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sexta-feira, 11 de junho de 2021

 

26 razões para parar de ver pornografia



26 razoes para parar de ver pornografiaConsequências destrutivas que a pornografia tem sobre um homem

As seguintes consequências são o que acontece quando um cristão vê pornografia.

A lista cobre uma grande área dos resultados negativos que a pornografia tem sobre um homem que é seguidor de Jesus:

01. Alienação de Deus. Você não mais se sente próximo de Deus. Você não experimenta o poder de Deus. Você não mais tem a alegria de sua salvação.

02. Cega você para as consequências. Temporariamente te desliga da sua caminhada com Deus, de seus relacionamentos com sua esposa, seus filhos e outros. Te cega sobre o que te acontecerá espiritual, física, emocional, mental, social, vocacional e relacionalmente.

03. Cria expectativas irrealistas. Os homens começam a pensar que toda mulher deveria se parecer com aquelas e que esse tipo de relação é como seu relacionamento com sua esposa deve ser.

04. Distorce sua visão do sexo. A pornografia te faz acreditar que o sexo é somente para o prazer do homem e que as mulheres são simplesmente objetos a serem usados, ao invés de criações de Deus que devem ser honradas e respeitadas.

05. Nunca é o bastante. A pornografia tem um efeito crescente. Como uma droga, você precisa de mais e mais para satisfazer a lascívia. Ela te leva rapidamente a um caminho de destruição e para bem longe da paz, alegria, e relacionamentos saudáveis.

06. Liberdade sobre o que você pensa e faz é perdida. Você se torna escravo de seus pensamentos pecaminosos que levam a atos pecaminosos.

07. A culpa depois que você vê pornografia. Mas a culpa não é o suficiente para te prevenir de fazer na próxima vez.

08. A sexualidade saudável é obscurecida pela pornografia. Sexo saudável é somente o sexo marital, que inclui sexo regular, sexo altruísta e sexo amoroso.

09. Te isola e faz você se sentir totalmente sozinho e como o único que luta contra a pornografia e a lascívia.

10. Ameaça seu relacionamento com sua esposa ou futura esposa (se você é solteiro), seu testemunho de Jesus Cristo, e tudo em sua vida que é importante para você. Você põe tudo isso em risco pela pornografia.

11. Te mantém em um ciclo de autodestruição. A pornografia parece medicar a dor em sua vida, mas somente adiciona mais dor à dor. A pornografia te leva a fazer coisas que você nunca pensou que faria. O pecado te levará para mais longe que você gostaria. Ele te manterá mais longe que você gostaria. E te custará mais do que você gostaria de pagar.

12. Lascívia – lascívia sexual pecaminosa – te leva a atos sexuais pecaminosos. Pornografia posta em sua mente é como colocar gasolina no fogo do desejo sexual errôneo, resultando em pensamentos e ações destrutivas.

13. Mascara a verdadeira ferida. Você está procurando a cura e torna as coisas piores.

14. Nunca é uma experiência neutra. Você não pode ver pornografia e não ser afetado por isso. Essa experiência é sempre inconsistente com a Palavra de Deus.

15. Objetifica as mulheres. A pornografia as transforma em objetos sexuais. Ela sequestra a capacidade do homem de ver uma mulher mais velha como uma figura materna, uma mulher da mesma idade como uma irmã e uma mulher mais nova como a figura de uma filha.

16. Traz um prazer muito curto, seguido por dor e mais dor.

17. Abandonar torna-se a luta de uma vida. Uma vez que você permite que a pornografia entre, há uma batalha violenta com Satanás e com sua velha natureza para se vigiar. Uma vez que você permite que a pornografia entre em sua vida, sempre haverá uma batalha. É uma batalha vencível, mas uma batalha diária.

18. Permanece em sua mente para sempre. Satanás mantém aquela imagem repetindo em sua mente para criar um ciclo de luxúria pecaminosa e te levar de volta à pornografia. Você se torna ligado a uma imagem, não a uma pessoa.

19. A vergonha entra em sua vida. Culpa é sentir-se mal por algo que você fez. A vergonha, no entanto, é baseada em sentir-se mal por quem você é. A pornografia traz vergonha. Deus nunca traz vergonha. Satanás sempre traz vergonha.

20. A confiança é perdida com as pessoas que você mais ama e respeita.

21. Abre a porta para todo pecado sexual. A pornografia é um portal, uma entrada que traz nada de bom e tudo de doloroso, como masturbação compulsiva, desejos, práticas sexuais perigosas, visita a lugares adultos, uso de prostituição, práticas sexuais pervertidas e abuso sexual.

