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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

 Quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. (João 5:24)

Seguro De Vida


Em certos países é obrigatório ter um seguro para o caso de enfermidades e acidentes. Também se oferecem outros seguros, que não são obrigatórios, como o seguro de vida que permite, em caso de morte, deixar um patrimônio para os sobreviventes. De modo geral, esse capital é composto de parcelas que um indivíduo paga regularmente ao longo de sua vida ativa. Mas, cada pagamento que ele faz não lhe ajuda a lembrar que está suscetível a desaparecer a qualquer momento, no dia em que menos espera e à hora que não sabe? (Lucas 12:46).

Ele pensou em fazer um seguro para o além? É Deus que lhe propõe esse seguro e o convida a inscrever-se de todo o coração, sem esperar nem mais um instante: “Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho” (1 João 5:11). Esse seguro entra em vigor a partir do momento em que você aceita, pela fé, ao Senhor Jesus como seu Salvador pessoal. Não tem nenhum custo; é necessário apenas crer: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (João 3:36).

Não crer significa negar-se a assinar o contrato que o Deus de amor te propõe. Ao mesmo tempo, isso te faz responsável para um dia encontrá-Lo frente a frente como Juiz, e passar a eternidade no tormento, longe de Deus.

Ainda que não tenha feito nenhum seguro para os seus bens nesta terra, devemos repetir que não se esqueça de fazer, gratuitamente, o seguro que garante seu futuro eterno. 

 

Quando Deus parece estar calado...

Daniel Lima

Todo cristão que caminha com o Senhor há algum tempo já passou por algo assim: você ora, pede, busca, mas parece que Deus está calado, está distante, não te responde, você não sente mais a presença dele... A princípio você ignora, depois se preocupa e, pouco a pouco, começa a lidar com dúvidas e pode chegar a uma verdadeira crise de fé! Nestas últimas semanas tenho conversado com vários cristãos que têm enfrentado momentos assim, talvez aguçados pelas condições impostas pela pandemia... O que fazer quando você encara esse silêncio de Deus? Como continuar sua caminhada de fé? Como cultivar a presença de Cristo em seu coração?

Um dos textos que melhor descrevem essa situação é o salmo 13. Nele Davi lança seu lamento “até quando?”. Não se sabe ao certo o momento em que Davi escreveu esse salmo, mas certamente foi um momento em que Deus pareceu ter se calado ou até se esquecido dele. Seu coração está perturbado e suas emoções parecem arrastá-lo ao desespero da morte: “Ilumina os meus olhos, ou do contrário dormirei o sono da morte...” (verso 3).

De modo surpreendente, porém, Davi muda completamente o rumo de seu cântico a partir do versículo 5. A partir deste momento ele volta a afirmar sua fé e sua confiança. Ele declara que seu coração exulta no amor de Deus e concluí dizendo no verso 6: “Quero cantar ao Senhor pelo bem que me tem feito”. A mudança é incrível e nos traz esperança, mas a pergunta permanece: como ele chegou a essa mudança? O que ele fez durante o período em que estava desanimado, enquanto Deus parecia calado?

Gostaria de alistar algumas considerações a partir do salmo, mas também de outras passagens. (Isso não é uma receita de bolo, mas o relato de alguém que já enfrentou períodos de silêncio de Deus em sua própria vida e tem caminhado com outros em seus períodos de aparente silêncio divino.) Assim, em períodos que Deus parece se calar:

  1. Leia a Bíblia. Parece simplista, não? No entanto, se estamos reclamando do silêncio de Deus é porque acreditamos que ele não só fala como também que suas palavras são importantes; trazem vida. Em Romanos 10.17, Paulo nos instrui: “Consequentemente, a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo”.

  2. Peça sabedoria. Sabedoria é a capacidade de aplicar a verdade à vida. Não basta conhecer a verdade, é preciso saber aplicá-la. Tiago nos fala: “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida” (Tiago 1.5).

  3. Confie naquilo que Deus já mostrou. Um antigo ditado afirma que não devemos duvidar no escuro daquilo que Deus já nos mostrou no claro. Reafirme – como Davi – as verdades das quais você tem convicção, mesmo que não as sinta... Lemos em Provérbios 3.5-6: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas”.

