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domingo, 19 de agosto de 2012


Evangelho em falta para Evangélicos

         Texto Base – II Tm 2:1-4 – “1 Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. 2 E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros. 3 Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. 4 Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.”
INTRODUÇÃO:                      

O que está acontecendo ao povo de Deus nos últimos dias?
Pergunta difícil de ser respondida, se partirmos do principio da acomodação ou da omissão conivente. Ao analisar o momento por que passa a igreja, vemos com tristeza as inúmeras faces de um evangelho deturpado e totalmente desfigurado, sem contemplar o objetivo a que se propunha, quando o Senhor Jesus comissionou seus discípulos e estes aos seguidores do cristianismo.
O povo de Deus nos últimos dias, tem sido alvo dos mais ridículos ensinamentos, ministrado por “Apóstolos, bispos, pastores, reverendos, mestres etc…,” que sem o menor constrangimento, afirmam ser a verdade interpretada das escrituras sagradas, deixando transparecer um evangelho medíocre, conveniente e o pior de tudo herético e sem base bíblica, pois não está nem de longe, representando a vontade de Deus.
Não bastasse a luta constante para desarticular as forças maléficas do inimigo, o povo evangélico esta disputando entre si quem é que mais comete estupidez e insanidades com o intuito claro de obter para si a glória de Deus.
II Tm 2: 1 “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.”  -
Não é difícil de assistirmos verdadeiras aberrações no que concerne ao mandamento inserido no versículo acima. O povo, longe do conhecimento da graça salvadora, se esmera em atender a apelos humanos e corre atrás de sincretismos, animismos e praticas pouco ortodoxas, como “vale do sal, banhos, fitas, mantos sagrados, óleo ungido em Israel, como se o Deus que está na terra santa, não fosse o mesmo que está por aqui. Agarrados a promessas de prosperidade terrena, esquecem do mais importante, a Salvação da alma e o Reino de Deus.
A Palavra de Deus tem sido confrontada, deturpada, enlameada e deixada de lado. Pastores e lideres se apropriam de versículos isolados para de alguma forma engodar fieis incautos e com isso arrancar o mais precioso de suas vidas, a consciência pura, trocada por sofismas e promessas puramente humanas.
O dizimo virou moeda de troca. Objeto de terror e intimidação. Certa vez recebi conselhos de um pastor amigo, Pr. Eduardo Arraes. Dizia o honrado pastor que “não precisamos estar massificando em pregações a respeito de dízimos e ofertas. Uma igreja avivada e alicerçada na palavra de Deus, por si só desenvolve o sentimento de obrigação e crescimento espiritual, aliada a reverencia e ao temor a Deus.” O crente oferta por amor a obra e dizima pelo respeito as coisas de Deus, pois dizimar é questão de caráter.
Veja o que o profeta Jeremias vaticina e suas lamentações: Estendeu o adversário a sua mão a todas as coisas preciosas dela; pois ela viu entrar no seu santuário as nações, acerca das quais ordenaste que não entrassem na tua congregação.” Lm 1:10.
Estão trocando o evangelho da salvação pelo o evangelho da mistificação. Abandonando a graça salvadora, pelo simbolismo místico em detrimento do conhecimento de Deus que é bendito eternamente, amem!
II T 2:2 “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.”
O que certamente é um dos mais expressivo e importante acontecimento na vida do ser humano, a sua conversão, ela torna-se armadilha para uma caminhada infrutífera, tendo em vista aos exemplos pouco recomendáveis de uma gama de lideres sem compromisso com a palavra, mas perfeitamente identificados com as suas aspirações de poder e de vanglória, caracterizados pelas inúmeras promessas de vida boa e conforto material, coisa que Jesus não prometeu. Jo 16:33 “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”
O mandamento é claro quando diz “confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos…” até parece paradoxal. Onde encontrar, onde confiar, onde… onde? O Pior de tudo é que não há como se espelhar em exemplos testemunhais de altruísmo e abnegação. Tudo o que vemos é disputa de poder, facções, divisões, sem contar com práticas criminosas de enriquecimento ilícito, evasão de divisas e demonstração descabida de ostentação e práticas de pouco caso com o ser humano, vitima maior de todo esse celeuma. Se está difícil encontrar o exemplo testemunhal de fidelidade e idoneidade, o que dizer do “…ensinarem aos outros”. O Senhor Jesus nos comissiona em Mt 28:19 “Portanto, ide, ensinai…”. Aprender com o obvio é importante, mas aprender com o exemplo é muito mais proveitoso.
Para ensinar é preciso aprender, para ministrar a Palavra é preciso conhecer, para dar exemplo é preciso ser exemplo. Mas não é o que testemunhamos. Noticias são veiculadas na mídia sobre escândalos envolvendo lideres expressivos do meio evangélico. Disputas facciosas, interesses puramente pessoais são o que permeiam as eleições das entidades eclesiais. Não é difícil de presenciar, apóstolos, bispos, pastores e lideres, degladiando-se e falando horrores de denominações, que mais parece que estamos vivenciando o mundo secular no meio do povo de Deus.   
II Tm 2:3 “Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo.”
Na atual conjuntura por que passa a igreja, o desconhecimento bíblico é mastodôntico. Sofrimento é sinônimo de pecado, prosperidade é sinônimo de reivindicação justa e merecedora, como se Deus tivesse por obrigação conceder bênçãos ao ser humano, tendo em vista ter sido Ele o culpado por nossa criação. Há uma afirmação no meio evangélico que Deus é dono do ouro e da prata, e por sermos co-herdeiros em Cristo, temos direito sobre essa fortuna. Quanta ignorância. Nós sem Deus não somos nada, Deus sem nós continuará sendo Deus todo poderoso.
Sofrer por Jesus, como bom soldado, deveria ser um mérito imensurável, sem precedentes. Mas não é o que se prega por ai. O pecado anda junto com o sofrimento e em certas ocasiões fieis foram excluídos de suas denominações por que não se deram ao luxo de prosperar. Veja onde chegamos. Jesus sofreu as piores humilhações, dores e toda sorte de tortura em favor de um povo que hoje se nega a seguir os seus preceitos, mesmo de posse do manual maior, a Palavra de Deus.
Sofrer como bom soldado de Cristo deveria ser motivo de jubilo no meio do povo de Deus. Que saudade sentimos de quando era necessário nos escondermos de pedradas atiradas por pessoas que se incomodavam quando os crentes se reunião em uma praça ou esquina para pregar a palavra. Hoje a simplicidade da pregação, deu lugar a megas-show, abrilhantados por cantores gospel e que se tornaram ídolos ao invés de mensageiros. Estão mercadejando o mais sagrado de todos os símbolos sagrados e que vai subir para o céu da Gloria do senhor, o Louvor. Ritmos mundanos versados em letras que falam de Jesus, mas não tem nada a ver com Jesus, tomaram conta do meio evangélico em detrimento do verdadeiro louvor contido na Harpa Cristã.
II Tm 2:4 “4 Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.”
         Quando Servia a Deus na Assembléia de Deus, Campo de Ananindeu, hoje Continuo na Assembléia de Deus só que Missões Pentecostais, ouvi uma das mais imbecis insinuações proferida por um líder de outro campo. “Esse campo parou no tempo, prende-se a rudimentos antiquados como usos e costumes, doutrina rígida, é por isso que vocês não crescem, estão vivendo na idade da pedra, são como dinossauros”. Em um momento de inspiração divina, respondi ao irmão, “É muito melhor entrar no Céu como um dinossauro, do que ser moderninho é ir morar no inferno”. Se você serve a Deus e milita verdadeiramente em suas fileiras como bom soldado, não precisa se envolver com as coisas da civilidade. Nós temos que agradar aquele que nos chamou para a guerra e que certamente se responsabiliza pelo nosso destino.
         A preocupação com a sã doutrina, deveria ser o objetivo maior de qualquer liderança, independentemente da denominação a que pertença. A Palavra de Deus é uma só, imutável e sem sombra de variação. Ml 3:6 “Pois eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.”
CONCLUSÃO:
Irmãos em Cristo. Não quero com esse estudo, provocar a ira de ninguém, muito menos diminuir a ou b, quero manifestar minha profunda preocupação com os últimos acontecimentos envolvendo o povo de Deus. Continuo firme na minha convicção de que só Jesus salva, cura, transforma e batiza no Espírito Santo. Continuo crendo que só a oração move os braços de Deus em favor do seu povo. Continuo crendo que só um povo unido e forte vencerá as astutas artimanhas do inimigo. É certo que para isso precisamos nos apegar ainda mais no que preceitua a Palavra de Deus, Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.  
Sabemos também que a destruição de um povo ou do ser humano esta na falta de conhecimento e na incredulidade a um Deus longânimo, amoroso e misericordioso que insiste em amar um povo que lhe vira as costas.“O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento;” Os 4:6ª.
         Nunca foi tão grande a sede de Deus nos últimos dias, nunca foi tão notório o mover espiritual no meio do povo de Deus. Nunca houve tantas decisões em favor de Cristo do que nos últimos dias. As profecias tem se cumprido cabalmente, aproxima-se rapidamente o dia em que Deus dará uma resposta definitiva as ações pecaminosas e destrutivas do maligno. Precisamos estar atentos, vigilantes, sóbrios, amando-nos uns aos outros, pois só o amor neutraliza os tentáculos do mal. Não paguemos o mal por mal, oremos uns pelos outros, disponibilizemos nossos ombros em amor uns para com os outros e se possível, tenhamos paz uns com os outros. O Escritor aos Hebreus nos ensina como desfrutarmos da presença de Deus, mesmo vivendo em um mundo conturbado e cheio de imperfeições: Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,” Hb 12:14
Que Deus nos abençoe em Cristo Jesus Nosso SENHOR
Por: Rev. Augusto César Campos Mendes

