Anuncio

sexta-feira, 10 de julho de 2020

O efeito destruidor do partidarismo em nossas igrejas

Daniel Lima
“Quem vota em comunista não é cristão!” “Quem apoia este governo apoia tortura e, portanto, não entendeu o evangelho!” Ambas as frases foram retiradas de postagens de pessoas que se dizem cristãs e, indignadas com posturas por elas consideradas absurdas, saem em defesa de suas ideias. Seria inacreditável – se não fosse tão comum – como cristãos partem para o ataque contra outros cristãos em defesa de posições, partidos e pessoas que não têm o mesmo compromisso de vida com nosso Senhor Jesus Cristo.
Por um lado, posturas assim demonstram onde está a esperança de cada um. Se eu me sinto tão ofendido com a postura do outro a ponto de atacá-lo de forma tão passional, é porque o que tenho de mais precioso foi ameaçado. Será que o que temos de mais precioso é nossa posição política? Será que convicções políticas deveriam tomar precedência à nossa fé? Com isso, sendo brasileiro e passional confesso, não quero dizer que não há razão de indignação, de decepção ou mesmo de ira. Meu questionamento é em que momento minha frustração me autoriza a atacar ou passar julgamento sobre outro?
Quero convidá-los a examinar comigo duas passagens do livro de Paulo aos Filipenses. Em primeiro lugar, importa destacar que a cidade de Filipos era uma colônia de ex-soldados romanos. Os filipenses eram considerados cidadãos romanos por decreto imperial e isentos do pagamento de impostos. O status político era de enorme importância nesta cidade. À medida que uma igreja cristã teve início ali (Atos 16) surgiu uma tensão enorme entre os cidadãos que declaravam que César é Senhor e os cristãos que ousadamente firmavam que Jesus é Senhor. O texto que quero estudar primeiramente é verso 27 do capítulo 1:
27Não importa o que aconteça, exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo, para que assim, quer eu vá e os veja, quer apenas ouça a seu respeito em minha ausência, fique eu sabendo que vocês permanecem firmes num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica...
No verso 27 Paulo começa usando um termo precioso a qualquer cidadão de Filipos: “exerçam a sua cidadania”. Há um debate entre estudiosos se Paulo se referia à cidadania política ou à cidadania celestial. Ambas interpretações parecem possíveis. Por um lado devo exercer minha cidadania como brasileiro de modo digno do evangelho (o que traz alguns desafios e reflexões); por outro lado devo exercer minha cidadania celestial de modo digno do evangelho (o que destacaria outras implicações). 
De qualquer forma, a aplicação imediata que Paulo destaca é seu desejo de ver estes cristãos “num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica”. Infelizmente, o que temos visto são cristãos lutando entre si por partidos, posições e personagens políticos. Nossa causa é uma só, nossa bandeira é uma só. A única causa pela qual devemos lutar é pela fé evangélica. E, muito embora eu entenda que a fé evangélica traz implicações que afetam a política, estas não são elementos fundamentais da fé evangélica!
Temos de tomar extremo cuidado para não acrescentar qualquer outra condição à fé evangélica. Por mais que eu encontre incoerências entre fé evangélica e o socialismo, no momento que eu digo que quem apoia o socialismo não pode ser cristão, estou acrescentando ao evangelho. Por outro lado, por mais que apoiar a tortura seja uma postura contrária ao cristianismo, no momento que acrescento à fé na vida, morte salvífica e ressurreição de Cristo uma rejeição a posturas totalitárias como condição de salvação, estou acrescentando ao evangelho.
Uma unidade de pensar, de amor, de espírito e de atitude só é possível quando existe humildade, consideração e cuidado mútuo.
Podemos lamentar que cristãos não percebam estas incoerências. Na medida do possível podemos e devemos tentar ajudar estes irmãos a corrigir seus caminhos. Mas todo cuidado deve ser tomado para que neste movimento não lancemos fora a essência do que nos exorta o apóstolo: unidade!
O segundo texto vem logo a seguir, quando Paulo continua no capítulo 2, versos de 1 a 4:
1Se por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, 2completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. 3Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos. 4Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. 
Os cristão de Filipos, e por consequência nós também, foram exortados a demonstrarem sua unidade como testemunho de sua fé em Cristo. Não se trata de uma uniformidade cega, mas da construção de convicções sólidas a partir do senhorio de Cristo. As expressões do verso 2: “mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude” não significam posições impostas por uma liderança, mas conclusões de uma comunidade. O versos 3 e 4 mostram como podemos chegar a uma unidade assim: “... humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros”. Uma unidade de pensar, de amor, de espírito e de atitude só é possível quando existe humildade, consideração e cuidado mútuo.
Paulo continua a passagem estabelecendo qual deve ser nosso modelo: o próprio Senhor Jesus! Nos versos 5 a 11 ele passa a descrever qual é a atitude que devemos cultivar. Isso não deveria nos surpreender. O próprio Jesus nos ensina que “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13.35). Nossa unidade não é apenas um acréscimo interessante, não é apenas para que nosso convívio seja agradável. Jesus expressa que nossa unidade é uma das bases do nosso testemunho diante de um mundo perdido.
Temo que os combates do mundo estão começando a invadir a igreja, enfraquecendo nosso testemunho diante dos incrédulos. Ao invés de um amor que surpreende o mundo, estamos lutando entre nós em disputas que imitam o próprio mundo. Uma vez mais sou levado a lembrar das palavras de Jesus: “Pois eu digo que, se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus” (Mateus 5.20).
Eu oro para que cada um de nós exerça sua cidadania terrena ou celestial de modo digno do evangelho. Que o amor que nos une a partir de Jesus seja nosso vínculo da paz. Que, ao enfrentarmos este mundo iníquo, mantenhamos nosso papel profético, mas sem se deixar aliciar por um ou outro lado de ideologias que, em última análise, representam muito mal o evangelho. Que o mundo se surpreenda com o amor que os seguidores de Jesus manifestam uns pelos outros mesmo quando nossas preferências políticas sejam conflitantes!