22. Viola mulheres. Como? Você está colocando seu selo de aprovação em uma indústria que degrada e desumaniza mulheres.

23. Um convite para olhar para outras mulheres.

24. Extingue a verdade. A pornografia promove a mentira. Você mente para os outros, mente para Deus e mente para si mesmo. Você mente mais para cobrir velhas mentiras. Você se torna uma mentira viva.

25. Te liga a uma imagem. Você fica preso e ligado à imagem ao invés de sua esposa ou futura esposa se você é solteiro.

26. Fecha seus lábios para o louvor a Deus, falar sobre sua fé, contar aos outros como eles podem experimentar Deus.

Fonte: iPródigo

sexta-feira, 4 de junho de 2021

 Fica comigo, não temas... pois estarás salvo comigo. (1 Samuel 22:23)

Desapontados Com Os Cristãos


Se olharmos um pouco ao nosso redor, veremos que agora, mais do que nunca, as pessoas estão abandonando as chamadas igrejas. Muitos que professaram o cristianismo até pouco tempo, viram suas costas à igreja por causa dos seus desapontamentos. As suas razões podem ter várias justificativas, mas uma coisa é verdade em todos os casos: aqueles que se chamam cristãos e as igrejas as quais eles pertenciam até então, não corresponderam às expectativas. Talvez você seja uma dessas pessoas que foram desapontadas por cristãos. Nós podemos entender você, e devemos admitir que a nossa conduta nem sempre foi verdadeiramente “cristã”. Frequentemente, houve egoísmo em situações que necessitavam de atenção ao nosso próximo e ao seu bem-estar!

Entretanto, uma coisa deve ser dita: se os cristãos têm falhado com frequência, o Senhor Jesus Cristo nunca causou desapontamento. Se você não quiser ter nenhuma relação com cristãos, ou com as igrejas, pelo menos não vire suas costas para o Senhor Jesus Cristo. Ele nos estende um convite amigável: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos” (Mateus 11:28). Com isso, Ele se refere àqueles que estão desapontados e amargurados. A todos aqueles que vêm até Ele, o Senhor Jesus promete: “Eu vos aliviarei”.

Ele nunca desapontou alguém que O buscou sinceramente, embora Ele também nos mostrará onde as coisas estão fora de ordem. Se nós entendermos isso e confessarmos nossas falhas a Ele, Ele irá nos perdoar e nos dar paz de espírito e coração. O Seu desejo é nos dar a vida e a segurança eterna.


 

O Ensino de Balaão

Na carta à igreja de Pérgamo, encontramos o alerta sobre um inimigo interno e uma séria advertência.

“No entanto, tenho contra você algumas coisas: você tem aí pessoas que se apegam aos ensinos de Balaão, que ensinou Balaque a armar ciladas contra os israelitas, induzindo-os a comer alimentos sacrificados a ídolos e a praticar imoralidade sexual. De igual modo você tem também os que se apegam aos ensinos dos nicolaítas. Portanto, arrependa-se! Se não, virei em breve até você e lutarei contra eles com a espada da minha boca” (Ap 2.14-16).

As pressões vindas do poder estatal e dos judeus foram extremamente pesadas para os crentes de Pérgamo.

As pressões vindas do poder estatal e dos judeus foram extremamente pesadas para os crentes de Pérgamo. Todavia, conseguiam resistir porque haviam vestido toda a armadura de Deus e se mantinham fiéis ao nome de Jesus, sem negar sua fé. Afinal, é o próprio Senhor que empunha a espada e rompe todas as couraças do adversário – e quem tem esse Senhor em seu coração é invencível. Em Cristo, ele se eleva acima do trono de Satanás e supera com folga todas as provações.

Ainda assim, o Senhor tem contra ela “algumas coisas”, pequenas, poucas, conforme consta das diversas traduções. Parece então ser alguma insignificância, embora seja algo tão sério; uma diminuição como a que os crentes tanto gostam para negar a importância do seu fracasso. Contudo, é aí que reside a assustadora gravidade de tudo isso: enquanto os filhos de Deus em Pérgamo resistiam vitoriosamente ao inimigo externo, cediam ao inimigo interno – e dessa forma já temos a mistura mortal de vitória e derrota; de fidelidade a Jesus até a morte, mas ainda assim a capitulação diante das demandas internas da carne. Precisamos entender os versos 14-15 à luz disso.