quinta-feira, 9 de agosto de 2012



A PROVIDÊNCIA DE DEUS E A ORAÇÃO DE SEUS SERVOS



Jesus nos ensinou a orar: “… Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10). A oração não é uma tentativa de mudar a vontade de Deus, mas sim a manifestação sincera do nosso desejo de submeter-Lhe os nossos projetos, aspirações, sonhos e necessidades. A oração sincera se caracterizará pelo intenso desejo de submeter nossos desejos à vontade de Deus. Esta submissão não é algo simplesmente aprendido pela razão, embora mesmo racionalmente temos argumentos para assim proceder, pelo fato de sabermos que Deus é sábio, bondoso e onisciente. “Somente o Espírito pode capacitar-nos a subordinar todos os nossos desejos à glória divina”.[1] A submissão a Deus é um aprendizado da fé, através de nossa comunhão com Ele.
Quando pedimos que Deus faça a Sua vontade, o fazemos não resignadamente, como se não tivesse jeito mesmo, ou como se Deus fosse o nosso inimigo que nos venceu e que agora só resta nos submeter humilhantemente… Não! A nossa oração é feita com amor e confiança, certos de que a vontade de Deus é sempre a melhor, de que ela sempre é boa, agradável e perfeita (Rm 12.2); por isso, temos prazer em cumpri-la, conforme bem expressaram Davi e Paulo, respectivamente: “Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a tua lei” (Sl 40.8). “Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus” (Ef 6.6). Somente um coração que tem dentro de si a Palavra, pode sentir prazer na vontade de Deus e, se alegrar na manifestação do Seu poder.
Ao orarmos sinceramente, conforme nos ensinam as Escrituras, estamos submetendo a nossa vontade a Deus; isto significa que não pretendemos ensinar a Deus, nem mudar a Sua vontade; antes, nos colocamos diante dEle dizendo: Eu creio que a Tua vontade é a melhor para a minha vida, cumpre em mim todo o Teu propósito. Orar é entregar confiantemente o nosso futuro a Deus a fim de que Ele concretize Sua eterna e santa vontade em nós. A oração revela o nosso desejo de que a vontade de Deus se realize.[2]
João Calvino (1509-1564), comentando esta petição, diz:
“Com esta prece somos induzidos à negação de nós mesmos, para que Deus nos reja conforme o Seu arbítrio. Nem somente isto, mas também que, a nada reduzidos a mente e o coração nossos, crie Deus em nós mente nova e novo coração, para que em nós não sintamos qualquer frêmito de desejo que a pura anuência para com a Sua vontade. Em suma, que não queiramos nós próprios algo de nós mesmos; pelo contrário, que Seu Espírito nos governe o coração, para que, ensinando-nos Ele interiormente, aprendamos a amar as cousas que lhe aprazem, a, porém, odiar as que Lhe desagradam. De onde também isto se segue: que todos e quantos sentimos à vontade se Lhe opõem, a esses renda-os e vãos e írritos.”[3]