Pandemia e Esfriamento Espiritual

Daniel Lima
Hoje estamos completando 110 dias de quarentena em nossa casa. O que começou com algumas adaptações temporárias se tornou o “novo normal”. Saídas reduzidas, aniversários cancelados, reuniões sem o gostoso abraço... De modo especial, fico curioso com os cultos virtuais, reuniões de grupo via telinha, discipulados por aplicativos etc. No entanto, o que realmente importa é como fica nossa caminhada com Deus. De que modo temos vivido e cultivado nossa espiritualidade?
Alguns pastores – de várias denominações – entraram em pânico, como se o culto presencial fosse a essência do que cremos ser a igreja. Parecia que sem culto os crentes iriam se desviar, a igreja iria morrer. No entanto, muitas igrejas mais saudáveis procuraram soluções mais sérias e enraizadas em suas convicções. Compreendendo que somos igreja com ou sem cultos, procuraram maneiras de manter seu povo conectado e de alimentar o rebanho de forma virtual. Algumas igrejas que acompanho de perto começaram a “todo vapor”, fazendo cultos e “lives” diárias. O ritmo era intenso e parecia que um dia fora do ar e a igreja estava perdida. A maioria destas igrejas já encontrou um ritmo mais sustentável, uma dieta de alimentação espiritual que seja sustentável.
Minha pergunta mais profunda é: como ficam os cristãos? Como nós ficamos diante desta situação? Minha comunhão com Deus realmente não depende de cultos ou eventos, ou será que depende? Por um lado, afirmamos uma fé que, como disse Jesus em João 4.23-24, é em espírito e em verdade, não sendo restrita a locais ou edifícios. Por outro, defendemos o que a Palavra nos ensina em Hebreus 10.25:
Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia.
Pessoalmente eu sinto falta do culto público e tenho buscado refletir do que eu sinto falta. Confesso que não é das mensagens, já que continuamos tendo acesso a elas, ainda que virtualmente. Não sinto tanta falta do período do louvor cantado, em parte pois sou beneficiado em ter duas cantoras em casa que me ajudam a louvar por meio da música. Sinto falta de gente, sinto falta de estar com os irmãos. Não que eu fale com todos, mas o fato de estar num evento com o propósito de me aproximar de Deus em comunidade tem um impacto diferente em mim. Em parte, é o fato do estímulo de ver outros buscando a Deus comigo. Por outro, é a alegria de participar de algo maior do que eu mesmo.
As palavras de Paulo em Colossenses 1.28 me vêm à mente:
Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo.
As três palavras não estão ali por acaso. Paulo afirma que proclamamos Jesus advertindo e ensinando. A palavra “proclamar” é a base do que Paulo se propõe a fazer. “Advertir” e “ensinar” descrevem como isso é feito. Advertir pode ser traduzido por “colocar na mente”, no sentido de apresentar a verdade de forma clara e direta; traz um sentido de confrontação, mas uma confrontação gentil, uma correção branda. A palavra ensinar é bastante direta. Ensino aqui tem o caráter de uma apresentação clara e direta da verdade.
Mas por que precisamos de advertência e ensino? Não bastaria apenas o ensino? Certamente há um sentido para nós nesta advertência... Nosso coração em geral resiste ao ensino. Não buscamos a Deus naturalmente. Nossa inclinação é acharmos autossuficiência. Por isso Deus permite tragédias e dias difíceis. Nestes dias somos levados a buscá-lo, pois não encontramos recursos em nós mesmos.
Eu entendo que este é um dos papéis da comunidade, da igreja. Não é controlar (bem sabemos que não conseguimos controlar...), mas estimular (Hebreus 10.24), encorajar, animar. O fato de estarmos com outros cristãos que buscam a Deus tem um efeito de nos fazer focar nele, de nos fazer buscá-lo com mais intensidade.
O grande perigo da quarentena é que podemos esfriar por falta do estímulo da igreja reunida.
É aí justamente que está um dos maiores perigos desta quarentena. Não é que ficaremos sem alimento espiritual. (A grande maioria das igrejas têm conseguido formas de transmitir a seus membros.) Não é estarmos impedidos de cultuar em nossos salões. (Nosso Deus pode ser cultuado em qualquer lugar.) O grande perigo da quarentena é que podemos esfriar por falta do estímulo da igreja reunida. Por isso Paulo afirma que ele proclama a Cristo tanto falando a verdade como advertindo os irmãos.
Eu quero, em nome de Jesus, e com muito temor e tremor, adverti-lo a que continue buscando a Deus. Não permita que o isolamento, a distância dos irmãos, o faça esfriar em sua busca por Deus. Ore, estude a Palavra, celebre em família (que contexto melhor?). Busque contato mesmo que virtual com irmãos, compartilhe o que tem aprendido, o que Deus tem lhe falado... Não permita que esta circunstância difícil, mas temporária, enfraqueça sua fé!