O ensino de Balaão se estabelecera. O ensino de Balaão consistia no conselho que Balaão dera ao rei Balaque (Nm 22–25; 31.16). Balaão queria amaldiçoar o povo de Deus, mas não conseguiu. Ele reconheceu que Balaque não teria sucesso nenhum com seu exército, porque Israel era invencível. Por isso ele desaconselhou uma batalha contra os israelitas. Contudo, ele também queria arruinar o povo de Israel e conseguiu isso ao induzi-los a participar da idolatria e da devassidão ligada a ela.

Aquela “coisinha” era um perigo mortal para Pérgamo, assim como a “inofensiva” conversa entre Eva e a serpente no paraíso foi uma armadilha com terríveis consequências.

Portanto, aquela “coisinha” era um perigo mortal para Pérgamo, assim como a “inofensiva” conversa entre Eva e a serpente no paraíso foi uma armadilha com terríveis consequências. E essa liberalidade sexual foi elevada ali em Pérgamo à condição de doutrina por membros da igreja – provavelmente de elevado conceito: “... que se apegam aos ensinos de Balaão” (Ap 2.14). Disso resultou essa pavorosa mistura em Pérgamo: por um lado, a firme fidelidade ao nome de Jesus para fora (v. 13); por outro, a fixação ao ensino de Balaão (v. 14).

Nem todos aderiram. O Senhor diz expressamente: “Você tem aí pessoas...”. Pérgamo abrigava alguns que cederam ao inimigo interno. Assim, apesar de os outros seguirem o Senhor Jesus com toda a determinação, a estrutura da igreja sofreu uma mistura por tolerar a carnalidade. Com isso, perderam a autoridade. Tais coisas são repetidas milhares de vezes até hoje.

O Senhor quer fazer a separação por meio da sua espada afiada, sua Palavra, porque ele não quer a liberalidade da carne –esta deve ser crucificada com Cristo. Em Pérgamo ocorreu devassidão na carne porque já ocorrera a devassidão espiritual – e essa devassidão espiritual se expressou na neutralidade da igreja em relação àqueles desviados.

A respeito da igreja de Éfeso, o Senhor diz: “Você odeia...” (Ap 2.6). Ela assumiu uma posição clara contra toda heresia e carnalidade. Sobre a igreja de Tiatira, por outro lado, lemos: “Você tolera...” (Ap 2.20). Em Pérgamo, esses dois grupos e esses dois ensinos – seguir decididamente a Jesus e comprometer-se com a carne – simplesmente andavam paralelamente, e o Senhor julga de forma particularmente rigorosa essa neutralidade interna da igreja.

Qual é a atitude da nossa igreja?

terça-feira, 2 de março de 2021

 

Medo, nosso companheiro indesejado

Daniel Lima

O medo faz parte da experiência humana. Bebês sentem medo com barulhos altos muito antes de saber qual o perigo por trás do som. A maioria de nós tem medo de alguma coisa. Pode ser de algo sério, como um cão agressivo, alta velocidade ou doenças; pode ser de coisas até engraçadas, como medo do escuro, de altura ou de borboletas. Parece que ser humano é sentir medo. O curioso é que esse medo é tanto uma reação ao perigo real como ao imaginário.

Com uma rápida consulta na internet, lemos a seguinte definição: “Estado emocional provocado pela consciência que se tem diante do perigo; aquilo que provoca essa consciência”.[1] Assim, o medo pode ser fruto da consciência de um perigo (por exemplo, quando você está em um lugar alto do qual pode cair) ou, ao contrário, o medo pode gerar essa consciência quando o perigo inexiste (por exemplo, se houver uma cerca segura neste local alto).

Como cristãos, confundimos medo e temor. Embora possam ser parecidos, são sensações totalmente diferentes. Não somos chamados a ter medo de Deus, mas sim temor (Salmos 111.10; Provérbios 1.7). Moramos como família há anos no Rio Grande do Sul. Um de nossos passeios favoritos é ir até os cânions da região dos Aparados da Serra. Para quem não conhece, são paredões de pedra de até 700 metros de altura. Eu não tenho medo dos paredões, tenho respeito (temor?) pela sua imensidão. No entanto, se eu estiver na beirada e escorregar, terei medo das consequências de cair.