A Oração do Senhor nos ensina a pedir a Deus que realize a Sua vontade aqui na terra como é feita no céu. Oramos para que a vida na terra se aproxime o máximo possível a do céu, onde os anjos cumprem perfeitamente a vontade de Deus (Sl 103.21).[4]
A vinda do reino (Mt 6.10) é o resultado lógico do cumprimento da vontade de Deus. Quando assim oramos, estamos seguros de que Deus age sempre em a) Sabedoria; por isso confiamos nos Seus propósitos; b) Poder; sabemos que Ele é poderoso para cumprir perfeita e totalmente os Seus propósitos; c) Fidelidade; Deus é fiel a Si mesmo e por isso, Se revela fiel a nós através de Suas promessas; d) Amor; a Sua vontade é sempre amorosa; o amor de Deus é aquele que se sacrifica pelo Seu povo.
Finalizando a análise deste princípio, devemos mencionar um outro: A submissão. A submissão deve reger as nossas orações. Esta atitude vemos plenamente exemplificada em Cristo, em Sua oração proferida próxima ao Seu martírio: “Meu Pai: Se possível, passa de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e, sim, como tu queres” (Mt 26.39). O ministério terreno de Cristo foi uma manifestação constante da Sua obediência desde a Sua encarnação, passando por todos os desafios inerentes à Sua missão, até a Sua auto-entrega na cruz em favor do Seu povo (Vd. Fp 2.5-8; Hb 5.8).
A oração está relacionada com a Providência de Deus. Se por um lado, nós não podemos delimitar a ação de Deus às nossas orações, por outro, devemos estar atentos ao fato de que Deus nos abriu a porta da oração a fim de exercitarmos a nossa fé em paciente submissão. Entendemos que as nossas orações quando feitas por um motivo justo, através de Cristo e, partindo de um coração sincero, fazem parte da execução do plano de Deus. “Quando Deus nos dá aquilo que pedimos, é como se essas coisas tivessem nelas a estampa de nossas orações!”[5]
Portanto, não devemos nem podemos pedir qualquer coisa a Deus contrária à vontade de Jesus Cristo, visto que as nossas orações são feitas em Seu nome. “Solicitar algo a Deus, em nome de Cristo, quer dizer solicitar-lhe algo em harmonia com a natureza de Cristo! Pedir algo em nome de Cristo, a Deus Pai, é como se o próprio Cristo estivesse formulando a petição. Só podemos pedir a Deus aquilo que Cristo pediria. Pedir em nome de Cristo, pois, significa deixar de lado nossa vontade própria, aceitando a vontade do Senhor!”[6]
Quando oramos, estamos exercitando o privilégio que Deus nos concedeu, amparados na Sua Palavra que nos mostra as Suas promessas.[7] A nossa oração é dirigida ao Pai, sabendo que Ele é um Pai onisciente e providente: por isso, não pretendemos e, de fato não podemos mudar a vontade de Deus. E, francamente, ainda que pudéssemos, ousaríamos fazê-lo? Será que faríamos algo melhor? Se você por um instante sequer titubear diante desta, permita-me, ridícula questão, é porque você ainda não conhece o Deus da Palavra!
Nesta mesma linha de raciocínio, escreveu Packer:
“O reconhecimento do fato da soberania de Deus é a base de [nossas] orações. Na oração, o cristão solicita coisas e agradece por elas. Por quê? Porque reconhece que Deus é a origem de todo bem que já possui e de todo bem que espera no futuro. Essa é a filosofia fundamental da oração cristã. A oração não é uma tentativa para forçar a mão de Deus, mas um humilde reconhecimento de incapacidade e dependência. Quando nos pomos de joelhos, sabemos que não somos nós que controlamos o mundo; não estando em nosso poder, portanto, atender nossas necessidades pelos nossos próprios esforços independentes; todas as coisas boas que desejamos para nós mesmos e para os outros devem ser procuradas em Deus; e se elas vierem, virão como dádivas de Suas mãos. (…) Por conseguinte, o que na realidade fazemos, cada vez que oramos, é confessar nossa própria impotência e a soberania de Deus. Dessa maneira, o próprio fato de um crente orar é uma prova positiva de que crê na soberania do seu Deus.”[8]

Curiosamente, Platão (427-347 a.C.), um filósofo pagão, com discernimento correto, entendia que um dos males de sua época era a corrosão da religião praticada por supostos sacerdotes e profetas - que ele chama de mendigos e adivinhos -, os quais exploravam a credulidade das pessoas, especialmente das ricas. Dentro do quadro descrito, uma das fórmulas usadas por esses líderes religiosos, era fazer as pessoas crerem que poderiam mudar a vontade dos deuses mediante a oferta de sacrifícios ou, através de determinados encantamentos; os deuses seriam portanto limitados e aéticos, sem padrão de moral, sendo guiados pelas seduções humanas:

“Mendigos e adivinhos vão às portas dos ricos tentar persuadi-los de que têm o poder, outorgado pelos deuses devido a sacrifícios e encantamentos, de curar por meio de prazeres e festas, com sacrifícios, qualquer crime cometido pelo próprio ou pelos seus antepassados, e, por outro lado, se se quiser fazer mal a um inimigo, mediante pequena despesa, prejudicarão com igual facilidade justo e injusto, persuadindo os deuses a serem seus servidores - dizem eles - graças a tais ou quais inovações e feitiçarias. Para todas estas pretensões, invocam os deuses como testemunhas, uns sobre o vício, garantindo facilidades (…). Outros, para mostrar como os deuses são influenciados pelos homens, invocam o testemunho de Homero, pois também ele disse: ‘Flexíveis até os deuses o são. Com as suas preces, por meio de sacrifícios, votos aprazíveis, libações, gordura de vítimas, os homens tornam-nos propícios, quando algum saiu do seu caminho e errou’ (Ilíada IX.497-501).”[9]

Meus irmãos, este quadro pode parecer estranho, mas na realidade, muitas pessoas ainda crêem assim ou, pelo menos se comportam como se Deus fosse movido de um lado para o outro conforme as nossas “seduções espirituais”: longas orações, peregrinações, sacrifícios, abstinências, louvores exaltados, entre outros recursos. Este não é o Deus das Escrituras. O nosso Deus dirige todas as coisas com sabedoria, justiça e amor; é a Ele a Quem oramos: “seja feita a Tua Vontade!”
A oração é um testemunho solene de nossa confiança no cuidado paternal de Deus. A Palavra nos estimula a lançar sobre Deus e a Sua promessa toda a nossa confiança. Jesus Cristo nos instrui: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6.33-34). “Não se vendem dois pardais por um asse? e nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais” (Mt 10.29-31).
O nosso Pai conhece os nossos corações; Ele sabe as nossas motivações e intenções. As pessoas podem nos julgar mal como também nós cometemos este mesmo equívoco; isto ocorre amiúde ou porque não fomos claros como gostaríamos, ou porque de fato houve má vontade; ou seja, houve algum ruído na comunicação. No entanto, o nosso Pai, nos conhece perfeitamente; Ele vê em secreto os segredos dos nossos corações (Mt 6.6). João testifica a respeito de Jesus Cristo: “E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana” (Jo 2.25).
Quando oramos, nós buscamos o Pai, não o homem (Mt 6.5,6). Este é o sentido genuíno da oração. Não estamos, através da oração, em busca de recompensa humanas, tais como: o aplauso, um alto conceito a respeito de nossa devoção e piedade; não. Apesar desta “recompensa” ser geralmente mais imediata, nós não a buscamos… Pelo contrário, oramos ao Pai para de fato, falar com Ele, colocando diante de Seu trono de graça as nossas necessidades… E neste procedimento, jamais devemos nos esquecer de que Ele sabe todas as coisas.
Mesmo sem conseguir entender perfeitamente a extensão deste maravilhoso mistério, não podemos deixar de utilizar a oração, um privilégio que Deus graciosamente nos concedeu, de podermos falar com Ele e, de exercitar a nossa fé na Sua soberana providência. (1Sm 1.9-20; Sl 6.9; Pv 15.29; Mt 26.41; Lc 1.13; 1Ts 5.17; Tg 4.2,3; 1Jo 5.13-15). “É pela fé que tomamos posse de Sua providência invisível”, conclui Calvino.[10]
Deus sabe das nossas necessidades. O saber de Deus não é apenas intelectual: Deus sabe e por isso cuida (Mt 6.8). Ele não dorme, antes, sabe do que necessitamos antes mesmo que tenhamos consciência da nossas necessidades: A Bíblia também nos ensina que Deus nem sempre nos dá aquilo que pedimos; entretanto, sempre nos dá aquilo de que necessitamos de fato e de verdade, mesmo que nem ainda tenha penetrado em nosso coração a realidade da carência… A nossa demorada consciência de nossas próprias carências não escapa à Providência de Deus, nem à Sua graciosa provisão.
A Palavra de Deus declara isto. Os salmistas, inspirados por Deus, testificam: “Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor” (Sl 34.15). “Ele não permitirá que os teus pés vacilem: não dormitará aquele que te guarda. É certo que não dormita nem dorme o guarda de Israel” (Sl 121.3-4). “Aí habitou a tua grei: em tua bondade, fizeste provisão para os necessitados” (Sl 68.10). E Deus mesmo promete: “E será que antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Is 65.24).
A ação de Deus na História não é de forma imediatista ou apenas para resolver problemas isolados. Deus age de forma sábia, conforme o Seu Santo Conselho, objetivando a Sua Glória na execução do Seu plano. O Plano de Deus e o Seu governo são eternos e eficazes. Davi e Paulo declaram esta compreensão, respectivamente: “Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Sl 139.16). “Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça…” (Gl 1.15).
O próprio Deus, reivindica o Seu governo quando vocaciona o profeta Jeremias: “Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que saísses da madre, te consagrei e te constituí profeta às nações” (Jr 1.5).
Deus, o nosso Pai, cuida de cada um de nós como se fôssemos o único que Ele teria para cuidar; Ele cuida “pessoalmente” de nós.[11] As nossas orações são o testemunho desta certeza. O Deus que preservou a Elias, enviando os corvos para lhe levarem alimento (1Rs 17.1-6), é o mesmo que é o nosso Pai onisciente e providente. Portanto, podemos fazer eco ao testemunho de fé e vida de Davi e de Paulo: “O Senhor, tenho-o sempre à minha presença; estando Ele à minha direita não serei abalado” (Sl 16.8). “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça” (Fp 4.6).
O melhor antídoto contra a ansiedade é a oração sincera e confiante, através da qual expomos a Deus as nossas dúvidas, temores e confiança. Portanto, orar é exercitar a nossa confiança no Deus da Providência, sabendo que nada nos faltará, porque Ele é o nosso Pai.
Calvino, relacionando as nossas orações ao cuidado providente de Deus, escreve:
“Para incitar os verdadeiros crentes a uma mais profunda solicitude à oração, Ele promete que, o que propusera fazer movido por Seu próprio beneplácito, Ele concederia em resposta a seus pedidos. Tampouco existe alguma inconsistência ente estas duas verdades, a saber: que Deus preserva a Igreja no exercício de sua soberana mercê, e que Ele a preserva em resposta às orações de Seu povo. Pois, visto que suas orações se acham conectadas às promessas graciosas, o efeito daquelas depende inteiramente destas.”[12]