terça-feira, 2 de junho de 2020

A Boa Notícia para a atualidade

O mundo parece ser uma árvore na qual todos os frutos estão maduros. O dia da colheita parece estar próximo.

"Ainda lhes propôs uma parábola, dizendo: Vede a figueira e todas as árvores. Quando começam a brotar, vendo-o, sabeis, por vós mesmos, que o verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus" (Lucas 21.29-31).
Referindo-se ao nosso tempo, alguém observou: “O mundo parece ser uma árvore na qual todos os frutos estão maduros. O dia da colheita parece estar próximo”.
A humanidade sente que está vivendo em um mundo decadente, o medo a persegue e a profunda insegurança se alastra entre muitas pessoas. No entanto, a boa notícia para nossa época é: “Jesus voltará!”
Por isso é importante levar a sério a seguinte palavra: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (Atos 16.31). Deus, o Senhor nos garante: “Libertarei todos que desejam fortemente a minha salvação” (Sl 12.5 – ABV).
Maranata!

Ainda é preciso se curvar?

Por que permitimos, com tanta frequência, ser atraídos às armadilhas do Diabo? Por que damos tanto crédito à carne pecaminosa?

Pois todo o que se exalta será humilhado, e o
que se humilha será exaltado”. (Lucas 14.11).
Deus... concede graça aos humildes” (Tiago 4.6).
... a humildade antecede a honra” (Provérbios 15.33).
Ah, sim, antigamente! Lembro-me muito bem que, quando era garoto, ao cumprimentar as pessoas, precisava sempre fazer uma “reverência”, curvar-me. E quando isso não era feito devidamente, eu sentia a suave mão de minha mãe em minha nuca. “Faça uma reverência!”, ela sussurrava. Hoje não se faz mais assim. É questão de autoconfiança. As reverências tornaram-se desatualizadas. Será possível que também os cristãos desaprenderam a “reverenciar”, a curvar-se diante de Deus? Muitas vezes ficamos inflados. Insistimos nos nossos direitos. Lustramos nossa face piedosa. Torcemos para que ninguém nos descubra.
A propósito: quem gostaria de ser examinado à luz da santidade divina? Quem estaria disposto a reconhecer o seu verdadeiro ser? Quem admitiria facilmente que o orgulho, a honra e o ciúme lhe causam muitos problemas?
As reações o comprovam: ficar carrancudo. Brincar de ficar “bicudo”. Silêncio amuado. As portas são batidas com raiva. Ouve-se gritos e fica-se bufando como fazem os gatos. De jeito nenhum deve-se admitir um erro cometido! Sim, o “ego” estufado apresenta muitas facetas brilhantes. É um verdadeiro especialista em camuflagem.
Como nossas igrejas, casamentos e famílias seriam diferentes se nos tratássemos com humildade, consideração e atenção amorosa! Se tivéssemos a força interior de dar uma considerável bordoada na carne e documentar: “... já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2.20). Acontece que na Bíblia consta que Deus somente concede graça aos humildes. Que a humilhação gera exaltação e que o reconhecimento da própria fraqueza gera a força.
Como é bom saber que não precisamos ficar estancados em nossas falhas.
Como é bom saber que não precisamos ficar estancados em nossas falhas. Isso seria desesperador. Que bom que temos a possibilidade de viver na vitória de Cristo! As garantias divinas nos foram concedidas para nos incentivar. Temos exemplos para serem imitados. Nosso coração recebeu promessas de Deus: exaltação, graça e honra são prometidos aos que seguem de boa vontade o seu Salvador, de quem é dito: “Mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo... Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome” (Filipenses 2.7,9).
Por que permitimos, com tanta frequência, ser atraídos às armadilhas do Diabo? Por que damos tanto crédito à carne pecaminosa? Por que somos tão tolos e somos enganados tantas vezes pelos truques do inimigo? Temos tanta dificuldade em manter morto o nosso velho ser?
Poderíamos seguir em nosso caminho de maneira muito mais descontraída e alegre se assumíssemos o caráter de cordeiro do nosso Salvador crucificado. A “via superior” do orgulho e do coração vaidoso está pavimentada com muita aflição e sofrimento. É um verdadeiro caminho de dores, que desgasta o coração e os nervos. No entanto, na “via inferior” da humildade, na qual o próprio Senhor Jesus nos precedeu, não há fluxo contrário. Nela são encontrados aqueles que estão caminhando tranquilos e esperançosos em direção à eterna pátria. É o caminho da liberdade em Cristo. Por que nos afligimos desnecessariamente com coisas que não podemos mudar? Quando estaremos finalmente livres do eterno sofrimento de “acumular problemas”? Poderíamos tranquilamente entregar o volante do carro de nossa vida ao nosso Salvador.
Talvez você conheça a história daquela mulher que caminhava à beira da estrada carregando nas costas uma mochila pesada, repleta de batatas. Um senhor, que passava com a sua carroça, parou e a convidou gentilmente para embarcar. Agradecida, ela subiu e sentou-se ao lado do agricultor. No entanto, durante o trajeto, várias vezes ela gemia pelo desconforto causado pelas alças da mochila em seus ombros. O agricultor voltou-se para ela, sorrindo, e sugeriu: “Querida senhora, por favor, tire a mochila das suas costas, pois o cavalo de qualquer maneira está levando toda a carga”. – “Não”, respondeu ela, “estou muito feliz que o senhor está me dando essa carona e eu não quero atribuir mais o peso da mochila pesada para o cavalo carregar”.
Os filhos de Deus, estando ao lado de seu Pai celestial, não estão supridos para sempre?
E você? Pare de gemer! Entregue a mochila das suas preocupações, senão você, com essa sua atitude, estará ofendendo o Senhor Jesus, pois ele de qualquer maneira carrega todos os seus fardos e preocupações. Os filhos de Deus, estando ao lado de seu Pai celestial, não estão supridos para sempre? Então, não é um privilégio nosso estarmos agradecidos e tranquilos, podendo usufruir a viagem para o lar na companhia dele? Quem reconhece isso logo compreende que um coração humilde e reverente diante de Deus é o segredo para uma vida feliz. E é justamente essa a resposta correta para um mundo enganoso, sem paz e destruído. Um testemunho com credibilidade é a melhor recomendação para seguir com fé ao nosso Senhor Jesus.
Experimente você também! Você vivenciará que as promessas de Deus são verdadeiras. A mochila com as “batatas da preocupação” espera ser colocada no seu devido lugar: nas poderosas mãos de seu Pai celestial.
Tenha uma alegre e abençoada viagem! — Manfred Paul

Jesus voltará!

“não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor...” (Apocalipse 21.4). É isso que podemos aguardar! É isso que podemos esperar! É sobre isso que podemos nos alegrar!

Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado aos céus, voltará da mesma forma como o viram subir.” (Atos 1.11b)
Jesus voltará! Na primeira vez ele veio à estrebaria em Belém, fraco e humilde; na segunda vez ele virá sobre nuvens do céu, em poder e glória. Na primeira vez ele veio para resolver a questão da culpa do homem: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29); na segunda vez ele virá para resolver a questão de poder da humanidade: “Pois é necessário que ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés” (1Coríntios 15.25). Ao final, Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima” daqueles que se confessaram a Jesus. Para esses “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor...” (Apocalipse 21.4). É isso que podemos aguardar! É isso que podemos esperar! É sobre isso que podemos nos alegrar!
Contudo, quando Jesus voltará? Não nos foi dado saber nem o “dia” nem a “hora”. Sua vinda será tão surpreendente como a queda de um raio (Mateus 24.27,36). Todavia, Jesus menciona os sinais que anunciam o seu aparecimento. Quanto mais clara e massivamente estes se cumprem, tanto antes podemos contar com a sua volta, mesmo que ninguém consiga antecipar o exato momento. Tais sinais são mencionados especialmente no conhecido sermão do Monte (Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21). A seguir, quero falar um pouco sobre a linha de juízo e de missões.
O evangelho da salvação do pecador unicamente por meio da graça continuará sendo pregado até a volta de Jesus em glória.
A “linha de juízo” se refere aos diversos juízos, seduções e perseguições que antecedem a volta de Cristo como últimas manifestações do Maligno e das “dores de parto” para o novo mundo: guerras, crises de fome, terremotos, pestes, rebeldia à lei, falta de amor, perseguição aos cristãos, surgimento de falsos cristos e falsos profetas etc. (ver Mateus 24 etc.).
A “linha de missões” se refere às missões para pessoas de todos os povos, tribos e línguas. Quando “a plenitude dos gentios” estiver atingida, então também “todo o Israel será salvo” (Romanos 11.25-26). O evangelho da salvação do pecador unicamente por meio da graça continuará sendo pregado até a volta de Jesus em glória. A missão não cessará durante os juízos e perseguições, mas continuará paralelamente. Muita confusão foi causada pelo fato de que círculos cristãos deram ênfase apenas para os juízos (“fim do mundo”) ou para missões (“reavivamento mundial”) sem observar que ambos seguirão em paralelo até a volta de Jesus. Assim, trabalhemos para o Senhor enquanto for dia – mesmo que as sombras do fim dos tempos se tornem cada vez maiores...
Lothar Gassmann