  4. Exercite a piedade. Piedade é uma palavra desgastada, mas em seu sentido original significa uma inclinação na direção de Deus. Exercitar sua piedade significa cultivar características que nos aproximam de Deus. Essas características não vão surgir sozinhas, por isso Pedro nos exorta:

Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor. Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em sua vida, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos. (2Pedro 1.5-8)

  1. Ponha seu relacionamento com Cristo em ação. Viva sua fé em Cristo, mesmo que você esteja lidando com dúvidas. Não fique paralisado, mas aja de acordo com sua fé. Minha experiência é que, sempre que dou passos em direção a Cristo, ele está bem ali do meu lado e se agrada de caminhar comigo. Paulo escreve em Filipenses 2.12-13:

Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.

Tempos em que Deus parece estar calado são tempos difíceis, mas é importante saber que, quando ele parece estar calado... ele não está calado ou nos esqueceu; ele apenas está esperando que nós percebamos sua presença e amor. Minha oração é que você e eu sejamos encontrados fiéis nos momentos em que achamos que Deus está calado...

sexta-feira, 10 de julho de 2020

O efeito destruidor do partidarismo em nossas igrejas

Daniel Lima
“Quem vota em comunista não é cristão!” “Quem apoia este governo apoia tortura e, portanto, não entendeu o evangelho!” Ambas as frases foram retiradas de postagens de pessoas que se dizem cristãs e, indignadas com posturas por elas consideradas absurdas, saem em defesa de suas ideias. Seria inacreditável – se não fosse tão comum – como cristãos partem para o ataque contra outros cristãos em defesa de posições, partidos e pessoas que não têm o mesmo compromisso de vida com nosso Senhor Jesus Cristo.
Por um lado, posturas assim demonstram onde está a esperança de cada um. Se eu me sinto tão ofendido com a postura do outro a ponto de atacá-lo de forma tão passional, é porque o que tenho de mais precioso foi ameaçado. Será que o que temos de mais precioso é nossa posição política? Será que convicções políticas deveriam tomar precedência à nossa fé? Com isso, sendo brasileiro e passional confesso, não quero dizer que não há razão de indignação, de decepção ou mesmo de ira. Meu questionamento é em que momento minha frustração me autoriza a atacar ou passar julgamento sobre outro?
Quero convidá-los a examinar comigo duas passagens do livro de Paulo aos Filipenses. Em primeiro lugar, importa destacar que a cidade de Filipos era uma colônia de ex-soldados romanos. Os filipenses eram considerados cidadãos romanos por decreto imperial e isentos do pagamento de impostos. O status político era de enorme importância nesta cidade. À medida que uma igreja cristã teve início ali (Atos 16) surgiu uma tensão enorme entre os cidadãos que declaravam que César é Senhor e os cristãos que ousadamente firmavam que Jesus é Senhor. O texto que quero estudar primeiramente é verso 27 do capítulo 1:
27Não importa o que aconteça, exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo, para que assim, quer eu vá e os veja, quer apenas ouça a seu respeito em minha ausência, fique eu sabendo que vocês permanecem firmes num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica...
No verso 27 Paulo começa usando um termo precioso a qualquer cidadão de Filipos: “exerçam a sua cidadania”. Há um debate entre estudiosos se Paulo se referia à cidadania política ou à cidadania celestial. Ambas interpretações parecem possíveis. Por um lado devo exercer minha cidadania como brasileiro de modo digno do evangelho (o que traz alguns desafios e reflexões); por outro lado devo exercer minha cidadania celestial de modo digno do evangelho (o que destacaria outras implicações). 
