humildes de coração a fim de despertar os servos do Senhor a sair do erro.

ABUSO DA LINGUA

RESPEITO PELA VIDA HUMANA

nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele."  (I João 3 : 15)
O sexto mandamento estabelece a santidade da vida, proibindo sua destruição. Não somente isto, mas expressa também , o princípio fundamental que deve regulamentar as relações humanas, a saber, o respeito ao semelhante e a si  próprio. Estudando o mandamento a luz dos ensinos de Jesus, veremos que ele não se limita a proibir o homicídio, mas abrange também as inclinações do coração, que pode levar o homem a sua pratica, por isso que ninguém deve abrigar maus sentimentos contra ninguém.

MORTE E VIDA ESTAO NO PODER DA LINGUA; E AQUELE QUE A AMA COMERA DO SEU FRUTO.

vida está no poder da minha língua, por isso, vou pensar antes de falar qualquer coisa. ministrarei a vida com ela. Falo palavras de vida".

Não mataras ex.20.13

Respeitar a vida humana é dever fundamental para com o próximo. A vida vem de DEUS, e é santa em si sua finalidade. Ninguém tem o direito de tirá-La. A legislação mosaica estabelece a pena de morte para os seguintes casos:
X assassinato- morte deliberada (por decisão) Ex 21.1
X morte- por malicia- a intenção não era matar, mas a vitima vinha a morrer Num.35.18-21

Jesus interpreta o sexto mandamento.


Ao interpretar a lei, Jesus desceu a raiz do mal: as causas geradas das atitudes e dos atos. Para ele o mal não reside só no fato consumado, mas no motivos e tendências que se aninham no coração do homem.
Por isso Jesus classificou de réu, sujeito as penalidades, aqueles que, embora não tenham de fato matado alguém, mas em seu coração deu lugar ao sentimento que produz um assassinato desejo de morte, que é:
Cólera, malicia e a maledicência. (MT 5:21)


O que era o juízo?
Juízo era um tribunal regional constituído de sete homens que tinha direito de condenar o réu a morte de espada. Alem disso Jesus ensinou que o mandamento “ não mataras” compreende também o respeito a personalidade do próximo, e não somente a vida. A injuria, o vilipendio,o menosprezo, a afronta ao semelhante são pecados tão horrorosos  quanto homicídio.

Por isso Jesus ensinou que:

Chamar  o irmão de raca se constitui  em crime digno de ser julgado pelo sinedrio.
Esse era um tribunal constituído de setenta homens e podia condenar a morte por apedrejamento e ainda mais, se alguém chamasse o outro de  louco, seria réu do fogo do inferno (MT 5.22).
Chamar alguém de louco era como considerado de refinado materialista e tremendamente profano, que não valia nada.
Segundo o senhor Jesus, a respeito do sexto mandamento envolve não apenas a vida mas também a própria personalidade da pessoa, seu nome e sua honra.

O DEVE DO AMOR CELESTIAL

O ódio e a essência do crime o ato de homicídio é apenas a exteriorização do pecado já existente no intimo do coracao do criminoso dai a afirmação do versículo 15.
Somente o amor pode evitar o domínio do ódio pela cólera.
O evangelho é a religião do amor, na sua moral não basta que o homem não mate é preciso que ame e nisso é que se manifesta a autenticidade do evangelho; como a religião provinda do coração de DEUS. É e  amando o próximo que o servo de DEUS demonstra evidencia QUE TAMBÉM ama o próprio DEUS. Jamais alguém poderá conservar atos ostensivos que destroem a ética e os sentimentos humanos. É em momentos de desatinos são cometidos contra a integridade do próximo.
Fazer acepção de pessoas, escarnecer das pessoas ou consideralas desprezíveis aos próprios olhos.
O racismo e qualquer tipo de morte  ficaria impune diante de DEUS?
O CULTO A DEUS só é aceitável quando o cultuador está em paz com DEUS e com seu semelhante.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Vivendo sem tempo