quinta-feira, 19 de julho de 2012


Evangelização, a urgência de uma tarefa


Jesus concluiu sua obra na cruz. Triunfou sobre o diabo e suas hostes e levou sobre si os nossos pecados. Agora, comissiona sua igreja a levar essa mensagem ao mundo inteiro. O projeto de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a toda criatura, em todo o mundo.

Três verdades devem ser destacadas sobre a evangelização.

1. A evangelização é ordem de Deus. 
O mesmo Deus que nos alcançou com a salvação, comissiona-nos a proclamar a salvação pela graça mediante a fé em Cristo. Todo alcançado é um enviado. Deus nos salvou do mundo e nos envia de volta ao mundo, como embaixadores do seu reino.

Jesus disse para seus discípulos que assim como o Pai o havia enviado, também os enviava ao mundo. Isso fala tanto de estratégia como de ação. Jesus não trovejou do céu palavras de salvação; ele desceu até nós. A Palavra se fez carne; o Verbo de Deus vestiu pele humana.

A evangelização não é uma tarefa centrípeta, para dentro; mas centrífuga, para fora. Não são os pecadores que vêm à igreja, mas é a igreja que vai aos pecadores. Deus tirou a igreja do mundo (no sentido ético) e a enviou de volta ao mundo (no sentido geográfico). Não podemos nos esconder, confortavelmente, dentro dos nossos templos. Precisamos sair e ir lá fora, onde os pecadores estão.

Jesus, antes de voltar ao céu e derramar seu Espírito, deu a grande comissão aos seus discípulos. Essa grande comissão está registrada nos quatro evangelhos e também no livro de Atos. Não evangelizar é um pecado de negligência e omissão. Na verdade, é uma conspiração contra uma ordem expressa de Deus.

2. A evangelização é tarefa da igreja. 
Nenhuma outra entidade na terra tem competência e autoridade para evangelizar, exceto a igreja. A igreja é o método de Deus. Não podemos nos calar nem nos omitir. Se o ímpio morrer na sua impiedade, sem ouvir o evangelho, Deus vai requer de nós, o sangue desse ímpio


Em 1963, quando John Kennedy foi assassinado em Dalas, no Texas, em doze horas, a metade do mundo ficou sabendo de sua morte. Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu na cruz, pelos nossos pecados, há dois mil anos e, ainda, quase a metade do mundo, não sabe dessa boa notícia.

O que nos falta não é comissionamento, mas obediência. O que nos falta não é conhecimento, mas paixão. O que nos falta não é método, mas disposição. Encontramos o Messias, e não temos anunciado isso às outras pessoas. Encontramos o Caminho e não temos avisado isso aos perdidos. Encontramos o Salvador e não proclamamos isso aos pecadores. Encontramos a vida eterna e não temos espalhado essa maior notícia aos que estão mortos em seus delitos e pecados.

Precisamos erguer nossos olhos e ver os campos brancos para a ceifa. Precisamos ter visão, paixão e compromisso. Precisamos investir recursos, talentos e a nossa própria vida nessa causa de consequências eternas.

3. A evangelização é uma necessidade do mundo. 
O evangelho de Cristo é o único remédio para a doença do homem. O pecado é uma doença mortal. O pecado é pior do que a pobreza. É mais grave do que o sofrimento. É mais dramático do que a própria morte. Esses males todos, embora sejam tão devastadores, não podem afastar o homem de Deus. Mas, o pecado afasta o homem de Deus no tempo, na história e na eternidade.


Não há esperança para o mundo fora do evangelho. Não há salvação para o homem fora de Jesus. As religiões se multiplicam, mas a religião não pode levar o homem a Deus. As filosofias humanas discutem as questões da vida, mas não têm respostas que satisfazem a alma. As psicologias humanas levam o homem à introspecção, mas nas recâmaras da alma humana não há uma fresta de luz para a eternidade.

O mundo precisa de Cristo; precisa do evangelho. Chegou a hora da igreja se levantar, no poder do Espírito Santo e proclamar que Cristo é o Pão do céu para os famintos, a Água viva para os sedentos e a verdadeira Paz para os aflitos. Jesus é o Salvador do mundo!

Autor: Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 1 de junho de 2012




O PERDÃO E A CURA


“Porque se perdoardes aos homens as suas ofendas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens ( as suas ofensas), tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.“( Mt 6. 14-15).

Muitas pessoas têm sido prejudicas por familiares, sócios ou amigos, e buscam justiça, e como acreditam que a justiça deve ser buscada. E se não for feita justiça dentro dessas circunstancias, elas se tornam amarguras e cheias de ódio. Muitos desses indivíduos podem ter sintomas físicos que podem ser diretamente relacionados com essa atitude de rancor. Eles criam uma raiz de amargura que produz toxinas que passam ao seu organismo, e assim começam a passam ao seu organismo, e assim começam a sofrer distúrbios metais e físicos.

 Quando somos prejudicados de uma forma ou de outra, temos que perdoar. Mesmo que nosso ofensor não nos peça perdão, precisamos perdoa-lo.