De qualquer forma, a aplicação imediata que Paulo destaca é seu desejo de ver estes cristãos “num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica”. Infelizmente, o que temos visto são cristãos lutando entre si por partidos, posições e personagens políticos. Nossa causa é uma só, nossa bandeira é uma só. A única causa pela qual devemos lutar é pela fé evangélica. E, muito embora eu entenda que a fé evangélica traz implicações que afetam a política, estas não são elementos fundamentais da fé evangélica!
Temos de tomar extremo cuidado para não acrescentar qualquer outra condição à fé evangélica. Por mais que eu encontre incoerências entre fé evangélica e o socialismo, no momento que eu digo que quem apoia o socialismo não pode ser cristão, estou acrescentando ao evangelho. Por outro lado, por mais que apoiar a tortura seja uma postura contrária ao cristianismo, no momento que acrescento à fé na vida, morte salvífica e ressurreição de Cristo uma rejeição a posturas totalitárias como condição de salvação, estou acrescentando ao evangelho.
Uma unidade de pensar, de amor, de espírito e de atitude só é possível quando existe humildade, consideração e cuidado mútuo.
Podemos lamentar que cristãos não percebam estas incoerências. Na medida do possível podemos e devemos tentar ajudar estes irmãos a corrigir seus caminhos. Mas todo cuidado deve ser tomado para que neste movimento não lancemos fora a essência do que nos exorta o apóstolo: unidade!
O segundo texto vem logo a seguir, quando Paulo continua no capítulo 2, versos de 1 a 4:
1Se por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, 2completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. 3Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos. 4Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. 
Os cristão de Filipos, e por consequência nós também, foram exortados a demonstrarem sua unidade como testemunho de sua fé em Cristo. Não se trata de uma uniformidade cega, mas da construção de convicções sólidas a partir do senhorio de Cristo. As expressões do verso 2: “mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude” não significam posições impostas por uma liderança, mas conclusões de uma comunidade. O versos 3 e 4 mostram como podemos chegar a uma unidade assim: “... humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros”. Uma unidade de pensar, de amor, de espírito e de atitude só é possível quando existe humildade, consideração e cuidado mútuo.
Paulo continua a passagem estabelecendo qual deve ser nosso modelo: o próprio Senhor Jesus! Nos versos 5 a 11 ele passa a descrever qual é a atitude que devemos cultivar. Isso não deveria nos surpreender. O próprio Jesus nos ensina que “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13.35). Nossa unidade não é apenas um acréscimo interessante, não é apenas para que nosso convívio seja agradável. Jesus expressa que nossa unidade é uma das bases do nosso testemunho diante de um mundo perdido.
Temo que os combates do mundo estão começando a invadir a igreja, enfraquecendo nosso testemunho diante dos incrédulos. Ao invés de um amor que surpreende o mundo, estamos lutando entre nós em disputas que imitam o próprio mundo. Uma vez mais sou levado a lembrar das palavras de Jesus: “Pois eu digo que, se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus” (Mateus 5.20).
Eu oro para que cada um de nós exerça sua cidadania terrena ou celestial de modo digno do evangelho. Que o amor que nos une a partir de Jesus seja nosso vínculo da paz. Que, ao enfrentarmos este mundo iníquo, mantenhamos nosso papel profético, mas sem se deixar aliciar por um ou outro lado de ideologias que, em última análise, representam muito mal o evangelho. Que o mundo se surpreenda com o amor que os seguidores de Jesus manifestam uns pelos outros mesmo quando nossas preferências políticas sejam conflitantes!