Daniel Lima
A relação de nossa sociedade com o tempo é muito curiosa. Vivemos em um corre-corre sem fim durante a semana, para poder curtir um tempo de descanso no final de semana. Na prática cultuamos o ativismo, embora nosso discurso seja de aproveitar o tempo. Investimos anos em cursos, formação e trabalho, perseguindo um sonho ilusório de um tempo de qualidade no final da vida.
Gerações têm conceitos diferentes sobre aproveitar o tempo. O grupo etário conhecido como geração Y (nascidos entre 1980 a 2000), tão criticado por sua falta de compromisso e dedicação, talvez tenha uma relação mais saudável com o tempo. Parece-me que não tem tanta pressa em chegar e mais atenção ao caminhar. Confesso que, legítimo herdeiro de minha geração, tenho de lidar com uma impressão de que às vezes eles desperdiçam tempo...
Afinal, como aproveitar o tempo, o que a Bíblia nos fala sobre o tempo? Eclesiastes nos diz que há tempo para todo propósito debaixo do céu (Eclesiastes 3.1); no entanto, é no verso 11 deste capítulo que Salomão introduz um conceito que deveria nortear nosso pensamento sobre o tempo: “Ele fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez”.
Nosso anseio é pelo eterno: não nos satisfazemos com o agora, mas ansiamos pelo tempo que não tem fim.
Por um lado, o autor afirma que Deus tem um tempo para cada coisa. Isso deveria nos dar a tranquilidade de que nem tudo precisa acontecer agora... Hoje em dia, o imediatismo imaturo parece se estender pela idade adulta. Ao invés de esperarmos o momento certo para as coisas, queremos tudo já e tomamos decisões que prejudicam o resultado final.
No entanto, a expressão seguinte – “pôs no coração do homem o anseio pela eternidade” – é extremamente reveladora. Somos ao mesmo tempo presos ao imediato e ligados ao eterno. Presos ao imediato, pois o passado não volta mais e o futuro ainda não chegou. Contudo, nosso anseio é pelo eterno: não nos satisfazemos com o agora, mas ansiamos pelo tempo que não tem fim. Este trecho do livro de Eclesiastes nos oferece uma indicação de como devemos encarar o tempo. Por um lado, aproveitando cada período, por outro entendendo que somos eternos. É também reveladora a expressão final do verso, que afirma que não compreendemos por completo os propósitos de Deus.
A passagem de Efésios 5.15-16 não apenas apoia, mas expande a ideia de aproveitar o tempo:
15Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, 16aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus.
A exortação é para vivermos como sábios, o que significa ter discernimento, não viver sem pensar. Ao explicar o sentido da exortação, Paulo inclui aproveitar o “tempo”. O termo usado como tempo aqui é kairós, que tem sido traduzido corretamente como oportunidade. Este termo se difere de kronos, que significa tempo sequencial.
Paulo certamente conhecia a exortação de Provérbios de que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Provérbios 9.10a). Por isso entendemos que, ao enfatizar que fossemos sábios aproveitando o tempo, ele não queria dizer aproveitar o tempo de modo irresponsável ou sem pensar nas consequências. Assim, Paulo nos exorta a aproveitar o momento, as oportunidades que se apresentam, mas com sabedoria. Isso significa aproveitar o momento com uma perspectiva eterna.
Deixe-me resumir em algumas dicas:
  • Eternidade – somos seres eternos. Isso significa que os momentos de sofrimento ou alegria que passamos devem ser entendidos dentro de uma perspectiva da eternidade. (Romanos 8.18).
  • Consequência – nossas decisões têm um impacto enorme. Algumas decisões afetam nossa eternidade, mas todas vão impactar nossa vida (Gálatas 6.7).
  • Oportunidade – Deus nos dá algumas oportunidades que são como portas que se abrem e fecham. Devemos ser sábios ao fazer escolhas quanto ao uso do tempo que nos é dado.
  • Desfecho – cremos em um tempo que é linear e não cíclico, ou seja, caminhamos rumo a um desfecho da história, quando estaremos para sempre com Cristo ou longe dele (1Tessalonicenses 4.17).
  • Perspectiva – comparada com a eternidade, nossas vidas são como um breve suspiro. Vamos investir este tempo naquilo que é eterno e não em coisas passageiras.
Minha oração é que você e eu sejamos sábios ao vivermos nossas vidas. Que o tempo seja um recurso dado por Deus e não um tirano que nos desgasta. Viva cada momento com discernimento, buscando como causar o maior impacto para a eternidade.

sábado, 10 de agosto de 2019

Quanto tempo me resta?