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão… na verdade não é…

Há algum tempo tenho percebido que muitos irmãos (inclusive irmãos que são pastores) parecem fazer “vista grossa” para alguns comportamentos pecaminosos ou errados de algumas pessoas que frequentam suas igrejas. Digo parecem, porque não quero julgar suas intenções aqui, porém quero levantar esse questionamento e melhorar a compreensão de um texto que Paulo escreveu para os irmão da cidade de Corinto.
Será que devemos nos calar mediante o comportamento errado ou pecaminoso de pessoas que se dizem irmãos em Cristo (que se dizem convertidos) mas que na verdade não são convertidos??
Vejamos o que ele diz em 1 Coríntios 5:1-13 (com meus comentários entre parênteses):
1- “Geralmente se ouve que há entre vós fornicação (atos sexuais ilícitos, imoralidade sexual), e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia (imoralidade tal, que nem os ímpios conhecem), como é haver quem possua a mulher de seu pai (como por exemplo, um homem que fez sexo com a própria madrasta).
2- Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação. (vocês estão tão cegos pela soberba, que nem ao menos se entristecem por não terem tirado do meio de vocês a pessoa que pratica esse tipo de coisa).
3- Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo (físico), mas presente no espírito, já determinei (já decidi), como se estivesse presente, que o (homem) que tal ato praticou,
4- Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito (juntos, vocês e eu, como Igreja), pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo,
5- Seja, este tal (homem), entregue a Satanás para destruição da carne (corpo e alma), para que o espírito (espírito humano dele) seja salvo no dia do Senhor Jesus (no dia do julgamento).
6- Não é boa a vossa jactância (não é boa essa soberba de vocês). Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? (vocês não sabem que uma pessoa que faz isso pode contaminar a todos?)
7- Alimpai-vos, pois, do fermento velho (se limpem das velhas práticas do pecado), para que sejais uma nova massa (uma nova pessoa), assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós (porque Cristo já levou o pecado, não peguem o pecado de volta!).
8- Por isso façamos a festa (vamos viver a vida), não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos (pães sem fermento) da sinceridade e da verdade. (Porque na páscoa judaica se come pão ázimo, que é o pão sem fermento)
9- Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem (já enviei carta a vocês dizendo que não se relacionem com pessoas que se vendem ao pecado sexual);
10- Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo (isso não quer dizer que vocês não devam se relacionar com as pessoas pecadoras desse mundo, que não devam ter contato com elas), ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo (porque se fosse assim, para não ter contato com essas pessoas, seria necessário vocês saírem do mundo! Porque o mundo anda em pecado mesmo! A maioria das pessoas está na ignorância do pecado).
11- Mas agora vos escrevi que não vos associeis (que não se relacionem) com aquele que, dizendo-se irmão (dizendo-se crente), for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal (com essa pessoa) nem ainda comais (nem se assente para comer!).
12- Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? (Porque eu tenho que julgar os ímpios? O povo do mundão?) Não julgais vós os que estão dentro? (Vocês não julgam os que estão dentro da Igreja??)
13- Mas Deus julga os que estão de fora (da Igreja). Tirai pois dentre vós a esse iníquo. (tirem da Igreja e do meio de vocês esse homem que pratica essa iniquidade)
As palavras de Paulo eram fortes, ele primava pela santidade, organização e proteção da Igreja.
Ser “irmão” (na ótica de Paulo) ia muito além de se dizer “cristão”, no verso 11 podemos ver que ele considerava que “irmão” era aquele que se identificava com a vida de renúncia aos pecados (aquele que abriu mão do “fermento velho”). Ele ainda disse que, pior que se relacionar diariamente com os devassos do mundo (que não são convertidos, que não conhecem o nosso Senhor Jesus), é ter que se relacionar com aqueles que se dizem crentes, mas na verdade, não são. Ou com aqueles que se dizem libertos do pecado, mas na verdade, não são. OU com aqueles que dizem amar o Senhor Jesus, mas na verdade, amam muito mais o mundo e as coisas do mundo (o fermento velho) do que o Senhor Jesus. Paulo nos aconselha a não termos nem comunhão com essas pessoas (nem mesmo sentar pra comer junto com essas pessoas). Isso é muito sério.
Sabemos que no contexto desse texto, Paulo estava tratando de um caso específico, de um homem que se relacionava sexualmente com a mulher do próprio pai, e percebemos que Paulo não “incrimina” a mulher em nenhum momento, mas somente o homem… Porque?