O mesmo ocorre com Deus. Quem conhece a Deus, mesmo que superficialmente, fica impressionado com seu poder e por isso teme. Contudo, quando alguém decide ignorar o Senhor e contrariar seus propósitos, deve, sim, ter medo das consequências. O temor é positivo nesse sentido, mas o medo sempre é algo negativo. Em seu excelente devocional The Blue Book, o autor Jim Branch escreve:

Quanto mais velho eu fico, mais eu me dou conta de que possivelmente o pior inimigo de nossas vidas espirituais (além de Satanás) é o medo. Medo parece estar no centro de tudo que luta contra o meu bem de coração e alma. No centro de meu ativismo está o medo. No centro de minha insegurança, o medo. No centro de minha ansiedade, o medo. No centro de minha competitividade... sim, o medo.[2]


O apóstolo João nos alerta para o fato de que o “perfeito amor expulsa o medo” (1João 4.18). De uma forma mais clara, podemos retomar a narrativa da Queda e veremos a entrada do medo na humanidade. Em Gênesis 3.8-10, lemos:

Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus, que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim. Mas o Senhor Deus chamou o homem, perguntando: “Onde está você?” E ele respondeu: “Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi”

O homem nunca havia sentido medo antes. Algo mudou dentro dele. Larry Crabb define assim a reação humana:

Fiquei com medo... emoção central de Adão; porque estava nu (exposto)... sua motivação central e por isso me escondi... sua estratégia central.[3]

O medo – que hoje é parte da experiência humana – foi inaugurado dessa forma, pois o homem, motivado por sua exposição, resolveu buscar uma solução por conta própria, sem Deus. Creio que o medo é realmente a grande arma de Satanás para impedir nossa aproximação de Deus. Seu argumento ao tentar Eva foi que Deus a estava enganando, de que havia algo melhor. Com medo de que estava perdendo algo, Eva (e Adão) pecaram.


De que modo o medo atrapalha sua vida espiritual? Você tem medo do fracasso (qualquer que seja sua definição de fracasso)? Você tem medo de perder relacionamentos importantes? Você tem medo da rejeição? Ou da dor, da pobreza? Qualquer que seja seu medo, este é um indicativo da estratégia de Satanás para afastá-lo de Deus.

Deixe-me alistar alguns passos ao enfrentar o medo:

  1. Identifique seu medo. O que você mais teme? Identifique e avalie qual a real possibilidade de que isso aconteça. Um medo não definido é gigantesco, e lembre-se: medo gera ainda mais medo. Na minha experiência, eu posso tratar do medo ao identificá-lo; posso avaliá-lo e reconhecê-lo antes que me paralise.

  2. Reconheça que o verdadeiro inimigo é Satanás. Ele é o pai de toda mentira (João 8.44). Na passagem de 2Coríntios 10.3-5, Paulo nos exorta a destruir argumentos (a palavra no original é sofisma, uma mentira bem contada). Quais são as mentiras que você tem deixado que se tornem fortalezas em sua vida? Essas mentiras com certeza estão por trás dos seus medos.

  3. Cultive a verdade de que “o perfeito amor expulsa o medo” (1João 4.18). À medida que conseguimos confiar neste Deus que é todo poderoso e ama perfeitamente, percebemos que estamos seguros, que não há nada a temer.

Minha oração, por você, leitor, e por mim, é que a realidade do amor de Deus e de seu poder afastem de nós esse companheiro indesejado. E que, sendo ousados nas promessas e na segurança de nossa relação com Deus, possamos experimentar um vida muito mais plena.

 

O maravilhoso alvo de cada cristão

“Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação. Assim acontece para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado.” (1Pedro 1.6-7)


O motivo de alegria que nos fortalece em todas as angústias destes tempos finais é a certeza de que a vitória pertence a Jesus Cristo. Essa vitória foi conquistada na cruz do Gólgota. Desde então o Diabo e seus ajudantes anticristãos promovem ataques de retirada. O tempo para eles está apertado, pois a sua rendição definitiva está próxima (Apocalipse 12.9). É verdade que o Anticristo ainda estabelecerá seu domínio de terror na terra, mas este será por tempo limitado: após “quarenta e dois meses”, ele e o seu falso profeta serão jogados no “lago de fogo”. Ali ele será seguido – após o final do reino milenar de paz de Jesus Cristo – por Satanás: “O Diabo, que as enganava [as nações], foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite, para todo o sempre” (Apocalipse 20.10).