Daniel Lima
Era um acampamento de adolescentes. Como parte da equipe organizadora, fui dormir já de madrugada, após verificar que todos os adolescentes estavam nos quartos e lembrando que precisaria levantar cedo para buscar o pão para o café da manhã do grupo. Ao chegar no quarto da equipe, descobri que todas as camas estavam tomadas. Assim, carreguei meu saco de dormir e fui para uma Kombi, onde dormi as poucas horas que me restavam. Na manhã seguinte despertei animado e cheio de energia! Comprei o pão, dirigi as atividades, corri o dia todo, sem nem lembrar da noite curta e desconfortável.
Já se passaram mais de 35 anos desde este dia... Hoje, se o travesseiro não for bom e o colchão não for adequado, tenho dificuldade de dormir. Para completar, minha definição de noite bem dormida é aquela que tenho de me levantar apenas uma vez para ir ao banheiro...
Na semana passada completei 61 anos de idade. Pela misericórdia de Deus, gozo de boa saúde e não tenho nenhuma limitação crônica. No entanto, meu corpo não me deixa esquecer que a vida é breve.
No Salmo 90, lemos uma oração atribuída a Moisés em que ele trata da brevidade da vida e de como o tempo é fugaz. Os versos 10 a 12 afirmam:
10Os anos de nossa vida chegam a setenta, ou a oitenta para os que têm mais vigor; entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos! 11Quem conhece o poder da tua ira? Pois o teu furor é tão grande como o temor que te é devido 12Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria.
O salmo nos apresenta uma expectativa de vida de 80 anos (para os que têm vigor), e o verso 12 propõe o curioso exercício de “contar os nossos dias”. Embora não sabendo quantos anos o Senhor tem reservado para nós, e que o propósito do exercício de contar dias é muito mais que matemática, um cálculo rápido indica que eu já ultrapassei 75% de minha vida. Em outras palavras, já vivi 22 265 dias de vida e ainda me restam 6 935...
É certo que não é este o propósito do verso 12 ao nos estimular a “contar os nossos dias”. No entanto, ao fazer este simples exercício, devo reconhecer que minha mente é alertada para o fato (inegável) de que não tenho tanto tempo nesta vida. Duas reflexões se impõem diante deste “alerta”. A primeira é: “Onde investi minha vida?”. Essa é uma questão que pode se tornar deprimente ao observar tempo desperdiçado, sonhos não realizados ou erros cometidos; ou pode gerar alegria e gratidão ao ver compromissos assumidos há muitos anos que ainda se mantém: fidelidade a Deus, compromisso com o cônjuge e a família, integridade de vida.
Podemos olhar para o futuro e viver intencionalmente os dias que nos restam – intencionalmente voltada para Deus.
A segunda e, talvez, mais importante reflexão é: “O que vou fazer com o restante da minha vida?”. Ao olhar para o passado posso aprender, mas não posso mudar nada. No entanto, posso olhar para o futuro e viver intencionalmente os dias que me restam. Parece-me que esta é uma boa definição de um coração que alcançou sabedoria: viver o restante de sua vida intencionalmente voltada para Deus.

Devo confessar que estou bem satisfeito com minha idade. É óbvio que sinto falta de um corpo mais forte, ágil e disposto. Mas reconheço também que não teria chegado onde hoje está meu coração sem todos esses anos de caminhada. Eu não trocaria a saúde que um dia tive pela sabedoria (às vezes aproveito tão pouco dela) que o Senhor me concedeu ao longo dos anos.
Revendo o título deste artigo, quero afirmar que a pergunta mais importante não é quanto tempo me resta, posto que não podemos respondê-la. A pergunta principal é como vou viver o tempo que me resta, não importa quanto seja. Minha sincera oração, tanto para mim mesmo como para você, é expressa brilhantemente pelo apóstolo Paulo em Filipenses 3.13-14:
13Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, 14prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.

Resposta às orações

Lothar Gassmann
E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão.” (Mateus 21.22)
A fé bíblica está baseada no Deus que verdadeiramente existe. Ela não gira em torno de si mesma, mas é uma relação de diálogo; ela se dispõe a receber correções vindas de fora. Deus pode corrigir nossas orações se elas estiverem “erradas” ao seu entendimento. Assim – devidamente dirigido pelo Espírito Santo – um cristão sempre perguntará (nesta ordem): “Senhor, qual é a tua vontade? Senhor, o que devo pedir e fazer pelos outros? Senhor, por qual caminho eu devo andar, de acordo com a tua vontade?”.
A oração cristã é a oração feita diante de Deus Pai, em nome de Jesus: “E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho” (João 14.13, ver 16.24; Mateus 18.20). Os cristãos também podem orar para o Filho, pois Jesus diz: “O que vocês pedirem em meu nome, eu farei” (João 14.14). Para tais orações, feitas a partir do relacionamento de fé com Deus, em Jesus Cristo, há a promessa de que serão atendidas.
A vontade de Deus é reconhecida basicamente na Bíblia e é revelada sob orientação do Espírito Santo para situações concretas (ver 1Coríntios 14.37ss; 15.1ss). Deus não satisfaz a cada desejo, mas nos dirige do modo que é melhor para nós e para os outros.
A oração move o braço de Deus. Assim, não esqueça o louvor e a gratidão.
Lembre-se do quanto Deus, em silêncio, já nos ajudou
e esteve perto quando o ânimo faltou!
A oração move o braço de Deus. Orem de modo honesto e fiel!
Não com muitas palavras, nem com fingimento!
Apresentem-se a Deus sem constrangimento.
A oração move o braço de Deus. Assim, sejam firmes em oração!
Antes de pedirem, o Senhor sabe o que precisarão.
Cedo ou tarde, ele sempre dá sua atenção.