Pandemia e Esfriamento Espiritual

Daniel Lima
Hoje estamos completando 110 dias de quarentena em nossa casa. O que começou com algumas adaptações temporárias se tornou o “novo normal”. Saídas reduzidas, aniversários cancelados, reuniões sem o gostoso abraço... De modo especial, fico curioso com os cultos virtuais, reuniões de grupo via telinha, discipulados por aplicativos etc. No entanto, o que realmente importa é como fica nossa caminhada com Deus. De que modo temos vivido e cultivado nossa espiritualidade?
Alguns pastores – de várias denominações – entraram em pânico, como se o culto presencial fosse a essência do que cremos ser a igreja. Parecia que sem culto os crentes iriam se desviar, a igreja iria morrer. No entanto, muitas igrejas mais saudáveis procuraram soluções mais sérias e enraizadas em suas convicções. Compreendendo que somos igreja com ou sem cultos, procuraram maneiras de manter seu povo conectado e de alimentar o rebanho de forma virtual. Algumas igrejas que acompanho de perto começaram a “todo vapor”, fazendo cultos e “lives” diárias. O ritmo era intenso e parecia que um dia fora do ar e a igreja estava perdida. A maioria destas igrejas já encontrou um ritmo mais sustentável, uma dieta de alimentação espiritual que seja sustentável.
Minha pergunta mais profunda é: como ficam os cristãos? Como nós ficamos diante desta situação? Minha comunhão com Deus realmente não depende de cultos ou eventos, ou será que depende? Por um lado, afirmamos uma fé que, como disse Jesus em João 4.23-24, é em espírito e em verdade, não sendo restrita a locais ou edifícios. Por outro, defendemos o que a Palavra nos ensina em Hebreus 10.25:
Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia.
Pessoalmente eu sinto falta do culto público e tenho buscado refletir do que eu sinto falta. Confesso que não é das mensagens, já que continuamos tendo acesso a elas, ainda que virtualmente. Não sinto tanta falta do período do louvor cantado, em parte pois sou beneficiado em ter duas cantoras em casa que me ajudam a louvar por meio da música. Sinto falta de gente, sinto falta de estar com os irmãos. Não que eu fale com todos, mas o fato de estar num evento com o propósito de me aproximar de Deus em comunidade tem um impacto diferente em mim. Em parte, é o fato do estímulo de ver outros buscando a Deus comigo. Por outro, é a alegria de participar de algo maior do que eu mesmo.
As palavras de Paulo em Colossenses 1.28 me vêm à mente:
Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo.
As três palavras não estão ali por acaso. Paulo afirma que proclamamos Jesus advertindo e ensinando. A palavra “proclamar” é a base do que Paulo se propõe a fazer. “Advertir” e “ensinar” descrevem como isso é feito. Advertir pode ser traduzido por “colocar na mente”, no sentido de apresentar a verdade de forma clara e direta; traz um sentido de confrontação, mas uma confrontação gentil, uma correção branda. A palavra ensinar é bastante direta. Ensino aqui tem o caráter de uma apresentação clara e direta da verdade.
Mas por que precisamos de advertência e ensino? Não bastaria apenas o ensino? Certamente há um sentido para nós nesta advertência... Nosso coração em geral resiste ao ensino. Não buscamos a Deus naturalmente. Nossa inclinação é acharmos autossuficiência. Por isso Deus permite tragédias e dias difíceis. Nestes dias somos levados a buscá-lo, pois não encontramos recursos em nós mesmos.
Eu entendo que este é um dos papéis da comunidade, da igreja. Não é controlar (bem sabemos que não conseguimos controlar...), mas estimular (Hebreus 10.24), encorajar, animar. O fato de estarmos com outros cristãos que buscam a Deus tem um efeito de nos fazer focar nele, de nos fazer buscá-lo com mais intensidade.
O grande perigo da quarentena é que podemos esfriar por falta do estímulo da igreja reunida.
É aí justamente que está um dos maiores perigos desta quarentena. Não é que ficaremos sem alimento espiritual. (A grande maioria das igrejas têm conseguido formas de transmitir a seus membros.) Não é estarmos impedidos de cultuar em nossos salões. (Nosso Deus pode ser cultuado em qualquer lugar.) O grande perigo da quarentena é que podemos esfriar por falta do estímulo da igreja reunida. Por isso Paulo afirma que ele proclama a Cristo tanto falando a verdade como advertindo os irmãos.
Eu quero, em nome de Jesus, e com muito temor e tremor, adverti-lo a que continue buscando a Deus. Não permita que o isolamento, a distância dos irmãos, o faça esfriar em sua busca por Deus. Ore, estude a Palavra, celebre em família (que contexto melhor?). Busque contato mesmo que virtual com irmãos, compartilhe o que tem aprendido, o que Deus tem lhe falado... Não permita que esta circunstância difícil, mas temporária, enfraqueça sua fé!

terça-feira, 2 de junho de 2020

A Boa Notícia para a atualidade

O mundo parece ser uma árvore na qual todos os frutos estão maduros. O dia da colheita parece estar próximo.

"Ainda lhes propôs uma parábola, dizendo: Vede a figueira e todas as árvores. Quando começam a brotar, vendo-o, sabeis, por vós mesmos, que o verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus" (Lucas 21.29-31).
Referindo-se ao nosso tempo, alguém observou: “O mundo parece ser uma árvore na qual todos os frutos estão maduros. O dia da colheita parece estar próximo”.
A humanidade sente que está vivendo em um mundo decadente, o medo a persegue e a profunda insegurança se alastra entre muitas pessoas. No entanto, a boa notícia para nossa época é: “Jesus voltará!”
Por isso é importante levar a sério a seguinte palavra: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (Atos 16.31). Deus, o Senhor nos garante: “Libertarei todos que desejam fortemente a minha salvação” (Sl 12.5 – ABV).
Maranata!