Porque naquela época, a cultura não dava direitos à mulher, nem acesso ao ensino, nem acesso ao conhecimento, só o homem podia estudar, ter conhecimento, ser sábio, etc, só o homem podia falar em público, e só o homem era considerado líder de qualquer coisa… e por isso, naquela cultura o homem era responsável sobre tudo, mesmo naquele caso sendo a mulher madrasta desse homem, e consentindo com a prática do pecado, praticando o pecado junto com ele, mesmo ela sendo adúltera e traindo o marido com o próprio enteado, só o homem é mencionado como responsável! (Particularmente, eu acho incrível como Paulo protegia a mulher).
Mas voltando ao verso 11, Paulo diz para não termos nenhum tipo de comunhão com pessoas que, conhecendo a Verdade, ou seja, dizendo que são crentes e convertidos, continuam em pecados graves como:
– Prostituição (pecados sexuais, imoralidade sexual)
– Devassidão (corrupção)
– Avaro (avarento = aquele que tem apego ao dinheiro = preso ao espírito maligno do mamom)
– Idolatria (adoração a ídolos, que podem ser objetos, coisas, lugares, ou pessoas)
– Maldizente (difamador)
– Beberrão (que preenche o vazio da alma com vícios como bebidas, drogas, etc)
– Roubador (ladrão, pessoa que pega o que não lhe pertence)
E porque Paulo diz para nós nem mesmo nos sentarmos para comer com pessoas que vivem nessas práticas?
Porque a hipocrisia (a falsidade) pode se tornar contagiosa!
V.6: “…Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?”
Ou seja: “Não sabeis que uma pessoa que se diz irmão, mas anda na prática do pecado, pode levar todos os outros a se tornarem como ele?”
Muito ignoram essa verdade, e fazem isso com a “desculpa” de que estão ajudando a pessoa a “sair daquela situação”, porém, em muitos casos, vemos que a pessoa em questão NÃO QUER SAIR da situação que vive.
E nesse caso, Paulo nos aconselha a “largar mão”, deixar que a pessoa prossiga seu caminho longe daqueles que querem obedecer a Deus (versos 2 a 6), porque se essa pessoa continuar perto, poderá prejudicar a todos.
Isso é Bíblia. O conceito de “não se misturar com quem sabe o que é errado, e mesmo assim pratica” não é um conceito meu, ou de qualquer outra pessoa, é um conceito bíblico, e em minha opinião, é super coerente com outras coisas que vemos a Palavra dizer.
Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;” (Atos 17.30)
Deus não leva em conta o tempo em que éramos ignorantes sobre a Verdade. Mas Ele leva em consideração o tempo do conhecimento. Por isso as palavras de Paulo sobre a importância em “não nos associarmos” a pessoas que, dizendo-se irmãs e irmãos, na verdade não são!
De fato é um alerta a todos nós sobre o perigo que é, o perigo que é quando nós (pastores) permitimos que uma pessoa que não muda (apesar de conhecer a Verdade) continue convivendo conosco na comunidade da Igreja como se nada estivesse acontecendo!
De fato isso é hipocrisia (falsidade)!
É fingimento!
Se permitirmos isso, estaremos fingindo que está tudo bem, quando na verdade, não está! Deus não se agrada de fingirmos que as coisas estão bem, quando elas não estão.
Mas Deus se agrada da sinceridade!
Não estou dizendo com isso que devemos sair por aí anunciando todas as nossas lutas e nossos problemas pessoais a TODAS as pessoas, não é isso! O que estou dizendo é que, em nosso meio, Igreja, Congregação, Família, Comunidade, não podemos viver cheios de MÁSCARAS, fingindo estarmos, fingindo vivermos, ou fingindo sermos aquilo que ainda não somos.
Se ainda não somos livres, precisamos ter uma postura de confissão, de busca, de desespero pela libertação!
Se ainda estamos vendo que uma ovelha está na lama do pecado, precisamos ter uma postura de ajudar, de oferecer tratamento, libertação, e principalmente: CONFRONTO.
Sem confronto não há mudança. O confronto é o que revela o caráter, ele revela se a pessoa possui bom caráter, ou mau caráter. A maneira como a pessoa reage ao confronto (tendo mudança ou não tendo após ele) é o que revela seu caráter. Mesmo que a pessoa não goste do confronto (porque gostar, ninguém gosta) quando a pessoa tem bom caráter, ela/ele mesmo sem gostar, recebe, ouve, aceita, e por isso, muda.
Se vemos pessoas pecando deliberadamente em nosso meio, nós pastores não devemos fazer “vista grossa”, ou jogar “panos quentes”, fingindo que o pecado não existe. Pelo contrário, o caminho certo é comunicar, primeiro com a pessoa, e depois com toda a liderança, trazer para o conhecimento daqueles que podem tomar providências em ajudar aqueles que desejam ajuda, ou retirar de nosso meio aqueles que desejam viver de maneira contrária a obediência a Deus que nós vivemos. Não devemos permitir que o “pouco de fermento levede toda a massa”.
Veja o que diz em Tiago 4.8-10 sobre como devemos nos comportar quando as coisas não estão bem:

“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós
 (busque a Deus, e Ele virá). Alimpai as mãos, pecadores (largue o pecado); e, vós de duplo ânimo (vontades dúbias, vontades que mudam toda hora), purificai os corações (purifique a origem de suas vontades)Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai (entre em contato com as coisas erradas que você tem feito, com as suas “podridões”); converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza (pare de rir, pare de se alegrar, mas se entristeça por causa dessas coisas). Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.”
Tiago estava dizendo para a pessoa ser humilhe perante Deus, assumir seus pecados e o quanto eles são podres, e o quanto a pessoa não é capaz de se livrar deles sozinho, e então, Deus dará a vitória! Porque o poder de Deus se aperfeiçoa em nossas fraquezas.
Quando reconhecemos que somos fracos, Deus nos torna fortes!
Quando reconhecemos que precisamos do Senhor, Ele vem!
Na verdade, tudo que nos acontece e tudo que vivemos, no final das contas, é entre nós e o Senhor! Mais ninguém.
Mas isso não tira de nós (pastores, líderes, e Igreja) a responsabilidade de proteger os novos da fé, e a família de Deus (a Igreja). Precisamos evitar que o “fermento velho”, aqueles que querem continuar no pecado, permaneçam em nosso meio, e levedem toda a massa (arruinem toda a Igreja). Precisamos estar dispostos a perdermos pessoas que não querem mudança, mesmo que isso signifique que com a perda deles perderemos bons contribuintes, boas ofertas, e bons dízimos. Os valores espirituais de santidade precisam ser mais importantes que os valores materiais. Precisamos priorizar a qualidade do caráter das pessoas que estão dentro de nossas igrejas, e não a quantidade de pessoas.
Por isso: “Não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão… na verdade não é…”
Não vamos nos assentar na roda dos escarnecedores de Deus, daqueles que tem zombado da santidade de Deus. Como alguns tem zombado?
Vivendo em pecado mesmo depois de saberem que o pecado pertence a satanás, e dizendo que estão “salvos”, que nada os acometerá porque “são salvos”… como se Deus não visse… como se Deus fosse bobo…
Isso é de fato zombaria à santidade de Deus.
Tenhamos temor Igreja!
“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmos 1:1)
1 Pedro 1.14-19:
“Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;
Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver;
Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação,
Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado…”
Que o Senhor nos ajude a sermos fiéis a Ele, mesmo que isso implique em perdas nessa dimensão.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Deus é realmente justo?