Depois de subjugar o Maligno, Deus conduzirá à Jerusalém Celestial todos os que permaneceram fiéis a ele e a seu Filho, Jesus Cristo. Naquele lugar “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. Aquele que estava assentado no trono disse: ‘Estou fazendo novas todas as coisas!’” (Apocalipse 21.4-5a). E, juntamente com as legiões celestes, a igreja dos redimidos adorará e louvará a Deus, dizendo: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor!... Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre!... Amém...” (Apocalipse 5.12-14).

Todo o cristão que não apenas diz ser um, mas que verdadeiramente crê em Jesus Cristo como Salvador e Senhor, está a caminho de um maravilhoso alvo. Esse alvo consiste (1) em poder estar para sempre junto de Deus; contemplar aquele que criou o mundo e amou este mundo de tal maneira que, em favor dele, entregou o seu Filho Unigênito à morte (João 3.16); (2) agradecer a ele que nos concede vida em abundância; (3) ser consolado por ele, que nos diz: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês” (Mateus 11.28); e (4) participar da festa mencionada em Apocalipse 19: “Aleluia!, pois reina o Senhor, o nosso Deus, o Todo-poderoso. Regozijemo-nos! Vamos alegrar-nos e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou” (v. 6-7).

Lothar Gassmann

sábado, 13 de fevereiro de 2021

 

Como reagir a mudanças?

Daniel Lima

Nunca velejei, mas sempre fiquei encantado com o modo como um velejador consegue trabalhar com o vento e se dirigir ao seu destino mesmo que o vento não seja favorável. Entre as poucas certezas que podemos ter em nossas vidas, uma delas é que vamos enfrentar mudanças. E essas mudanças serão surpreendentes, tirarão nosso fôlego e abalarão nossas certezas e planos. Este último ano foi palco de muitas mudanças. E isso não é fruto só da pandemia! Valores, ideias, certezas “inabaláveis” estão sendo questionadas constantemente. Algumas mudanças são perversas e demonstram como o coração do homem está longe de Deus, mas outras são resultado de estudo, descobertas e daquilo que chamamos “graça comum”.

A pandemia, como toda catástrofe, acelerou algumas mudanças que já se apresentavam no horizonte. Por exemplo o “home office”, ou trabalhar em casa. Conheço muita gente que neste último ano se adaptou para conduzir seu trabalho de casa e hoje descobriu que este pode ser tão bem conduzido, às vezes até melhor, a partir de sua própria casa. Muitas escolas tiveram que alterar rapidamente para uma educação à distância e têm obtido resultados excelentes, muito embora muito ainda precise ser feito.

Muito do que estávamos acostumados como igrejas evangélicas teve de ser adaptado durante a pandemia. Encontros e eventos tiveram de ser transformados em atividades online. Igrejas que não puderam fazer a transição ficaram esvaziadas. Não poucos líderes estão ainda hoje sem saber como retomar seus ministérios. Há aqueles que fecham os olhos e continuam exatamente da mesma maneira, crendo que se Deus abençoou um método antes, ele certamente abençoará de novo – o que chamam de fidelidade. Outros adotam novas posturas, tentam aproveitar novidades e modismos. Por fim há aqueles que percebem as mudanças, querem aprender com estas, embora ainda valorizem métodos antigos. Estes entendem que fidelidade, muito acima de ater-se a uma forma, é descobrir como continuar o ministério preservando o que é inegociável.

Fidelidade diante de mudanças é mudar o que precisa ser mudado para preservar o que não pode ser mudado.

Quando mudanças tão abrangentes ocorrem, todos voltamos à estaca zero, ou seja, aquilo que nos levou ao resultado desejado ontem não garante o fruto de amanhã. Os exemplos bíblicos de pessoas tementes a Deus que foram lançados em situações de mudança são inúmeros: Adão e Eva tiveram de se adaptar a um mundo hostil. José teve de aprender os costumes egípcios. Davi teve de se tornar um líder de homens e eventualmente de uma nação. Ester teve de aprender a viver como rainha. Neemias teve de se tornar o reconstrutor de uma cidade arrasada. No Novo Testamento, homens como Pedro, Zaqueu, Cornélio e João tiveram de abandonar não só seus estilos de vida, mas grande parte do que acreditavam.

Diante de mudanças, é natural ficarmos confusos e, de alguma forma, nos agarrarmos ao passado. Fidelidade diante de mudanças é mudar o que precisa ser mudado para preservar o que não pode ser mudado. Talvez o personagem que mais nos deixou suas reações diante de mudanças foi Paulo. Em Filipenses 3 ele escreve sobre como todo seu passado e seus distintivos de glória se tornaram inúteis. Lemos no verso 7: “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo”. O que era lucro, o que lhe dava significado e valor, agora era inútil. Mais adiante, lemos nos versos 13-14:

Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.