Jesus é o exemplo perfeito desse fato. Quando Ele estava pregado na cruz, ninguém lhe pediu perdão; pelo contrário, eles estavam zombando dEle e o atormentando. Mas Ele disse: “ Pai,  perdoa-lhes. “ Portanto, o perdão não é um ato apcional; é um mandamento. Não é uma ação que praticamos ocasionalmente; é a maneira como vivemos diariamente.

Quando perdoamos uma pessoa que nos causou algum mal, estamos permitindo que o Espírito Santo coloque convicção de erro naquele que nos prejudicou. Nada escapa aos olhos de nosso Pai celeste. Ele conhece todas as intenções, as motivações do coração. O Espírito Santo pode convencer de pecado, da justiça e do juízo.

Se você tem dificuldade em perdoar alguém, não deixa que seu orgulho tome conta da situação e impeça que você obedeça à Palavra de Deus. Tome logo a decisão de caminhar a segunda milha, e abandone sua atitude de auto afirmação, perdoando aquela pessoa. Aí então experimentará uma grande liberação, ficará livre das sensações de hostilidade para com o outro, e se sentirá muito melhor.

Deus resiste aos soberbos, mas concede graça aos humildes. Portanto, se percebe que não está gozando da graça de Deus com abundância em sua vida, pode ser que esteja se firmando mais em seu orgulho do que na graça do Senhor. O que você ganharia com isso? Apenas amargura, ressentimento e, talvez enfermidade.

“E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ao perdoados. Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e ore uns pelos outros para serdes curados... “ (Tg 5. 15-16).

Hoje em dia os psicólogos, médicos e psiquiatras afirmam que a atitude mental de seus pacientes tem um peso muito grande na cura deles.

Essa é a hora em que a Igreja, o Corpo de Jesus Cristo, deve ser curada. A atitude de Deus está explícita na terceira carta de João: “ Amado, acima de tudo faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma.” (3 Jo 2. ). O segredo para se obter prosperidade espiritual e material está relacionado com a prosperidade da alma ( mente ), obtida pelo perdão.


O jejum e a oração, somados a um espírito de perdão, resultarão em melhores condições de saúde para a Igreja. Desse modo, este veículo que Deus escolheu para trazer o avivamento ao mundo, se tornará um instrumento útil e saudável nas mãos do Espírito Santo.

Nos encontramos diante de um grande desafio. E também de uma grande oportunidade. O de que precisamos é pessoas mais consagradas – mais dispostas a perdoar, sacrificar-se, a obedecer e a comprometer-se profundamente com Deus.

Extraído do Livro Oração a chave do avivamento de Paul Y. Cho


Graça e Paz


quarta-feira, 30 de maio de 2012


  Você ainda ouve a voz de Deus? Ou ELE não fala mais?





 “Ah, Israel, se me ouvisses..”. Sl 81.8

NADA É MAIS RECOMPENSADOR DE QUE OUVIR O QUE DEUS TEM A NOS DIZER.
A Bíblia diz explicitamente que Deus ainda fala tão poderosamente quanto nos dias em que ela foi escrita. Sua voz espera se ouvida. “Ah, Israel, se me ouvisses..”.

1. PORQUE DEUS FALA HOJE?
Nosso Deus não se isolou do mundo, nem das pessoas. É um Deus que se comunica.

* ELE NOS AMA TANTO QUANTO AMAVA AS PESSOAS NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO
- Quando somente uma pessoa fala e outra só escuta, não existe comunhão.
- Deus ainda nos fala hoje porque deseja estabelecer conosco um relacionamento de amor que envolve uma comunhão entre as duas partes.

* DEUS NOS FALA, PORQUE PRECISAMOS DE SUA ORIENTAÇÃO DEFINIDA E DECISIVA EM NOSSAS VIDAS.
- Tal como aconteceu com Josué, Moisés,Jacó Noé.
- Como seus filhos precisamos de seus conselhos para sermos eficazes na tomada de decisões.

* DEUS NOS FALA HOJE, PORQUE ELE SABE QUE NECESSITAMOS DE CONSOLO E SEGURANÇA COMO ACONTECIA COM OS CRENTES DE OUTRA ERA.

* DEUS NOS FALA HOJE, PORQUE DESEJA QUE O CONHEÇAMOS.

2. COMO DEUS FALOU NOS DIAS DO ANTIGO TESTAMENTO?
Se Deus ainda fala, de que forma Ele o faz? Como foi no Antigo Testamento.
DEUS FALOU POR REVELAÇÃO DIRETA: (Gn.12:1-3) Abraão e os demais patriarcas.
DEUS FALOU POR MEIO DE SONHOS: (Gn.37:6-11)
DEUS FALOU POR MEIO DE SUA PALAVRA ESCRITA. (Ex.20; 2Tm.3:16)
DEUS FALOU POR MEIO DOS PROFETAS. (Hb.1:1)
DEUS FALOU POR MEIO DE CIRCUNSTÂNCIAS. (Jz.6:11-40) A história de Gideão.
DEUS FALOU POR MEIO DE ANJOS. (Jz.6:11-12)

3. COMO DEUS FALA HOJE?
* POR MEIO DE SUA PALAVRA. (SL.1)
A revelação escrita é a verdade progressiva a respeito de Deus anunciada pelo próprio Deus.(2Tm.3:16; Sl.119:9)
(Sl.119:130) “Ao meditarmos na palavra de Deus, com um pedido ou decisão; Ele fala conosco”.
Às vezes Deus nos leva a mesma mensagem várias vezes.

* ATRAVÉS DO ESPIRITO SANTO. (At.13:2)
Na verdade a maneira principal pela qual Jesus falou no Novo Testamento foi pelo Espirito Santo.
Hoje Deus fala ao nosso espírito pelo Seu Espírito que vive, habita e permanece em nós.