Salvação versus carma

Lothar Gassmann
Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear isso também colherá. Quem semeia para a sua carne da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito do Espírito colherá a vida eterna.” (Gálatas 6.7-8)
A Palavra de Deus diz que cada pessoa é responsável pelos seus atos e que cada um receberá, “perante o tribunal de Cristo... de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más” (2Coríntios 5.10). Algumas seitas relacionam essa passagem com a doutrina “da reencarnação e do carma”, de repetidas vidas terrenas e um somatório de boas e más ações. Tanto nessa passagem como em toda a Bíblia, porém, não encontramos nada a respeito. Antes de tudo, as ideias do carma e da salvação por meio de Cristo são incompatíveis entre si. Em contraste com esse constante abatimento da culpa de novos pecados, em virtude de boas obras praticadas no decorrer de muitas reencarnações, temos de forma radical a salvação plena dos pecados da pessoa, consumada uma vez por todas na cruz por meio de Jesus Cristo, que se sacrificou em nosso lugar, e esta salvação é recebida pela fé (Romanos 3.23ss; 8.1; Efésios 2.8ss; Hebreus 9.12,27ss).
Gálatas 6.8, que desenvolve o versículo anterior, traz uma contestação à doutrina do carma, que afirma: a pessoa que semeia sobre sua “carne” – isto é: que constrói sobre seu velho ser não redimido e sobre as suas obras (também sobre suas “boas obras” realizadas durante as muitas supostas encarnações) – “da carne colherá destruição”, mas aquele que semeia para o “Espírito” – quem confia unicamente no poder de Deus e produz “frutos do Espírito” – “do Espírito colherá a vida eterna”. O versículo a seguir contesta todos os esforços próprios para a salvação: “Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à lei” (Romanos 3.28).
Venham comemorar, cantar e agradecer ao nosso Senhor!
Venham com alegria para a grande festa de Deus!
Venham todos de perto, mesmo se de longe for,
pois Deus quer contar com a confiança de todos os seus!
Venham e vejam: não há nada que seja maior do que Deus!
Ele criou a terra, os altos montes e o mar.
Sim, ele sabe das folhas do caminho que estão a secar.
O que é pálido, com o seu fulgor volta a brilhar.
Somos o povo de sua pastagem, criado por sua mão,
tentamos, no entanto, sem Deus viver.
Voltemo-nos a ele, que nos oferece o seu amor.
Servir-lhe, alegres, é o nosso dever..

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Bandido bom é bandido... redimido!