Ainda é preciso se curvar?

Por que permitimos, com tanta frequência, ser atraídos às armadilhas do Diabo? Por que damos tanto crédito à carne pecaminosa?

Pois todo o que se exalta será humilhado, e o
que se humilha será exaltado”. (Lucas 14.11).
Deus... concede graça aos humildes” (Tiago 4.6).
... a humildade antecede a honra” (Provérbios 15.33).
Ah, sim, antigamente! Lembro-me muito bem que, quando era garoto, ao cumprimentar as pessoas, precisava sempre fazer uma “reverência”, curvar-me. E quando isso não era feito devidamente, eu sentia a suave mão de minha mãe em minha nuca. “Faça uma reverência!”, ela sussurrava. Hoje não se faz mais assim. É questão de autoconfiança. As reverências tornaram-se desatualizadas. Será possível que também os cristãos desaprenderam a “reverenciar”, a curvar-se diante de Deus? Muitas vezes ficamos inflados. Insistimos nos nossos direitos. Lustramos nossa face piedosa. Torcemos para que ninguém nos descubra.
A propósito: quem gostaria de ser examinado à luz da santidade divina? Quem estaria disposto a reconhecer o seu verdadeiro ser? Quem admitiria facilmente que o orgulho, a honra e o ciúme lhe causam muitos problemas?
As reações o comprovam: ficar carrancudo. Brincar de ficar “bicudo”. Silêncio amuado. As portas são batidas com raiva. Ouve-se gritos e fica-se bufando como fazem os gatos. De jeito nenhum deve-se admitir um erro cometido! Sim, o “ego” estufado apresenta muitas facetas brilhantes. É um verdadeiro especialista em camuflagem.
Como nossas igrejas, casamentos e famílias seriam diferentes se nos tratássemos com humildade, consideração e atenção amorosa! Se tivéssemos a força interior de dar uma considerável bordoada na carne e documentar: “... já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2.20). Acontece que na Bíblia consta que Deus somente concede graça aos humildes. Que a humilhação gera exaltação e que o reconhecimento da própria fraqueza gera a força.
Como é bom saber que não precisamos ficar estancados em nossas falhas.
Como é bom saber que não precisamos ficar estancados em nossas falhas. Isso seria desesperador. Que bom que temos a possibilidade de viver na vitória de Cristo! As garantias divinas nos foram concedidas para nos incentivar. Temos exemplos para serem imitados. Nosso coração recebeu promessas de Deus: exaltação, graça e honra são prometidos aos que seguem de boa vontade o seu Salvador, de quem é dito: “Mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo... Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome” (Filipenses 2.7,9).
Por que permitimos, com tanta frequência, ser atraídos às armadilhas do Diabo? Por que damos tanto crédito à carne pecaminosa? Por que somos tão tolos e somos enganados tantas vezes pelos truques do inimigo? Temos tanta dificuldade em manter morto o nosso velho ser?
Poderíamos seguir em nosso caminho de maneira muito mais descontraída e alegre se assumíssemos o caráter de cordeiro do nosso Salvador crucificado. A “via superior” do orgulho e do coração vaidoso está pavimentada com muita aflição e sofrimento. É um verdadeiro caminho de dores, que desgasta o coração e os nervos. No entanto, na “via inferior” da humildade, na qual o próprio Senhor Jesus nos precedeu, não há fluxo contrário. Nela são encontrados aqueles que estão caminhando tranquilos e esperançosos em direção à eterna pátria. É o caminho da liberdade em Cristo. Por que nos afligimos desnecessariamente com coisas que não podemos mudar? Quando estaremos finalmente livres do eterno sofrimento de “acumular problemas”? Poderíamos tranquilamente entregar o volante do carro de nossa vida ao nosso Salvador.
Talvez você conheça a história daquela mulher que caminhava à beira da estrada carregando nas costas uma mochila pesada, repleta de batatas. Um senhor, que passava com a sua carroça, parou e a convidou gentilmente para embarcar. Agradecida, ela subiu e sentou-se ao lado do agricultor. No entanto, durante o trajeto, várias vezes ela gemia pelo desconforto causado pelas alças da mochila em seus ombros. O agricultor voltou-se para ela, sorrindo, e sugeriu: “Querida senhora, por favor, tire a mochila das suas costas, pois o cavalo de qualquer maneira está levando toda a carga”. – “Não”, respondeu ela, “estou muito feliz que o senhor está me dando essa carona e eu não quero atribuir mais o peso da mochila pesada para o cavalo carregar”.
Os filhos de Deus, estando ao lado de seu Pai celestial, não estão supridos para sempre?
E você? Pare de gemer! Entregue a mochila das suas preocupações, senão você, com essa sua atitude, estará ofendendo o Senhor Jesus, pois ele de qualquer maneira carrega todos os seus fardos e preocupações. Os filhos de Deus, estando ao lado de seu Pai celestial, não estão supridos para sempre? Então, não é um privilégio nosso estarmos agradecidos e tranquilos, podendo usufruir a viagem para o lar na companhia dele? Quem reconhece isso logo compreende que um coração humilde e reverente diante de Deus é o segredo para uma vida feliz. E é justamente essa a resposta correta para um mundo enganoso, sem paz e destruído. Um testemunho com credibilidade é a melhor recomendação para seguir com fé ao nosso Senhor Jesus.
Experimente você também! Você vivenciará que as promessas de Deus são verdadeiras. A mochila com as “batatas da preocupação” espera ser colocada no seu devido lugar: nas poderosas mãos de seu Pai celestial.
Tenha uma alegre e abençoada viagem! — Manfred Paul