É UMA FALA AO CORAÇÃO (ISm.16:7)
“SE ANDARMOS DIRETAMENTE NO ESPIRITO, SUBMISSOS AO SEU PODER, TEMOS O DIREITO DE ESPERAR OUVIR DE DEUS TUDO AQUILO QUE PRECISAMOS. O ESPIRITO SANTO QUE VIVE EM NÓS E FALA CONOSCO DEVERIA SER A MARCA NATURAL DE NOSSO ESTILO DE VIDA COMO CRENTES”. (Ef.2:22)

* POR OUTRAS PESSOAS. (At.8:6-8)
Através de pessoas nas mãos de Deus. Às vezes ele usa a simplicidade das crianças.

* CIRCUNSTÂNCIAS
Seja uma observação; uma leitura; um acontecimento inesperado.

4. MANEIRAS QUE DEUS CAPTA NOSSA ATENÇÃO
“A FALA DE DEUS A NÓS MERECE NOSSA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA”.
Para evitar que fiquemos insensíveis à Sua voz, Deus tem seus meios de captar nossa atenção.
Podemos estar envolvidos com nossos negócios ou com nossa família, mas, se ouvirmos Deus falando conosco, imediatamente saberemos o que fazer. O problema é que nem sempre andamos no Espirito.(Gl.5:16). Há ocasiões que escolhemos fazer as coisas a nosso modo. Estamos caminhando tão depressa em determinada direção que se, Deus falar conosco, não o ouviremos, pois não estamos em sintonia cm ele.

UM ESPIRITO INQUIETO
Veja Ester 6:1, o Rei Assuero perdeu o sono e foi ler as crônicas.
Creio que uma das maneiras mais simples pelas quais Deus consegue captar nossa atenção é fazer-nos inquietos.
Podemos estar dando seqüência normal a nossa vocação etc..quando uma inquietação começa a surgir dentro de nós. Dessa maneira, a inquietude pode nos levar a ouvir a voz de Deus.

UMA PALAVRA DE OUTRAS PESSOAS
- IISm.12 – Natã repreende Davi.
-  Conselhos de homem de Deus: Pastor; conselheiro, e pregações na igreja.
-  IICr.10 – Roboão preferiu ouvir os jovens, não aos anciãos.

BÊNÇÃOS (Rm.2:4)
Bênçãos incomuns: Espirituais ou materiais. ELE SABE DE NOSSO FUTURO E AGE COMO UM PAI QUE PROVÊ E ACIMA DE TUDO: AMA.

ORAÇÕES NÃO RESPONDIDAS

CONCLUSÃO: QUE DEUS NOS AJUDE A SERMOS SENSÍVEIS A SUA CONSTANTE VOZ. A VERDADE É QUE DEUS SEMPRE ESTÁ FALANDO CONOSCO.

QUANDO FOI A ULTIMA VEZ QUE VOCÊ OUVIU A SUA VOZ, OU ELE NÃO NOS FALA MAIS?

Fonte: AD Perus

Graça e Paz

segunda-feira, 21 de maio de 2012


Jesus Cristo Não Era Falho?

Jesus de Nazaré era um ser humano. Desde que os seres humanos têm conhecimento limitado, isto não significa que Jesus era também limitado? Não devemos descartar Suas declarações como sendo condicionadas pela sua própria época? Ele disse coisas magníficas; mas, por que deveríamos aceitar sua palavra, vendo que era humano?
Perguntas como essas muitas vezes surgem quando falamos sobre a pessoa de Jesus Cristo. As pessoas apontam para as declarações de Jesus, a fim de mostrar que Ele ignorava certas coisas.
Quando foi perguntado a Jesus sobre a data de sua volta, Ele respondeu: "Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão somente o Pai" (Marcos 13.32).
Certa vez, quando cercado por uma multidão, alguém tocou Jesus. Ele voltou-se para a multidão depois disso e perguntou: "Quem me tocou nas vestes?"(Marcos 5.30), revelando assim uma suposta ignorância. Além disso, Ele fazia perguntas às pessoas "Qual é o teu nome?"(Marcos 5.9). "Quantos pães tendes?" (Marcos 6.38).
Essas passagens revelam que Jesus não sabia certas coisas, dizem os céticos. Por que acreditar, então, em qualquer uma de suas declarações?
Mas à pergunta acima "Jesus Cristo Não Era Falho?", o Novo Testamento responde com um sonoro NÃO!
É preciso lembrar que Jesus possuía duas naturezas, uma humana e outra divina. Como homem, havia coisas que Ele ignorava. Mas, como Deus, possuía todo conhecimento.
Jesus não foi alguém que se esforçou para elevar-se à posição de Deus. Pelo contrário, Ele era Deus condescendendo em rebaixar-se até a humanidade. Filipenses 2.5-11 declara que, como Deus, Jesus decidiu desistir do exercício independente de certos atributos que eram seus por direito. Como homem, confiava totalmente em Deus Pai e viveu uma vida perfeita, irrepreensível.
Embora continuasse sendo Deus aqui na terra, pôs de lado voluntariamente certos direitos que possuía. Não há qualquer indício de que suas declarações - quer teológicas, históricas, ou de outra natureza - fossem, de algum modo, falíveis.
Jesus sempre falou a verdade. Quando disse que não sabia algo, deixou que percebêssemos isso. Desde que Ele nos informou quando não sabia algo, podemos naturalmente supor que declarou isso porque tinha real conhecimento dessa realidade. O fato de Jesus ter admitido que não sabia certas coisas, deixa-nos ainda mais seguros em relação às declarações que fez sem qualificá-las.
Devemos nos lembrar também de que algumas das perguntas de Jesus como em João 6.5 e Marcos 6.38, não visavam que Ele mesmo obtivesse informação, como se não soubesse a resposta, mas visavam provocar os ouvintes a darem sua própria resposta, desde que esta cooperasse para o bem deles.
Isto se assemelha, em geral, às perguntas de Deus no Antigo Testamento (como em Gênesis capítulo 3): "Onde estás?" etc. Tais perguntas não foram feitas para informação dEle, mas por causa das pessoas envolvidas, que poderiam ser de algum modo ajudadas; ou, eram simplesmente retóricas. Ademais, como ser humano, Jesus possuía conhecimento que superava o normal. Ele viu Natanael debaixo da figueira, embora não estivesse a uma distância visível (João 1.48). Surpreendeu a mulher samaritana, revelando uma informação sobre a vida particular dela (João 4.18-19).
Jesus sabia antecipadamente quem iria traí-lo (João 6.64). Já tinha conhecimento da morte de Lázaro antes que lhe dissessem (João 11.14), e da sua crucificação e ressurreição antes de elas ocorrerem (Marcos 8.31; 9.31). Jesus demonstrou um conhecimento sobrenatural da localização dos peixes no mar (Lucas 5.4).
Não existe indicação nenhuma no registro do evangelho de que a finitude de Jesus prejudicasse seu ministério ou ensino. Quaisquer que fossem as limitações de seu conhecimento, este era vastamente superior ao dos homens normais e completamente adequado para a sua missão e ensino doutrinário.