Gostaria de compartilhar algumas observações sobre como reagir a mudanças, seja em nosso trabalho, em casa, na igreja ou mesmo na minha caminhada com o Senhor:

1. Identifique a essência. Paulo afirma que prosseguia para o alvo. Qual é o alvo? O que realmente importa? O que é mais importante em seu relacionamento com alguém: manter tradições ou viver em comunhão? Em nossos ministério, o que realmente buscamos: manter programas vivos ou alcançar pessoas para Jesus? Não podemos abrir mão da essência em tempo de mudança, já a forma pode (e talvez deva) ser adaptada ou reinventada.

2. Esqueça o que ficou para trás. Somos criaturas de costumes, nossa tendência é nos apaixonarmos por hábitos. Certamente não foi algo fácil para Paulo dizer que deixou para trás toda sua tradição como fariseu. Para seguirmos a Deus, com frequência, precisamos abandonar formas que nos eram muito queridas e confortáveis.

3. Descubra como continuar avançando. Não é possível manter a essência sem uma forma. Se a antiga maneira de fazer não serve mais, precisamos descobrir de que maneira podemos preservar o que é realmente importante. Se uma forma de manter comunhão com irmãos em Cristo não funciona mais, precisamos descobrir como manter comunhão de outra forma.

4. Cultive sua dependência daquele que não nos abandona. Em vários de seus escritos Paulo deixa claro que seus esforços não se baseiam em suas próprias capacidades. Sua confiança estava naquele que podia cuidar dele e capacitá-lo para enfrentar com vitória todas as situações em que Deus o colocasse. Lemos em Colossenses 1.29: “Para isso eu me esforço, lutando conforme a sua força, que atua poderosamente em mim”.

Minha oração por você e por mim, nestes tempos de mudança, tanto externa como interna, é que nossos corações continuem a olhar para Jesus, o autor e consumador de nossa fé, e que possamos reagir a mudanças com leveza, sem apegos desnecessários, mas igualmente sem abrir mão daquilo que é essência: “‘Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’” (Lucas 10.27).

 

Sete dicas para quando somos alvo de calúnias

“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus.” (Mateus 5.11)


Na semana passada, vimos algumas dicas de como agir quando ouvimos fofocas de outras pessoas. Hoje, quero compartilhar algumas sugestões do que fazer quando – como cristão – você mesmo for alvo de calúnias ou murmurações.

1. Diante de Deus, eu examino honestamente quais acusações são fundamentadas e quais não são.

2. Onde houver culpa, eu a reconheço diante de Deus e me penitencio. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 1.9). Ao mesmo tempo, procuro fazer a reparação junto à pessoa com quem eu falhei.

3. Estou ciente: tendo havido perdão de pecados, as outras pessoas (e eu mesmo) não têm o direito de recordá-los novamente.

4. Quando ocorrerem falsos boatos, exageros ou mentiras, tenho duas possibilidades: ou eu silencio – seguindo o exemplo de Jesus, que “quando insultado, não revidava” (1Pedro 2.23), ou eu me posiciono sobre isso.

5. Será necessária uma tomada de posição quando a verdade for tão desfigurada que não apenas eu, mas também a causa de Deus, em cujo serviço eu estou, for prejudicada (ver p. ex. o posicionamento de Jesus diante das acusações dos fariseus, em Mateus 12.24-30).

6. De minha parte, o posicionamento deve ser o mais prático possível – e no amor de Cristo. “Façam tudo com amor” (1Coríntios 16.14).

7. Tenho plena certeza de que a sentença final não está nas mãos de pessoas, mas na mão daquele que, “sem parcialidade, julga segundo as obras de cada um” (1Pedro 1.17).

Tu vês o oceano de lágrimas
Conheces aflição, miséria e dor.
Mas a esperança, que nunca falha
Recebo de ti, meu Deus e Senhor.

Quando estou em dificuldades
Eu nada preciso temer:
O teu olho vigia também na noite
E pode nova luz conceder.

Tua Palavra gera vida nova
Onde havia morte e pecado.
Tu vives em mim e eu em ti,
Estou maravilhosamente guardado.

Lothar Gassmann


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  Qual o seu ponto de vista? Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos. - 2 Coríntios 5:7 Qual é o seu ponto de vista diante das situações...