Jesus voltará!

“não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor...” (Apocalipse 21.4). É isso que podemos aguardar! É isso que podemos esperar! É sobre isso que podemos nos alegrar!

Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado aos céus, voltará da mesma forma como o viram subir.” (Atos 1.11b)
Jesus voltará! Na primeira vez ele veio à estrebaria em Belém, fraco e humilde; na segunda vez ele virá sobre nuvens do céu, em poder e glória. Na primeira vez ele veio para resolver a questão da culpa do homem: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29); na segunda vez ele virá para resolver a questão de poder da humanidade: “Pois é necessário que ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés” (1Coríntios 15.25). Ao final, Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima” daqueles que se confessaram a Jesus. Para esses “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor...” (Apocalipse 21.4). É isso que podemos aguardar! É isso que podemos esperar! É sobre isso que podemos nos alegrar!
Contudo, quando Jesus voltará? Não nos foi dado saber nem o “dia” nem a “hora”. Sua vinda será tão surpreendente como a queda de um raio (Mateus 24.27,36). Todavia, Jesus menciona os sinais que anunciam o seu aparecimento. Quanto mais clara e massivamente estes se cumprem, tanto antes podemos contar com a sua volta, mesmo que ninguém consiga antecipar o exato momento. Tais sinais são mencionados especialmente no conhecido sermão do Monte (Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21). A seguir, quero falar um pouco sobre a linha de juízo e de missões.
O evangelho da salvação do pecador unicamente por meio da graça continuará sendo pregado até a volta de Jesus em glória.
A “linha de juízo” se refere aos diversos juízos, seduções e perseguições que antecedem a volta de Cristo como últimas manifestações do Maligno e das “dores de parto” para o novo mundo: guerras, crises de fome, terremotos, pestes, rebeldia à lei, falta de amor, perseguição aos cristãos, surgimento de falsos cristos e falsos profetas etc. (ver Mateus 24 etc.).
A “linha de missões” se refere às missões para pessoas de todos os povos, tribos e línguas. Quando “a plenitude dos gentios” estiver atingida, então também “todo o Israel será salvo” (Romanos 11.25-26). O evangelho da salvação do pecador unicamente por meio da graça continuará sendo pregado até a volta de Jesus em glória. A missão não cessará durante os juízos e perseguições, mas continuará paralelamente. Muita confusão foi causada pelo fato de que círculos cristãos deram ênfase apenas para os juízos (“fim do mundo”) ou para missões (“reavivamento mundial”) sem observar que ambos seguirão em paralelo até a volta de Jesus. Assim, trabalhemos para o Senhor enquanto for dia – mesmo que as sombras do fim dos tempos se tornem cada vez maiores...
Lothar Gassmann

Postagem

  Qual o seu ponto de vista? Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos. - 2 Coríntios 5:7 Qual é o seu ponto de vista diante das situações...