A Bíblia esclarece também que Jesus é a autoridade final em todos os assuntos de que tratou. Os indivíduos serão julgados com base naquilo que fizerem com as palavras desse Jesus.
Ele disse: "Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue, a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia" (João 12.48).
A palavra de Jesus é um alicerce firme. Nossas vidas precisam apoiar-se nela. "Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha" (Mateus 7.24).

Suas palavras são eternas: "Passará o céu e a terra, porém as minha palavras não passarão" (Mateus 24.35).
Mesmo com essas poucas declarações, fica claro que qualquer limitação humana a que Jesus estivesse sujeito não se refletia em suas declarações teológicas e ensinamentos. Não se pode usar isto como uma desculpa viável para rejeitar a finalidade das afirmações de Jesus. Ele demonstrou o fato de possuir autoridade para reivindicar infabilidade ao voltar dentre os mortos no terceiro dia.

Embora Jesus fosse verdadeiramente Deus, Ele também era verdadeiramente homem. Poderíamos ainda dizer que Ele era tão humano como se jamais fosse Deus, e era tão divino como se jamais fosse homem.
Jesus foi o Deus-homem.
Agora, fica a cargo de cada indivíduo decidir se vai construir sua casa sobre a rocha ou sobre a areia.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

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Jesus disse... 
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TEXTO: Mateus 20:1-16
“Pois o Reino dos céus é como um proprietário que saiu de manhã cedo para contratar trabalhadores para a sua vinha. Ele combinou pagar-lhes um denário pelo dia e mandou-os para a sua vinha.
“Por volta das noves hora da manhã, ele saiu e viu outros que estavam desocupados na praça, e lhes disse: ‘Vão também trabalhar na vinha, e eu lhes pagarei o que for justo’. E eles foram.
“Saindo outra vez, por volta do meio-dia e das três horas da tarde, fez a mesma coisa. Saindo por volta das cinco horas da tarde, encontrou ainda outros que estavam desocupados e lhes perguntou: ‘Por que vocês estiveram aqui desocupados o dia todo?’ ‘Porque ninguém nos contratou’, responderam eles.
“Ele lhes disse: ‘Vão vocês também trabalhar na vinha’.
“Ao cair da tarde, o dono da vinha disse a seu administrador: ‘Chame os trabalhadores e pague-lhes o salário, começando com os últimos contratados e terminando nos primeiros’.
“Vieram os trabalhadores contratados por volta das cinco horas da tarde, e cada um recebeu um denário. Quando vieram os que tinham sido contratados primeiro, esperavam receber mais. Mas cada um deles também recebeu um denário. Quando o receberam, começaram a se queixar do proprietário da vinha, dizendo-lhe: ‘Estes homens contratados por último trabalharam apenas uma hora, e o senhor os igualou a nós, que suportamos o peso do trabalho e o calor do dia’.
“Mas ele respondeu a um deles: ‘Amigo, não estou sendo injusto com você. Você não concordou em trabalhar por um denário? Receba o que é seu e vá. Eu quero dar ao que foi contratado por último o mesmo que lhe dei. Não tenho o direito de fazer o que quero com o meu dinheiro? Ou você está com inveja porque sou generoso?’
“Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos”.
PENSAMENTO: Do ponto de vista da lógica humana, a queixa dos primeiros trabalhadores parece justa. Quanto mais se trabalha, mais se deve ganhar. Isso pode ser justo quando buscamos receber o que merecemos. Mas na economia do Reino, ninguém quer o que merece. Se fôssemos receber o que merecemos estaríamos todos perdidos. O que nós queremos é a graça. E a graça é sempre dada de acordo com Aquele que a concede.
Independente do tamanho do sacrifício, todos nós somos igualmente devedores da graça de Deus. O pastor emérito e a faxineira do prédio da igreja, o missionário que labora por cinqüenta anos na seara e o aidético que se converte pouco antes de sucumbir – cada um receberá a mesma medida da graça de Deus.
A atitude de cada um deve ser de gratidão pela imensa bondade de Deus. Talvez os primeiros trabalhadores ficaram por último porque o senhor deles já sabia da sua atitude - ressentimento ao invés de gratidão. Tomara que a mesma coisa não aconteça conosco no porvir.
Não importa o tamanho do seu ministério ou da sua dívida em pecados perdoados, o que Deus tem reservado para você é muito mais do que você merece. Dê graças a Jesus pela graça de Deus.
ORAÇÃO: Senhor, obrigado! Mesmo sem saber o que nos espera no Céu, queremos lhe agradecer. Se o amor de Jesus é tão grande para conosco, só dá para imaginar como vai ser o galardão que nos aguarda. Em nome e por amor a Jesus oramos. Amém. 

Postagem

  Qual o seu ponto de vista? Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos. - 2 Coríntios 5:7 Qual é o seu ponto de vista diante das situações...