Norbert Lieth
De um ou de outro modo, todas as respostas que li até agora sobre questões relativas à justiça de Deus sempre permanecem um tanto insatisfatórias. Não importa quão detalhado e fundamentado é o que alguém diz a respeito, sempre será possível encontrar alguma objeção.
No entanto, existe uma resposta que me tranquiliza plenamente. Não se trata de uma complexa justificativa ou explicação, mas de uma garantia permanente: é a resposta dada por aqueles que melhor conhecem Deus – os habitantes do céu.
Por ocasião da volta do Senhor em grande poder e glória, as multidões no céu entoam um cântico de júbilo. São os redimidos da tribulação. Eles dizem: “... verdadeiros e justos são os seus juízos”, e exclamam: “Aleluia! A salvação, o poder e a glória pertencem ao nosso Deus” (Apocalipse 19.1-2). O mundo angelical celeste também confirma isso. Os 24 anciãos e os quatro seres vivos, que são querubins, unem-se ao grande “Amém, Aleluia!” (verso 4). “Então veio do trono uma voz, conclamando: ‘Louvem o nosso Deus, todos vocês, os seus servos...’” (verso 5). Os habitantes do céu estão convictos da veracidade e da justiça de Deus.
As hostes celestiais conhecem o seu Criador. Elas o contemplam continuamente e experimentam sua absoluta justiça e veracidade. “Só tu és o Senhor. Fizeste os céus, e os mais altos céus, e tudo o que neles há, a terra e tudo o que nela existe, os mares e tudo o que neles existe. Tu deste vida a todos os seres, e os exércitos dos céus te adoram” (Neemias 9.6).
Uma pessoa que crê em Jesus não vive mais direcionada à morte, mas morre para se direcionar à vida.
O perfeito Filho dos céus, sim, Deus mesmo, é o eterno Filho de Deus que se tornou homem. Se alguém pudesse culpar Deus de ser injusto, esse alguém seria Jesus: ele nasceu num estábulo, precisou fugir e sofreu durante toda a vida. Chorou, foi castigado e torturado, pregado na cruz e abandonado por Deus. No entanto, o que Jesus diz sobre o seu Pai celestial?
Em João 17, o Senhor afirma três coisas em sua oração. Em seu primeiro pedido, ele chama Deus de “Pai” (verso 1). No seu segundo pedido, ele diz “Pai santo” (verso 11). E, finalmente, ele adota em seu terceiro pedido o tratamento “Pai justo” (verso 25). Mesmo diante da sua hora mais tenebrosa, ele continua convicto da santidade e da justiça de Deus, o Pai.
Se, pois, as hostes celestiais adoram a Deus e testificam sua justiça, se Jesus faz tais afirmativas sobre o Pai, quem somos nós então para questioná-lo? Quando o virmos como ele é, então todos nós entoaremos cheios de empolgação o grande “Aleluia!”. Todo sofrimento é apenas a penúltima coisa. É o que nos permite considerar como Deus é. Uma pessoa que crê em Jesus não vive mais direcionada à morte, mas morre para se direcionar à vida.
Por causa do pecado, a humanidade sofreu uma distorção da sua noção de justiça. Ela nem sabe o que é a verdadeira justiça. Deus, porém, é verdadeiro.

Postagem

  Qual o seu ponto de vista? Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos. - 2 Coríntios 5:7 Qual é o seu ponto de vista diante das situações...