Daniel Lima
Nesta última sexta feira, por volta das 23 horas, minha esposa e eu nos preparávamos para ir para o quarto. A semana havia sido repleta de compromissos, com um adicional de doença e algumas viagens curtas. O tempo começava a esfriar e o sábado prometia ser tomado por novos compromissos. Eu, pessoalmente, estava pronto para ir pra cama, ler algo leve e cair de sono. Foi então que ouvimos uma série de estampidos. Parecia que alguém estava martelando uma tábua. Sabíamos que, devido ao local onde moramos, aquilo só poderiam ser tiros. E foram vários; não contei, mas me pareceram mais de vinte. Infelizmente esta não é uma ocorrência tão rara em nosso bairro. Agradeci mentalmente mais uma vez à proteção de Deus, pedi pelos meus filhos e tirei o evento de minha cabeça.
Uma hora depois fui acordado por um investigador da polícia pedindo para verificar as gravações de vídeo das câmeras de segurança de nosso condomínio. Fui então envolvido em um evento com o qual eu normalmente tomaria muita distância. Nestes últimos dias o caso foi examinado e investigado. Muito embora as investigações não tenham sido concluídas, o que parece certo é que foi um acerto de contas entre traficantes. Aparentemente um grupo realizou uma emboscada a poucos metros da entrada do local onde moro e assassinou um indivíduo com quinze tiros. A vítima tinha contra si, além de extensa ficha policial, o fato de que estava foragida da justiça. Foi atraída à nossa rua para um encontro e ali assassinada sem qualquer preocupação aparente dos atiradores em ocultar sua identidade.
Para alguns, mesmo cristãos, a reação é “um vagabundo a menos...”. Eu posso entender esta reação diante da insegurança, da aparente impunidade, do relativo domínio de facções sobre nossa cidade. Ao mesmo tempo, comecei a refletir sobre este homem que foi morto de modo tão brutal e acintoso. Certamente ele teve uma mãe. Será que ela o amou? Será que seu pai estava presente? Será que ele como homem mostrou algum interesse pelo filho? Será que ele teve algum exemplo positivo quando pequeno, ou cresceu em meio à criminalidade? Será que foi abusado pela violência? Será que alguém tentou lhe ensinar algum valor de vida? Será que teve medo enquanto crescia? O que ele fazia quando pequeno e tinha medo? Chorava? Será que aprendeu desde pequeno que “homem não chora”? Será que apanhou ou foi ridicularizado por chorar? Será que foi “recrutado” pelo crime quando menor? Quando foi que ele assumiu este estilo de vida? Será que tentou deixar esta vida de crimes?
O propósito de Deus não é meramente realizar justiça. Se assim o fosse, a humanidade já teria sido exterminada.
Estas e outras tantas questões me fazem refletir sobre o término de uma vida que pode ter sido terrível (ou não). Sem dúvida este era um homem envolvido com o crime, talvez muito violento. Se estava envolvido com o tráfico, então cooperava para a miséria de centenas, talvez milhares de pessoas. Se ele merecia a morte? Certamente que sim. No entanto, antes de encerrarmos o caso, deixe-me afirmar que assim como ele, você e eu também a merecemos; na verdade, nascemos já condenados, não por nossos atos, mas pela descendência de Adão (“no dia em que dela comer, certamente você morrerá”; Gênesis 2.17b).
Qual o valor de uma vida? Não importa como esta pessoa viveu, sua alma tem um valor imensurável. Nosso valor não pode ser medido por nossas escolhas, muito embora elas determinem nossa influência e muitas das consequências com as quais vamos viver. No segundo livro de Pedro, capítulo 3, verso 9, lemos:
O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.
O propósito de Deus não é meramente realizar justiça. Se assim o fosse, a humanidade já teria sido exterminada. Ele deseja que todos cheguem ao arrependimento. Ele certamente desejava que aquele homem morto com quinze tiros em minha rua após uma vida de crimes, gerando e sofrendo miséria e dor, chegasse ao arrependimento. Paulo afirma em 1Timóteo 2.3-6:
3Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, 4que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 5Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, 6o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo.
Tenho um enorme respeito por meus irmãos reformados que acreditam em redenção limitada. Eu, no entanto, continuo a crer que o efeito redentor da morte de Cristo se estende a todos, basta crer (João 3.16). Muito embora a Bíblia deixe muito claro que poucos serão salvos e que não há mérito nenhum naquele que é salvo, as explicações que tentam limitar a palavra “todos” no texto acima são simplesmente forçadas. O texto afirma que Deus deseja que todos os homens sejam salvos. Isso não significa que todos serão salvos (heresia do universalismo). Isso tampouco significa que a vontade de Deus foi frustrada (heresia da limitação do poder de Deus), mas que ele permite que nós humanos façamos escolhas que contrariem sua vontade moral. Mesmo meus irmãos reformados acreditam que Deus permite o pecado, mesmo que isso contrarie sua vontade moral.
Bandido bom não é bandido morto, pois se assim fosse, então humano bom seria humano morto... Bandido bom é bandido redimido como eu e você fomos. Certamente colhemos aquilo que plantamos e quando assim não for, é devido à misericórdia de Deus e não ao nosso mérito. Minha sincera oração é que como cristãos continuemos a lutar por uma sociedade mais justa, pelo fim da impunidade (em todos os níveis), por medidas tanto restritivas como restauradoras. Ao mesmo tempo, que nosso coração se alinhe com o coração de Deus – que deseja que todos cheguem ao arrependimento

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